Enquanto no estado os campeões de licitações milionárias são o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (Proderj) e o Instituto Rio Metrópole (IRM), no município do Rio quem ostenta é a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).
A companhia lançou dois certames, que somados, dão até R$ 876,6 milhões para a locação de 153 novos caminhões para duas Áreas de Planejamento (APs). Ambos acontecerão no próximo dia 27 de fevereiro.
Na licitação da AP5, que engloba diversos bairros da Zona Oeste (Bangu, Santa Cruz, Deodoro, Campo Grande e Guaratiba), o valor estimado é de R$ 462 milhões para alugar 82 caminhões efetivos e 13 reservas.
Por sua vez, na AP4, que reúne outra parte da Zona Oeste (Barra e Jacarepaguá), a Comlurb irá alugar 71 caminhões efetivos e 11 reservas por até R$ 414 milhões.
A empresa concorrente Eco Mundi Soluções Ambientais LTDA. tinha originalmente ficado em segundo lugar no processo, mas recorreu ao Tribunal de Contas do Município (TCM), conseguindo a inabilitação da Grillo e Ribeiro, vencedora do Certame.
Contudo, esta última entrou com mandado de segurança na justiça e virou o jogo após receber uma série de decisões favoráveis em sequência.
Licitação será no próximo dia 27 – Foto: Reprodução
O terreno que hoje funciona como estacionamento, na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio, dará lugar a um prédio residencial. O projeto recebeu a aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) após aproximadamente 12 anos de discussões, alterações, entraves e propostas diferentes para a área.
A nova construção, que será incluída no projeto Reviver Centro, fica localizada em um espaço cercado por três bens tombados pela instituição: a Santa Casa de Misericórdia, a antiga sede do Ministério da Fazenda e a Igreja de Santa Luzia.
O projeto ainda está em fase de detalhamento, inclusive em relação ao número de unidades, que deve ficar entre 500 e 700 apartamentos.
Segundo Otávio Grimberg, fundador e presidente da SIG Engenharia, proprietária da área, o projeto prevê duas torres residenciais separadas por um espaço livre. A ideia é preservar a visibilidade de quem circula pela região para o prédio da Santa Casa, na Rua Santa Luzia, contribuindo para a valorização do imóvel histórico.
Terreno de 79 mil metros quadrados
Durante as negociações com o Iphan, também ficou estabelecido um limite de 64 metros para as duas torres. A altura máxima foi definida a partir do prédio da antiga sede do Ministério da Fazenda, localizado em frente ao terreno, também na Avenida Presidente Antônio Carlos.
Ainda de acordo com o presidente da SIG Engenharia, o projeto original não previa a criação do vão livre de 21 mil metros quadrados, pensado para ampliar a visibilidade da Santa Casa. O terreno, ao todo, tem 79 mil metros quadrados.
Segundo ele, o projeto já foi protocolado na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. A expectativa é que, após a aprovação, as obras levem entre 24 e 30 meses para serem concluídas.
Projeto mudou de perfil ao longo dos anos
A área nem sempre esteve destinada à construção de moradias. Quando o diálogo com o Iphan começou, a proposta da empresa era erguer um empreendimento comercial, com espaços destinados a escritórios corporativos. A expectativa era atrair, entre outros setores, companhias ligadas à indústria de óleo e gás.
O cenário, no entanto, mudou nos anos seguintes. O segmento foi afetado pela crise provocada pelas investigações da Operação Lava Jato, que envolveram denúncias relacionadas à Petrobras, e pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Mais tarde, a pandemia também contribuiu para o esvaziamento do Centro do Rio.
Foi nesse contexto que a prefeitura lançou, em 2021, o programa Reviver Centro.
O que diz o Iphan
Em nota, o Iphan confirmou que liberou o projeto. A entidade observou que uma portaria do ano passado prevê que ”intervenções em bens tombados ou em suas áreas de entorno devem ser previamente autorizadas pelo Instituto”.
