A Justiça do Rio decidiu não levar a júri popular os acusados de envolvimento no assassinato do jornalista Romário Barros, morto a tiros em junho de 2019 no bairro de Araçatiba, em Maricá. Na decisão, o juiz impronunciou Vanessa Alicate, o deputado estadual Renato Machado (PT) e o policial militar reformado Davi de Souza Esteves, o subtenente Davi, por considerar que não foram produzidas provas suficientes de autoria ou participação no crime.
O assassinato de Romário Barros, fundador do portal Lei Seca Maric, aconteceu menos de um mês após a morte de outro jornalista da cidade, Robson Giorno. Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público apontam envolvimento de milícias da região nos crimes.
Na decisão, o magistrado afirma que os elementos reunidos ao longo da investigação se mostraram frágeis para sustentar o envio do caso ao Tribunal do Júri e que a investigação se apoiou em relatos indiretos, informações de disque-denúncia e “declarações posteriormente contraditórias ou retratadas”, sem que surgissem provas consideradas consistentes para vincular os acusados ao homicídio.
Em alegações finais apresentadas após a instrução do processo, o Ministério Público também pediu a impronúncia dos acusados.
Romário foi morto quando saía de casa
A denúncia contra Vanessa Alicate, Renato Machado e o subtenente Davi sustentava que o jornalista teria sido assassinado por vingança em razão de reportagens e publicações que teriam atingido a reputação do deputado e de Vanessa.
Segundo o Ministério Público, os executores do crime seriam Rodrigo José Barbosa da Silva, conhecido como Rodrigo Negão, e Davi de Souza Esteves, enquanto Renato Machado e Vanessa teriam atuado como mandantes.
Segundo a denúncia, Romário foi morto quando saía de casa.
Com informações do Jornal O Globo.

