O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, nomeou o economista Guilherme Mercês no comando da Secretaria estadual de Fazenda. Mercês esteve na pasta entre 2020 e 2021, e saiu em meio a uma disputa contra renúncia fiscal no setor de combustíveis. A nomeação do ex-secretário — que assume no lugar de Juliano Pasqual — foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (29).
Mercês diz saber que o trabalho será grande à frente da pasta, já que a Lei Orçamentária Anual aprovada pela Assembleia Legislativa prevê um déficit de R$ 19 bilhões para 2026. Ele elegeu duas grandes frentes de trabalho: impedir que o Rio perca os royalties de petróleo (já que o Supremo Tribunal Federal está prestes a julgar a redistribuição) e providenciar a entrada do estado no Propag, o programa de renegociação de dívidas com o governo federal.
“É possível e vamos trabalhar com a meta de chegar ao fim do ano com as contas positivas”, diz.
Mercês foi exonerado em sua primeira passagem pela secretaria em meio a uma disputa com o agora ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar. O secretário havia fechado a usina Canabrava, em Campos dos Goytacazes, um braço do grupo Refit. Bacellar não gostou, e conseguiu a sua substituição.
O currículo do secretário
Economista e mestre em economia pela UERJ, com formação executiva pelas universidades de Oxford – Reino Unido, Columbia – EUA e INSEAD – França. Foi Secretário de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro durante a pandemia, consultor da Fecomercio RJ, Diretor e economista-chefe da Confederação Nacional de Comércio, Serviços e Turismo (CNC) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – (FIRJAN). É co-autor de dois livros sobre a economia brasileira e já figurou diversas vezes no Top 5 dos rankings Bloomberg e Broadcast entre os economistas que mais acertam as previsões sobre a economia brasileira.


