Alvo de operação da Polícia Federal; acusado de ser o braço político de uma organização criminosa suspeita de lavar R$ 7,6 bilhões; e preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, o ex-prefeito Márcio Canella é considerado carta fora do baralho das eleições para o Senado em outubro.
Nas rodas da política do Rio, nove entre dez apostam no nome do ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi para substituir o ex-prefeito de Belford Roxo e ex-deputado estadual.
Mas, nos bastidores da federação, cresce — e aparece — um nome que até agora passou bem longe dos radares: o do vereador Leniel Borel, nacionamente conhecido como o pai do menino Henry Borel, assassinado por espancamento em maio de 2021.
Bons conhecedores, embora surpresos, confirmam o movimento.
Duas baixas na chapa do presidente da Alerj, Douglas Ruas
Tudo indica que Márcio Canella será o segundo integrante da chapa do presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato ao governo, Douglas Ruas (PL), a cair por problemas com a lei. O primeiro foi o ex-governador Cláudio Castro (PL), também alvo de operações (duas!) em maio.
O PL ainda nem achou o substituto de Castro, e já tem que conviver com outro buraco na chapa. Mas avisa: a vaga de Canella é da Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e PP.

Só uma perguntinha…
Depois da surpresa, a curiosidade.
A quem interessaria a troca de Curi — que tem se mostrado competitivo nas pesquisas de intenção de votos — por Leniel?
Está declarada aberta a temporada de respostas e palpites.