”O tombamento é um instrumento de preservação do patrimônio cultural edificado, e a atuação do Iphan busca assegurar que novas intervenções sejam compatíveis com a proteção desses bens. Por isso, a presença de novos empreendimentos no entorno de imóveis tombados é possível, desde que os projetos atendam aos critérios de preservação e não comprometam a ambiência e a visibilidade dos bens protegidos”, diz trecho da nota.
Um prédio localizado na comunidade do Cantagalo, na Zona Sul do Rio, desabou na noite desta quarta-feira (23). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a estrutura começa a ruir e é destruída em segundos. Até o momento, não há registro de vítimas do desabamento.
Segundo o Corpo de Bombeiros e o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), o prédio estava em processo de demolição, pois se tratava de uma obra irregular denunciada pelos próprios moradores da região. A construção estava interditada desde o início do mês pela Defesa Civil.
Durante a madrugada desta quinta-feira (24), uma nova vistoria da Defesa Civil levou à interdição preventiva de sete imóveis próximos aos escombros. Eles permanecerão interditados até que a Secretaria Municipal de Conservação faça a retirada do entulho.
Setembro mais chuvoso em 29 anos
Nas redes sociais, Cavaliere alertou para os riscos que a cidade do Rio enfrenta nessa época de chuvas.
“Essas construções ilegais que vão se acumulando, ganhando pavimento, verticalizando, coloca a vida, principalmente das pessoas que vivem aqui, em risco”, disse o prefeito.
Até as 8h45 de quarta, a capital fluminense havia acumulado 163,2 mm de chuva ao longo do mês. O volume supera os 157,7 mm registrados em setembro de 2005, que, até então, era o maior índice desde o início da série histórica do Alerta Rio.
O terceiro maior acumulado para setembro foi registrado em 2022, quando choveu 144,7 mm.
A Prefeitura do Rio de Janeiro fixou a data para o pagamento do bônus de desempenho referente ao Acordo de Resultados de 2025. Segundo o decreto publicado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) no Diário Oficial desta quinta-feira (24), a gratificação por encargos especiais / participação nos resultados será paga em parcela única, em folha suplementar, no dia 28 de outubro, Dia do Servidor Público.
O benefício contemplará os servidores dos órgãos e entidades da Administração Municipal que alcançaram as metas pactuadas, conforme os critérios estabelecidos pela legislação municipal.
Notas e órgãos com pontuação máxima
A definição do calendário de pagamento ocorre no momento em que o município divulga o balanço final do cumprimento das metas. Na edição anterior do Diário Oficial, a Prefeitura do Rio divulgou o ranking e as notas finais do Acordo de Resultados de 2025, no qual 13 órgãos e secretarias municipais alcançaram a pontuação máxima (nota 9,0).
Entre os setores que conquistaram nota máxima estão a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), a Controladoria-Geral do Município (CGM), a Rio-Urbe, a Secretaria Municipal de Esportes (SMEL) e o Previ-Rio. Outras pastas importantes também tiveram destaque com pontuações elevadas, como a PGM e a Riotur (ambas com 8,9), a Secretaria de Fazenda (8,8), além da Saúde e da Educação (que obtiveram nota 8,6).
O Acordo de Resultados, implantado em 2009 e alinhado ao Plano Estratégico da cidade, premia anualmente os servidores pelo atingimento de metas e ganho de eficiência na gestão pública, podendo conceder até dois salários adicionais ao ano — benefício popularmente conhecido no funcionalismo como o “14º salário”.
Em 2022, o bélico Rodrigo Amorim (PL) transformou a Praça Saens Peña, na Tijuca, num campo de batalha ao dar de cara com militantes de esquerda liderados pelo então candidato ao governo Marcelo Freixo. Hoje filiado ao PT, na época Freixo era do PSOL, partido de Marielle Franco, a vereadora assassinada homenageada com a placa que o deputado bolsonarista havia quebrado no palanque na campanha de 2018.
A treta — que teve cheiro de pólvora, com denúncias de intimidações e quebra de bandeiras — foi parar na Polícia Civil.
