Ainda faltam cinco meses para o início das campanhas eleitorais, mas, na Câmara do Rio, nunca é cedo demais para discutir o assunto. Com a disputa pela cadeira do Palácio Guanabara como pano de fundo, a base do prefeito Eduardo Paes (PSD) e a oposição trocaram farpas na sessão desta terça-feira (10).
Flávio Valle e Salvino Oliveira, ambos do PSD, criticaram a proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador Cláudio Castro (PL). Ao mencionarem o arquivado caso das rachadinhas de Flávio e supostas ligações com o crime organizado, o opositor Poubel não ficou calado.
O bolsonarista resgatou a declaração recente de Paes, que disse estar cansado de “brincar em seu palácio” e agora queria “brincar em outro” — uma referência à renúncia do prefeito para concorrer ao governo do estado.
‘Pode vir quente que eu estou fervendo’
Dobrando a aposta, o vereador Rafael Satiê (PL) foi enfático. “Não faz sentido tentar antecipar algum tipo de discurso aqui para tentar de alguma forma vilipendiar outras pessoas. Esse discurso raso diminui inclusive o trabalho da Câmara do Rio”, pontuou.
E completou: “Se querem entrar nessa linha de atuação, vamos entrar. Vocês não sabem ainda se são secretários, subsecretários ou subprefeitos de bairro. A gente não sabe de fato quais funções vocês exercem. Estão entrando em território que não dominam. Mas podem vir quente, porque eu tô fervendo.”

