A demora do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), em assumir o comando do governo do estado — já que o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve o desembargador Ricardo Couto como interino, mesmo depois da recomposição da linha sucessória — pode levar a aliança em torno da pré-candidatura do moço a recalcular a rota.
Aliados estão convencidos de que é preciso rever a chapa anunciada em fevereiro deste ano, com Márcio Canella (União) e Cláudio Castro (PL) como candidatos ao Senado; e Rogério Lisboa (PP) de vice.
Castro foi engolfado por denúncias e até um mandado de busca e apreensão, viu a popularidade despencar e está sendo aconselhado a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, em vez de se aventurar na busca pelo Senado.
Ganha força o nome de Felipe Curi (PP), ex-secretário de Polícia Civil, para o lugar do ex-governador.
Crescem as pressões pela troca do vice de Douglas Ruas
Já Rogério Lisboa, que foi visto com desconfiança por parte dos bolsonaristas desde o início, “não emplacou” — segundo militantes e alguns dirigentes partidários.
O ex-prefeito de Nova Iguaçu não somaria os votos necessários à chapa, não empolgaria os mais conservadores e não tem se destacado na pré-campanha.
Começa a se desenhar um movimento para que Douglas tenha um vice com mais impacto na capital — o maior reduto eleitoral do seu principal adversário, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD).

