Ex-secretária das Mulheres, Joyce Trindade foi eleita vereadora com 30.466 votos. Além dela, o ex-subprefeito da Zona Norte, Diego Vaz, mais conhecido como Didi, também garantiu uma cadeira no Palácio Pedro Ernesto, com 27.226 sufrágios.
Na “última colocação” entre os apadrinhados de Eduardo Paes — e também 16º entre os 16 vereadores eleitos pelo PSD — ficou o ex-subprefeito da Zona Sul, Flávio Valle. Ele conquistou a preferência de 18.613 eleitores.
Quem acabou ficando de fora foi o ex-subprefeito do Centro, Alberto Szafran. O moço obteve apenas 11.644 votos, não sendo suficientes para assegurar uma vaga na Câmara Municipal.
A Prefeitura do Rio de Janeiro fixou a data para o pagamento do bônus de desempenho referente ao Acordo de Resultados de 2025. Segundo o decreto publicado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) no Diário Oficial desta quinta-feira (24), a gratificação por encargos especiais / participação nos resultados será paga em parcela única, em folha suplementar, no dia 28 de outubro, Dia do Servidor Público.
O benefício contemplará os servidores dos órgãos e entidades da Administração Municipal que alcançaram as metas pactuadas, conforme os critérios estabelecidos pela legislação municipal.
Notas e órgãos com pontuação máxima
A definição do calendário de pagamento ocorre no momento em que o município divulga o balanço final do cumprimento das metas. Na edição anterior do Diário Oficial, a Prefeitura do Rio divulgou o ranking e as notas finais do Acordo de Resultados de 2025, no qual 13 órgãos e secretarias municipais alcançaram a pontuação máxima (nota 9,0).
Entre os setores que conquistaram nota máxima estão a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), a Controladoria-Geral do Município (CGM), a Rio-Urbe, a Secretaria Municipal de Esportes (SMEL) e o Previ-Rio. Outras pastas importantes também tiveram destaque com pontuações elevadas, como a PGM e a Riotur (ambas com 8,9), a Secretaria de Fazenda (8,8), além da Saúde e da Educação (que obtiveram nota 8,6).
O Acordo de Resultados, implantado em 2009 e alinhado ao Plano Estratégico da cidade, premia anualmente os servidores pelo atingimento de metas e ganho de eficiência na gestão pública, podendo conceder até dois salários adicionais ao ano — benefício popularmente conhecido no funcionalismo como o “14º salário”.
Em 2022, o bélico Rodrigo Amorim (PL) transformou a Praça Saens Peña, na Tijuca, num campo de batalha ao dar de cara com militantes de esquerda liderados pelo então candidato ao governo Marcelo Freixo. Hoje filiado ao PT, na época Freixo era do PSOL, partido de Marielle Franco, a vereadora assassinada homenageada com a placa que o deputado bolsonarista havia quebrado no palanque na campanha de 2018.
A treta — que teve cheiro de pólvora, com denúncias de intimidações e quebra de bandeiras — foi parar na Polícia Civil.
Nesta terça-feira, quatro anos e alguns cabelos brancos depois, os irmãos Rogério (vereador e candidato a deputado estadual) e Rodrigo Amorim voltaram a se encontrar com Freixo a mesma e tradicional Saens Peña. Mas, dessa vez o confronto não teve “tiro, pancadaria e bomba”. E, sim, um debate sem mediador entre candidatos e militantes, testemunhado por quem saía do metrô voltando do trabalho.
A convivência entre bandeiras de esquerda e de direita na Tijuca – Foto do leitor
Freixo é um grandes expoente da esquerda do Rio, com três mandatos de deputado estadual e um de federal, ex-presidente da Embratur, e candidato em três eleições majoritárias. E os irmãos Amorim somam quatro eleições para o Legislativo. Rodrigo ainda disputou duas majoritárias, a primeira delas como vice de Flávio Bolsonaro (2016), hoje candidato a presidente. Dois anos depois, foi o deputado estadual mais votado no Rio.
Ambos estavam lá, sem cabos eleitorais pagos, apenas com militantes voluntários, fazendo corpo-a-corpo pessoalmente, à noite, na chuva, na saída do metrô. Entregavam santinhos, tiravam fotografias, cada qual com seu grupo específico. Os eleitores, ao desembarcarem do metrô na volta pra casa, se identificavam com um lado ou outro, esquerda e direita, e reforçavam a tropa de Freixo ou dos Amorim.
