O governador Cláudio Castro (PL) se reúne, nesta sexta-feira (13), com os líderes dos principais partidos que apoiam a candidatura de Douglas Ruas (PL) à sua sucessão.
Vai receber, no Palácio Laranjeiras, Altineu Côrtes, presidente estadual do PL; Dr. Luizinho, presidente estadual do PP; e Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil.
Castro está sob forte pressão para decidir se renuncia antes do dia 24, data marcada para o julgamento do caso Ceperj pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — e, assim, abre caminho para a primeira eleição indireta para governador da história da Assembleia Legisalativa. Ou se continua no cargo, apesar da grande possibilidade de ser condenado à inelegibilidade e à cassação do atual mandato.
O governador disse que não fará, no encontro desta sexta, imposições para escolher o caminho que vai tomar. Diz que nem vai tocar no assunto. Mas até os cisnes que nadam no lago do Parque Guiinle sabem que ele tem candidato para a eleição indireta — o chefe da Casa Civil, Nicola Miccione.
Altineu e a cúpula do PL, porém, não querem abrir mão de Douglas Ruas.
O impasse continua formado.
Deputados da base torcem o nariz para Douglas
Além da preferência de Castro por Nicola, os governistas têm outro problema — este, mais recente.
A confirmação de que o secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal e ex-presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), será candidato, balançou as certezas de que a eleição estava na conta da direita.
Ceciliano deve ter os votos da esquerda, do PSD do prefeito Eduardo Paes e até de parte dos governistas — principalmente, daqueles que não se encaixam nos círculos mais próximos da elite decisória do estado.
Pelas projeções da pré-campanha de Douglas Ruas, com a novidade, não há mais a garantia da vitória na Alerj. Até Nicola teria mais votos do que a previsão do placar do rapaz de São Gonçalo.
Altineu já foi avisado da insatisfação da base
Maior defensor da candidatura de Douglas Ruas na eleição indireta, o presidente estadual do PL já foi avisado da possibilidade de insurreição dos governistas.
E da insatisfação da base, que se estende ainda à presidência interina de Guilherme Delaroli (PL) — o vice que assumiu o comando da Assembleia Legisltiva com o afastamento de Rodrigo Bacellar (União).
Os deputados reclamam da falta de diálogo com Delaroli — se é que vocês entendem.


A entrada de novos nomes no tabuleiro mostra que o jogo ainda está aberto. No terceiro maior colégio eleitoral do país, decisões não podem ser tomadas com base em projetos pessoais ou sob aparente pressão…
Há também um emaranhado de legislações e condutas estratégicas que acabam mobilizando esse momento e exigem ainda mais responsabilidade de quem está conduzindo o processo.
Quem está no campo da direita precisa agir com serenidade, estratégia e visão de longo prazo. O momento pede cabeça fria e compromisso com o futuro do Brasil.
Mais importante do que um movimento imediato é preparar o cenário das grandes decisões que virão. A política muda rápido, a história se transforma —Fé é importante nesse momento pois sem isso é impossível agradar a Deus que ele continue no comando ???