ATUALIZAÇÃO ÀS 9h45: Em nota, o Banco Genial disse que “Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição”. A nota completa da instituição está no final desta matéria.
O Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deflagraram nesta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto, com mandados de busca e apreensão em diferentes estados; quatro deles estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro.
A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao setor de combustíveis na aquisição da distribuidora Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana.
Um dos endereços nos quais os agentes cumprem os mandados fica no Leblon, na Zona Sul do Rio, onde moram Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor do Banco Genial, e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá. Outros quatro endereços de empresas ligadas à distribuição de combustíveis também são alvo das buscas.
As investigações do MPSP revelam que o grupo teria sido liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”. Mesmo sendo apontados como chefes, nenhum dos dois é alvo das buscas desta manhã.
Terceira fase da Operação Carbono Oculto
A Operação Carbono Oculto investiga a infiltração de facções criminosas, principalmente do PCC, na economia formal. Além disso, agentes apuram a relação entre a facção e o Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
O quarto alvo da operação é Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, operador financeiro de Vorcaro. Freixo assinou uma delação premiada sobre o Caso Master e foi também responsável pelo envio dos milhões de reais para o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente da República Jair Bolsonaro.
Ao todo, a ação cumpre mandados de busca e apreensão em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Participam da operação a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo.
Conforme a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPSP, a compra da Terrana foi realizada por meio de fundos e empresas criados exclusivamente para essa operação — como os fundos Radford, Derby 44 e Los Angeles 01, e as empresas Berna Holdings Ltda. e Branson Holdings Ltda., fundadas poucos meses antes do negócio.
O Ministério Público aponta que mais de R$ 120 milhões circularam por uma rede de “contas de passagem”, transitando por firmas como Aster Petróleo, SM Serviços Empresariais, Duvale Distribuidora e Usina Itajobi até atingirem a estrutura responsável pela aquisição.
O que diz o Banco Genial
O Banco Genial enviou uma nota à imprensa. Eis a íntregra:
“O Banco Genial esclarece que Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição.
Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis.
No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época.
A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles.
Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados.
A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.”
Com informações de TV Globo.
Comentários 3
Garotinho, quem te conhece que te comprei. Você em fiscalizar o poder público mas você foi, talvez, o pior governador que este estado já teve.
Você não tem condições de fiscalizar quem quer que seja.
O Garotinho, continua desmascarando os políticos com esquemas suspeitos no Rio de Janeiro.
Correções: que te compre…
Você fala em fiscalizar…