“Temos que divergir só na política”, disse Freixo. “Os eleitores viram, escolheram os santinhos que queriam pegar. E tudo bem. Esse é o certo”.
“O debate tem que ser de ideias, sobretudo na Tijuca. Aqui sempre vai ter confronto. Que seja de ideias”, concordou Rodrigo Amorim.
O encontro, aliás, foi a cara da Tijuca.
Por um lado, uma espécie de berço do conservadorismo carioca e do próprio PL, partido do tijucano Alvaro Valle, onde os irmãos Bolsonaro passaram a infância e onde moram os Amorim, donos do QG de Bolsonaro na esquina da Avenida Maracanã com a Rua Uruguai.
Por outro, bairro onde morava Aldir Blanc, onde Leonel de Esquerda despontou para a Câmara dos Vereadores, e que cultiva uma militância marcante, resistente e tradicionalmente progressista.
Seguranças a postos
Mas, como cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, enquanto Freixo e os irmãos Amorim faziam campanha, os seguranças de um lado e de outro estavam de olho.
Menos mal que apenas ideias foram trocadas no ringue improvisado na praça.
A Tijuca de volta à normalidade
Depois de uma hora dividindo o espaço, Freixo foi embora.
E os Amorim seguiram panfletando e, como sempre, provocando a esquerda com uma caixa de som, tocando músicas tradicionais da militância bolsonarista com ofensas ao candidato do PT à Presidência da República.
O convênio não prevê repasse de dinheiro público — detalhe que trouxe algum alívio aos contribuintes e profunda indignação aos terraplanistas, que agora cobram tratamento isonômico.
Afinal, argumentam, se há espaço institucional para tentar convencer nuvens a mudar de rumo, seria puro preconceito geométrico não ouvir quem sustenta que a Terra termina numa borda e que toda frente fria corre o risco de despencar dela.
A exmplo de Cacique Cobra Coral, terraplanistas têm seus mistérios sobre as chuvas
A principal reivindicação do movimento é a criação imediata de uma comissão para descobrir para onde vai a chuva depois da borda da Terra e se os satélites usados na previsão do tempo não seriam apenas globos cenográficos da Nasa.
No Rio, até o sobrenatural pode participar da meteorologia — desde que não mande a conta para o contribuinte.
A gestão do desembargador Ricardo Couto no governo do estado do Rio registrou 36% de aprovação e 22% de desaprovação entre os entrevistados da pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira (23). 42% das pessoas ouvidas pela pesquisa não souberam opinar ou preferiram não responder.
Em comparativo com a rodada anterior da pesquisa, o índice de aprovação diminuiu. Os dados atuais apresentam a seguinte distribuição percentual:
36% aprovam (eram 38% em agosto)
22% desaprovam (eram 20%)
42% não souberam ou não responderam (mesmo percentual da última pesquisa)
Avaliação geral da administração estadual
Positiva: 18% (eram 20% em agosto)
Regular: 34% (mesmo percentual da última)
Negativa: 16% (mesmo percentual da última)
Não sabe ou não respondeu: 32% (eram 30% em agosto)
A pesquisa foi contratada pela TV Globo. A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é RJ-04982/2026.
O antigo endereço da Folha Dirigida, na Rua Riachuelo, na Lapa, está passando por uma transformação. Um pedido de licenciamento para a conversão do imóvel de sete andares em um empreendimento residencial foi protocolado na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU).
O projeto prevê 160 apartamentos, além de lojas comerciais no térreo voltadas para a rua e as obras já começaram.
A proposta inclui uma chamada fachada ativa, modelo em que os espaços comerciais ficam integrados ao passeio público. A renovação do espaço conta com os incentivos urbanísticos do Reviver Centro, programa da Prefeitura do Rio voltado à recuperação de imóveis e ao estímulo à ocupação residencial na região central.
Folha Dirigida foi vendida por R$ 5 milhões
A Folha Dirigida encerrou uma trajetória de 37 anos em 2022. Especializada em informações sobre concursos públicos, vestibulares e mercado de trabalho, a empresa teve sua marca vendida por R$ 5 milhões para a Yduqs, grupo que também controla a plataforma QConcursos.
O negócio marcou o fim da operação da empresa no imóvel da Lapa, que posteriormente passou a ser incorporado ao mercado imobiliário.
