Moradores de Botafogo marcaram um protesto para sábado (28) contra a desapropriação de um imóvel onde funcionava um supermercado e que será destinado ao novo centro de tecnologia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O espaço, que pertence ao Grupo Sendas e fica na Rua Barão de Itambi, 50, foi declarado de utilidade pública por decreto do prefeito Eduardo Paes (PSD).
Toda a polêmica começou porque, embora o Pão de Açúcar tenha deixado o local, a rede Supermercados Mundial já estava nos preparativos para assumir o espaço. Contudo, com o decreto de Paes, a propriedade foi tomada para fins de renovação urbana por meio de hasta pública, o que travou a mudança.
O projeto da FGV prevê a construção de um edifício de seis pavimentos. A nova estrutura contará com um subsolo técnico para abrigar um supercomputador, térreo com galeria de arte, café e biblioteca, andares intermediários com laboratórios, auditórios e áreas de integração criativa, além de uma cobertura dedicada a pesquisas avançadas.
Moradores de Botafogo criticam falta de diálogo e uso da hasta pública
Desde então, uma ofensiva vem se formando contra a desapropriação, que chegou à Justiça em ações movidas pelo vereador Pedro Duarte (PSD). Morador de Botafogo, ele também frequenta o imóvel há mais de cinco anos para ir à academia que funciona no local.
A principal queixa dos moradores é a falta de diálogo com a população antes da desapropriação do imóvel, apontada como uma decisão essencialmente comercial. Outra crítica diz respeito ao uso da hasta pública, que, segundo Duarte, não deveria ter sido adotada por não se tratar de um imóvel abandonado.