Nesta terça-feira, quatro anos e alguns cabelos brancos depois, os irmãos Rogério (vereador e candidato a deputado estadual) e Rodrigo Amorim voltaram a se encontrar com Freixo a mesma e tradicional Saens Peña. Mas, dessa vez o confronto não teve “tiro, pancadaria e bomba”. E, sim, um debate sem mediador entre candidatos e militantes, testemunhado por quem saía do metrô voltando do trabalho.
A convivência entre bandeiras de esquerda e de direita na Tijuca – Foto do leitor
Freixo é um grandes expoente da esquerda do Rio, com três mandatos de deputado estadual e um de federal, ex-presidente da Embratur, e candidato em três eleições majoritárias. E os irmãos Amorim somam quatro eleições para o Legislativo. Rodrigo ainda disputou duas majoritárias, a primeira delas como vice de Flávio Bolsonaro (2016), hoje candidato a presidente. Dois anos depois, foi o deputado estadual mais votado no Rio.
Ambos estavam lá, sem cabos eleitorais pagos, apenas com militantes voluntários, fazendo corpo-a-corpo pessoalmente, à noite, na chuva, na saída do metrô. Entregavam santinhos, tiravam fotografias, cada qual com seu grupo específico. Os eleitores, ao desembarcarem do metrô na volta pra casa, se identificavam com um lado ou outro, esquerda e direita, e reforçavam a tropa de Freixo ou dos Amorim.
“Temos que divergir só na política”, disse Freixo. “Os eleitores viram, escolheram os santinhos que queriam pegar. E tudo bem. Esse é o certo”.
“O debate tem que ser de ideias, sobretudo na Tijuca. Aqui sempre vai ter confronto. Que seja de ideias”, concordou Rodrigo Amorim.
O encontro, aliás, foi a cara da Tijuca.
Por um lado, uma espécie de berço do conservadorismo carioca e do próprio PL, partido do tijucano Alvaro Valle, onde os irmãos Bolsonaro passaram a infância e onde moram os Amorim, donos do QG de Bolsonaro na esquina da Avenida Maracanã com a Rua Uruguai.
Por outro, bairro onde morava Aldir Blanc, onde Leonel de Esquerda despontou para a Câmara dos Vereadores, e que cultiva uma militância marcante, resistente e tradicionalmente progressista.
Seguranças a postos
Mas, como cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, enquanto Freixo e os irmãos Amorim faziam campanha, os seguranças de um lado e de outro estavam de olho.
Menos mal que apenas ideias foram trocadas no ringue improvisado na praça.
A Tijuca de volta à normalidade
Depois de uma hora dividindo o espaço, Freixo foi embora.
E os Amorim seguiram panfletando e, como sempre, provocando a esquerda com uma caixa de som, tocando músicas tradicionais da militância bolsonarista com ofensas ao candidato do PT à Presidência da República.
O convênio não prevê repasse de dinheiro público — detalhe que trouxe algum alívio aos contribuintes e profunda indignação aos terraplanistas, que agora cobram tratamento isonômico.
Afinal, argumentam, se há espaço institucional para tentar convencer nuvens a mudar de rumo, seria puro preconceito geométrico não ouvir quem sustenta que a Terra termina numa borda e que toda frente fria corre o risco de despencar dela.
A exmplo de Cacique Cobra Coral, terraplanistas têm seus mistérios sobre as chuvas
A principal reivindicação do movimento é a criação imediata de uma comissão para descobrir para onde vai a chuva depois da borda da Terra e se os satélites usados na previsão do tempo não seriam apenas globos cenográficos da Nasa.
No Rio, até o sobrenatural pode participar da meteorologia — desde que não mande a conta para o contribuinte.
A gestão do desembargador Ricardo Couto no governo do estado do Rio registrou 36% de aprovação e 22% de desaprovação entre os entrevistados da pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira (23). 42% das pessoas ouvidas pela pesquisa não souberam opinar ou preferiram não responder.