A Dream Factory, empresa do Grupo Dreamers, fundado pelo empresário Roberto Medina, venceu o processo da Riotur para seguir à frente da produção do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro a partir de 2027. A escolha foi formalizada em despacho do diretor-presidente da Riotur publicado no Diário Oficial do município nesta quarta-feira (23).
A empresa de Medina atua na organização da festa desde 2010 e só ficou fora de uma edição nesse período: em 2022, quando o evento foi cancelado por causa da pandemia de Covid-19.
Dream Factory e os grandes eventos de Medina
A empresa integra o Grupo Dreamers, holding criada a partir do grupo empresarial de Roberto Medina, fundador do Rock in Rio. Segundo o próprio grupo, a Dream Factory surgiu em 2001, após participar da produção da edição que marcou o retorno do festival ao Brasil.
Desde então, a empresa passou a atuar na realização de grandes eventos de entretenimento. Além do Carnaval de Rua, mantém projetos como a Maratona do Rio, ArtRio, Árvore do Rio, Natal da Lagoa e Dream Tour.
Com a nova contratação, a Dream Factory continuará responsável pelo carnaval em 2027, completando 17 anos desde o início da parceria com a Riotur.
O ator Paulo Betti, de 74 anos, está vendendo um apartamento que tem muita história pra contar. O imóvel fica no Alto da Boa Vista, tem 76 metros quadrados e custa R$ 485 mil. Um dos donos anteriores do lugar foi o antropólogo e intelectual Darcy Ribeiro, figura marcante da política carioca, historicamente ligado ao ex-governador Leonel Brizola.
Um detalhe confere charme especial. A sala tem uma plataforma projetada pelo lendário arquiteto Oscar Niemeyer, um dos mais importantes do mundo no século 20, amigo próximo de Darcy e comunista de carteirinha (filiou-se ao Partido Comunista do Brasil em 1945). A mudança foi feita pelo arquiteto para que seu amigo pudesse apreciar melhor a vista do local.
Imóvel de Paulo Betti já teve Dalai Lama como hóspede
Depois de Darcy, o imóvel foi comprado pelo teólogo Leonardo Boff, com história ligada às lutas populares e frei por formação, sendo punido pelo Vaticano por suas posições políticas. O apartamento recebeu ao longo de sua história figuras políticas de destaque no mundo, como o Dalai Lama, líder espiritual tibetano, que ficou hospedado por lá.
O imóvel tem uma sala dividida em dois ambientes, dois quartos, banheiro social e área de serviço. Também tem uma vaga da garagem e janelas antirruído. O condomínio custa R$ 978,29. O IPTU este ano foi de R$ 888. Existe também a opção de aluguel, por R$ 2.300 mensais.
Paulo Betti tem longa relação com a região e atualmente mora no Itanhangá.
“Quando cheguei, não existia, por exemplo, a Tijuquinha, que fica bem perto do meu condomínio e faz parte da minha rotina”, contou o ator ao jornal “O Globo”.
Rodrigo Vizeu, candidato a deputado federal pelo MDB, acusa partido de distribuição desigual do fundo eleitoral; dois candidatos concentram quase 60% dos repasses
O vereador e candidato a deputado federal Rodrigo Vizeu (MDB) publicou um vídeo em suas redes sociais no qual alega que seu partido estaria “apadrinhando” determinadas candidaturas, e classifica a divisão dos recursos como “covardia política”. Um levantamento feito pelo TEMPO REAL no DivulgaCandContas, plataforma oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as campanhas, mostra diferenças que vão de R$ 2,85 milhões a candidatos sem repasse de Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o famoso fundo eleitoral.
“Em algumas pesquisas, devido ao nosso trabalho grandioso que a gente faz em prol da população, a gente estava nas cabeças ali no partido, e isso incomodou muita gente”, afirmou Vizeu. Na sequência, o vereador acusou o MDB de escolher quem receberia os maiores aportes. “O partido escolhe apadrinhar algumas pessoas, principalmente os familiares deles”, alegou.
O parlamentar também relacionou diretamente sua reclamação aos valores do fundo eleitoral destinados a outros candidatos. “R$ 2 milhões, quase R$ 3 milhões, R$ 700 mil… É mole? Quero ver trabalhar que nem a gente trabalha”, declarou. A alegação de favorecimento ou apadrinhamento é uma acusação feita pelo candidato e não pode ser concluída apenas pela diferença entre os repasses.
