Depois de exonerar o presidente Agnaldo Ballon, o governador em exercício Ricardo Couto deu sequência à limpa na Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae). O desembargador retirou do cargo o diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos, ligado ao ex-governador Cláudio Castro (PL) e aos investimentos de R$ 218 milhões da estatal no Banco Master.
Antonio Carlos ocupava a diretoria quando foram flexibilizadas as regras de aplicações financeiras da Cedae, o que permitiu, em 2023, a compra de R$ 218 milhões em papéis do Banco Master, liquidado extrajudicialmente em 8 de novembro de 2025.
Aportes da Cedae no Banco Master entram na mira do TCE
Os investimentos da estatal no banco estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além de serem alvo de uma ação popular que questiona os valores aplicados. Apenas com a contratação de escritórios de advocacia para sua defesa, a companhia prevê gastar até R$ 7,9 milhões.
O ex-diretor foi assessor no gabinete de Castro antes de assumir a diretoria da Cedae, no fim de 2022, e também presidiu o Detran-RJ em 2020. A estatal é marcada pela influência de diferentes grupos políticos, com diretorias ocupadas por indicações de aliados do ex-governador, do ex-vice-governador Thiago Pampolha e do ex-secretário Nicola Miccione (PL).