Em comparativo com a rodada anterior da pesquisa, o índice de aprovação diminuiu. Os dados atuais apresentam a seguinte distribuição percentual:
36% aprovam (eram 38% em agosto)
22% desaprovam (eram 20%)
42% não souberam ou não responderam (mesmo percentual da última pesquisa)
Avaliação geral da administração estadual
Positiva: 18% (eram 20% em agosto)
Regular: 34% (mesmo percentual da última)
Negativa: 16% (mesmo percentual da última)
Não sabe ou não respondeu: 32% (eram 30% em agosto)
A pesquisa foi contratada pela TV Globo. A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é RJ-04982/2026.
O antigo endereço da Folha Dirigida, na Rua Riachuelo, na Lapa, está passando por uma transformação. Um pedido de licenciamento para a conversão do imóvel de sete andares em um empreendimento residencial foi protocolado na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU).
O projeto prevê 160 apartamentos, além de lojas comerciais no térreo voltadas para a rua e as obras já começaram.
A proposta inclui uma chamada fachada ativa, modelo em que os espaços comerciais ficam integrados ao passeio público. A renovação do espaço conta com os incentivos urbanísticos do Reviver Centro, programa da Prefeitura do Rio voltado à recuperação de imóveis e ao estímulo à ocupação residencial na região central.
Folha Dirigida foi vendida por R$ 5 milhões
A Folha Dirigida encerrou uma trajetória de 37 anos em 2022. Especializada em informações sobre concursos públicos, vestibulares e mercado de trabalho, a empresa teve sua marca vendida por R$ 5 milhões para a Yduqs, grupo que também controla a plataforma QConcursos.
O negócio marcou o fim da operação da empresa no imóvel da Lapa, que posteriormente passou a ser incorporado ao mercado imobiliário.
A Dream Factory, empresa do Grupo Dreamers, fundado pelo empresário Roberto Medina, venceu o processo da Riotur para seguir à frente da produção do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro a partir de 2027. A escolha foi formalizada em despacho do diretor-presidente da Riotur publicado no Diário Oficial do município nesta quarta-feira (23).
A empresa de Medina atua na organização da festa desde 2010 e só ficou fora de uma edição nesse período: em 2022, quando o evento foi cancelado por causa da pandemia de Covid-19.
Dream Factory e os grandes eventos de Medina
A empresa integra o Grupo Dreamers, holding criada a partir do grupo empresarial de Roberto Medina, fundador do Rock in Rio. Segundo o próprio grupo, a Dream Factory surgiu em 2001, após participar da produção da edição que marcou o retorno do festival ao Brasil.
Desde então, a empresa passou a atuar na realização de grandes eventos de entretenimento. Além do Carnaval de Rua, mantém projetos como a Maratona do Rio, ArtRio, Árvore do Rio, Natal da Lagoa e Dream Tour.
Com a nova contratação, a Dream Factory continuará responsável pelo carnaval em 2027, completando 17 anos desde o início da parceria com a Riotur.
O ator Paulo Betti, de 74 anos, está vendendo um apartamento que tem muita história pra contar. O imóvel fica no Alto da Boa Vista, tem 76 metros quadrados e custa R$ 485 mil. Um dos donos anteriores do lugar foi o antropólogo e intelectual Darcy Ribeiro, figura marcante da política carioca, historicamente ligado ao ex-governador Leonel Brizola.
Um detalhe confere charme especial. A sala tem uma plataforma projetada pelo lendário arquiteto Oscar Niemeyer, um dos mais importantes do mundo no século 20, amigo próximo de Darcy e comunista de carteirinha (filiou-se ao Partido Comunista do Brasil em 1945). A mudança foi feita pelo arquiteto para que seu amigo pudesse apreciar melhor a vista do local.
Imóvel de Paulo Betti já teve Dalai Lama como hóspede
Depois de Darcy, o imóvel foi comprado pelo teólogo Leonardo Boff, com história ligada às lutas populares e frei por formação, sendo punido pelo Vaticano por suas posições políticas. O apartamento recebeu ao longo de sua história figuras políticas de destaque no mundo, como o Dalai Lama, líder espiritual tibetano, que ficou hospedado por lá.
