Uma empresa de segurança privada apontada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) como sendo controlada pelo delegado e diretor do Instituto Rio Metrópole (IRM), Franquis Dias Nepomuceno, recebeu R$ 23,5 milhões em contratos firmados com o governo do estado entre 2017 e 2023.
O delegado foi preso nesta quinta-feira (09) durante uma operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) que investiga um esquema de desvio de recursos públicos no IRM.
Contratos milionários
De acordo com dados dos contratos, a Rioforte Vigilância celebrou dez contratos com o Executivo fluminense entre dezembro de 2017 e março de 2023, somando R$ 23,5 milhões. O principal contratante foi o Fundo Especial da Procuradoria-Geral do Estado do Rio (Funperj).
O primeiro contrato com o órgão data de março de 2018, firmado por meio de pregão eletrônico, no valor de R$ 7 milhões. O acordo recebeu sete aditivos até 2021, sendo o maior deles de R$ 11 milhões, assinado em 2020.
Delegado atua como sócio oculto, diz MP
Embora a empresa esteja registrada em nome de Leilson de Souza Nepomuceno, pai de Franquis, o MP sustenta que o delegado é o verdadeiro controlador da Rioforte Vigilância, atuando como sócio oculto.
Segundo as investigações, a empresa era utilizada para realizar a escolta dos valores em espécie sacados das contas do Instituto Rio Metrópole, recursos que, de acordo com o MPRJ, eram provenientes do esquema de desvio.
Além da prisão de Franquis Dias Nepomuceno, a operação também teve como alvo seu pai, que foi submetido a medidas cautelares. Na ação desta quinta, também foram presos o presidente do Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho (o Didê), Maurício Knoploch, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e Amanda Íthala Santos da Paschoa, cunhada do parlamentar.
Com informações da coluna de Tácio Lorran, do portal Metrópoles.

