Uma operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) contra esquema ilegal de loteamento e venda de terrenos no Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio, prendeu quatro pessoas nesta quinta-feira (11), entre eles, três policiais civis.
De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo, ligado à milícia, causou danos ambientais e impôs um prejuízo de pelo menos R$ 846 mil às vítimas. O MPRJ estima, porém, que os paramilitares poderiam ter lucrado até R$ 27 milhões se tivessem vendido tudo.
Os presos, que também foram denunciados, são:
- Leonardo da Silva Machado, policial civil;
- Marcello Carvalho de Menezes, policial civil;
- Marcos Eduardo Maia, policial civil;
- Milton de Souza Junior, empresário apontado como chefe do esquema.
Promotores também cumpriram 7 mandados de busca e apreensão, onde um dos alvos é um delegado da Polícia Civil, que ainda é investigado e não está entre os denunciados. Um PM também sofreu buscas e foi denunciado.
Quinze denunciados na ação desta quinta-feira
Os grupos de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e em Meio Ambiente (Gaema) denunciaram 15 pessoas. De acordo com as investigações, centenas de vítimas foram atraídas pela promessa de adquirir terrenos regularizados em Campo Grande para construir casas perto da floresta.
Os lotes, porém, ficam na área de amortecimento do parque estadual e não poderiam ser comercializados.
A denúncia aponta que policiais da 35ª DP (Campo Grande) recebiam propina para engavetar investigações sobre o loteamento irregular e para obter informações sigilosas.
Ainda segundo a denúncia, para dar aparência de legalidade às negociações, o grupo utilizava falsos corretores de imóveis, empresas de fachada e laranjas para receber os valores pagos pelos compradores.
Os investigados podem responder por corrupção, estelionato, organização criminosa e crimes contra o meio ambiente.
Desdobramento da ação de desmonte da prefeitura
Em 23 de setembro de 2021, policiais ambientais, guardas municipais e fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Conservação interromperam a construção do Viva Verde Residencial — condomínio que estava sendo construído em um terreno de 135 mil metros quadrados, o equivalente a 13 campos de futebol, na Rua Soldado Antônio da Silveira, no Rio da Prata.
Na guarita, os fiscais encontraram a planta do empreendimento, que contava com 360 lotes numerados, além de promessas de compra e venda em nome da empresa Real Carioca Agenciamento de Atletas e de seu sócio, Milton de Souza Júnior, apontado como chefe do esquema.
A ação de demolição foi liderada pelo então secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere (PSD), hoje prefeito do Rio.
Com informações da GloboNews.

