O Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) começou, na reunião desta terça-feira (09), a redesenhar a composição das comissões permanentes da Casa. E quem está com a caneta na mão é o PL.
Com 23 deputados — quase um terço do Parlamento fluminense — a legenda decidiu que o tamanho da bancada precisa aparecer também na distribuição dos cargos.
E, para isso, todos os deputados do PSOL devem perder seus postos de chefia na Alerj. O partido, que tem cinco deputados, preside atualmente cinco comissões: Direitos Humanos, Combate às Discriminações, Defesa dos Direitos da Mulher, Servidores Públicos e Legislação Participativa.
Na Comissão de Servidores Públicos, Flávio Serafini dará lugar a Renan Jordy. Em Direitos Humanos, Dani Monteiro será substituída pelo conservador Alexandre Knoploch.
E quem também perdeu a presdência foi Renata Souza. O comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher deve passar da deputada mais votada do estado para Sarah Poncio (Solidariedade) por indicação do PL.
Em maio, Renata teria causado desconforto entre os colegas por chamar Sarah de “mulher” de Rodrigo Amorim (PL). Agora, ela deve receber justamente a cadeira ocupada pela psolista.
Mas Renata não deixou a reorganização passar em branco. No expediente final desta terça, ela classificou a ofensiva como uma tentativa de “perseguir o PSOL” e afirmou que as lideranças da direita articulam a retirada de comissões “justamente do partido que encampou pautas como as CPIs do Banco Master e do Feminicídio”.
Renata Souza também encaminhou um ofício ao governador em exercício, Ricardo Couto, questionando a permanência de Rodrigo Amorim no cargo de líder do governo na Alerj mesmo após a renúncia de Cláudio Castro (PL).
Outras duas comissões comandadas pelo PSOL também devem mudar de mãos. Os novos presidentes, porém, ainda não foram definidos pelo PL.
O PT também corre o risco de perder um de seus colegiados para acomodar a deputada Martha Rocha (PDT), que voltou à Assembleia após deixar a secretaria municipal de Assistência Social do Rio. O PDT, hoje, não preside nenhuma comissão permanente e a tendência é que a legenda seja contemplada na nova divisão de espaços.
PL deseja ter maioria das vagas em todas as comissões permanentes da Alerj
As presidências são apenas uma parte da reforma discutida no Colégio de Líderes.
A reestruturação pretendida pelo PL vai atingir também a composição das comissões permanentes. Como maior bancada da Casa, a legenda quer a maioria dentro de todos os colegiados.
Nas comissões com cinco integrantes, a conta é simples: três vagas para o partido. Já nas maiores, compostas por sete membros, o objetivo é ocupar pelo menos quatro cadeiras.