O imóvel tem uma sala dividida em dois ambientes, dois quartos, banheiro social e área de serviço. Também tem uma vaga da garagem e janelas antirruído. O condomínio custa R$ 978,29. O IPTU este ano foi de R$ 888. Existe também a opção de aluguel, por R$ 2.300 mensais.
Paulo Betti tem longa relação com a região e atualmente mora no Itanhangá.
“Quando cheguei, não existia, por exemplo, a Tijuquinha, que fica bem perto do meu condomínio e faz parte da minha rotina”, contou o ator ao jornal “O Globo”.
Rodrigo Vizeu, candidato a deputado federal pelo MDB, acusa partido de distribuição desigual do fundo eleitoral; dois candidatos concentram quase 60% dos repasses
O vereador e candidato a deputado federal Rodrigo Vizeu (MDB) publicou um vídeo em suas redes sociais no qual alega que seu partido estaria “apadrinhando” determinadas candidaturas, e classifica a divisão dos recursos como “covardia política”. Um levantamento feito pelo TEMPO REAL no DivulgaCandContas, plataforma oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as campanhas, mostra diferenças que vão de R$ 2,85 milhões a candidatos sem repasse de Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o famoso fundo eleitoral.
“Em algumas pesquisas, devido ao nosso trabalho grandioso que a gente faz em prol da população, a gente estava nas cabeças ali no partido, e isso incomodou muita gente”, afirmou Vizeu. Na sequência, o vereador acusou o MDB de escolher quem receberia os maiores aportes. “O partido escolhe apadrinhar algumas pessoas, principalmente os familiares deles”, alegou.
O parlamentar também relacionou diretamente sua reclamação aos valores do fundo eleitoral destinados a outros candidatos. “R$ 2 milhões, quase R$ 3 milhões, R$ 700 mil… É mole? Quero ver trabalhar que nem a gente trabalha”, declarou. A alegação de favorecimento ou apadrinhamento é uma acusação feita pelo candidato e não pode ser concluída apenas pela diferença entre os repasses.
Os números registrados no DivulgaCandContas, no entanto, mostram uma distribuição desigual entre os candidatos do MDB à uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília pelo Rio. Dos R$ 8.447.500 do Fundo Especial identificados no levantamento, R$ 5,05 milhões foram destinados apenas a Gutemberg Reis e Pastor Junior Trovão. Juntos, os dois concentram aproximadamente 59,8% de todo o Fundo Eleitoral identificado entre os 40 candidatos da nominata.
Gutemberg Reis aparece no topo, com R$ 2,85 milhões, equivalente a aproximadamente 33,7% do montante levantado. Pastor Junior Trovão vem em segundo, tendo recebido R$ 2,2 milhões, ou cerca de 26%. Depois deles há uma queda acentuada: Vandrea Furquim aparece com R$ 400 mil, Yara Vellasco com R$ 300 mil e Amanda Santana com R$ 265 mil.
Ao todo, 28 dos 40 candidatos tiveram algum repasse do Fundo Especial identificado, enquanto outros 12 estavam sem Fundo Eleitoral localizado ou com valor zerado. Os números não representam a arrecadação total de cada campanha, já que os candidatos podem receber doações de pessoas físicas, recursos próprios, Fundo Partidário e receitas de outras origens.
Os partidos têm autonomia para definir critérios de aplicação dos recursos, observadas as regras eleitorais e as destinações legalmente obrigatórias. Politicamente, porém, a concentração de recursos se tornou motivo de disputa interna no MDB fluminense em plena campanha.
Ranking do fundo eleitoral do MDB para deputados federais no estado do Rio
Considerando todos os 40 convidados, foram identificados R$ 8.447.500. Os valores se referem exclusivamente ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha identificado no levantamento feito a partir do DivulgaCandContas. Não correspondem necessariamente à arrecadação total dos candidatos e podem sofrer atualização durante a campanha eleitoral.