A nomeação de Alessandra Rosa Altmayer Odawara para o comando da secretaria de Polícia Penal (Seppen), oficializada nesta segunda-feira (25) pelo governador em exercício Ricardo Couto, trouxe de volta à discussão um episódio antigo envolvendo seu marido.
O então major da Polícia Militar Luiz Otavio Altmayer Odawara já foi citado em investigações sobre supostas irregularidades em contratos de monitoramento eletrônico de presos.
As apurações foram conduzidas pela Delegacia Fazendária da Polícia Civil e pela 6ª Promotoria de Tutela Coletiva da Cidadania do Ministério Público do Rio de Janeiro. O oficial, à época, era responsável pela central de monitoramento de presos da secretaria de Administração Penitenciária (Seap) — antiga denominação da Seppen.
Segundo as investigações, Luiz Otavio era suspeito de possível atuação para favorecer a entrada da empresa Spacecom Monitoramento S/A no estado, mesmo diante de pareceres técnicos contrários internos. Também foi apurada a eventual existência de evolução patrimonial incompatível com a renda do militar.
Após a repercussão do caso e questionamentos sobre falhas no sistema de tornozeleiras eletrônicas, o então major deixou o cargo na Seap. Ele sempre negou ter recebido vantagens indevidas ou participado de irregularidades no processo de contratação.
Hoje, Luiz Otávio Altmayer Odawara chefia a Oitava Delegacia de Polícia Judiciária Militar – 8ª DPJM.
Quem é Alessandra Odawara, nova secretária de Polícia Penal?
Com 17 anos de experiência no sistema penitenciário fluminense, Alessandra Odawara assume o comando da Polícia Penal do estado em substituição a Maria Rosa Lo Duca Nebel, que estava no cargo desde 2022.
Odawara vinha atuando como assessora-chefe da subsecretaria geral de Polícia Penal. Já comandou a Escola de Inteligência Penitenciária e foi assessora técnica da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário e sindicante da Corregedoria Geral da secretaria.
COM FÁBIO MARTINS