Os números registrados no DivulgaCandContas, no entanto, mostram uma distribuição desigual entre os candidatos do MDB à uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília pelo Rio. Dos R$ 8.447.500 do Fundo Especial identificados no levantamento, R$ 5,05 milhões foram destinados apenas a Gutemberg Reis e Pastor Junior Trovão. Juntos, os dois concentram aproximadamente 59,8% de todo o Fundo Eleitoral identificado entre os 40 candidatos da nominata.
Gutemberg Reis aparece no topo, com R$ 2,85 milhões, equivalente a aproximadamente 33,7% do montante levantado. Pastor Junior Trovão vem em segundo, tendo recebido R$ 2,2 milhões, ou cerca de 26%. Depois deles há uma queda acentuada: Vandrea Furquim aparece com R$ 400 mil, Yara Vellasco com R$ 300 mil e Amanda Santana com R$ 265 mil.
Ao todo, 28 dos 40 candidatos tiveram algum repasse do Fundo Especial identificado, enquanto outros 12 estavam sem Fundo Eleitoral localizado ou com valor zerado. Os números não representam a arrecadação total de cada campanha, já que os candidatos podem receber doações de pessoas físicas, recursos próprios, Fundo Partidário e receitas de outras origens.
Os partidos têm autonomia para definir critérios de aplicação dos recursos, observadas as regras eleitorais e as destinações legalmente obrigatórias. Politicamente, porém, a concentração de recursos se tornou motivo de disputa interna no MDB fluminense em plena campanha.
Ranking do fundo eleitoral do MDB para deputados federais no estado do Rio
Considerando todos os 40 convidados, foram identificados R$ 8.447.500. Os valores se referem exclusivamente ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha identificado no levantamento feito a partir do DivulgaCandContas. Não correspondem necessariamente à arrecadação total dos candidatos e podem sofrer atualização durante a campanha eleitoral.
Mais da metade dos eleitores no estado do Rio ainda não decidiu em quem vai votar na eleição para governador, de acordo com a última edição da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (23). Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, o percentual de indecisos foi de 60%. Apesar de alto, o número caiu — eram 64% na última edição.
Eduardo Paes (PSD), que lidera na pesquisa estimulada, também fica em primeiro lugar nas intenções de voto da pesquisa espontânea. O ex-prefeito do Rio teve 20% na pesquisa Quaest. Douglas Ruas tem 13% das intenções. Confria
A pesquisa foi contratada pela Globo. A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-04982/2026.
A vantagem de Flávio sobre Lula aumentou em relação ao levantamento anterior, divulgado em 08 de setembro. Na ocasião, o senador tinha 34%, contra 32% do petista.
Na pesquisa desta semana, aparecem na sequência Augusto Cury (Avante), com 4%; Ronaldo Caiado (PSD), com 3%; e Renan Santos (Missão), com 2%. Romeu Zema (Novo) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1% cada.
Os indecisos somam 12%. Já os eleitores que pretendem votar em branco ou nulo, ou que afirmam não ter intenção de votar, representam 10% dos entrevistados.
A pesquisa foi feita em cenário de voto estimulado, quando são apresentados os nomes que disputam a presidência. Confira a intenção de votos para presidente, entre eleitores do Rio de Janeiro, no primeiro turno:
Flávio Bolsonaro (PL): 37%
Lula (PT): 30%;
Escritor Augusto Cury (Avante): 4%;
Ronaldo Caiado (PSD): 3%;
Renan Santos (Missão): 2%;
Zema (Novo): 1%;
Rui Costa Pimenta (PCO): 1%;
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0%;
Samara Martins (UP): 0%;
Edmilson Costa (PCB): 0%;
Clariana Barão (DC): 0%;
Hertz Dias (PSTU): 0%;
Indecisos: 12%;
Branco/nulo/não vai votar: 10%.
Cenário no 2º turno
Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 44% das intenções de voto entre os eleitores fluminenses, contra 36% de Lula. Nesse cenário, 16% dos entrevistados afirmam que votariam em branco ou nulo ou não pretendem votar. Outros 4% ainda estão indecisos.
Na pesquisa divulgada em 8 de setembro, Flávio tinha 43%, contra 37% de Lula. Em julho, o senador aparecia com 38%, enquanto o petista registrava 35%. Já em abril, Flávio somava 45%, contra 32% de Lula.
A pesquisa foi contratada pela TV Globo. A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é RJ-04982/2026.