O subsecretário de Grandes Eventos do governo do estado, Rodrigo Castro, pediu exoneração do cargo na noite desta terça-feira (28), em meio ao desgaste provocado pela decisão do governador em exercício, Ricardo Couto, de não patrocinar o show da cantora Shakira.
A exoneração deve ser publicada no Diário Oficial desta quarta-feira.
Rodrigo Castro esteve à frente da agenda de grandes eventos do Rio por quase uma década. No governo do estado, ocupava o cargo desde 2020, após passagem pela Prefeitura do Rio.
A decisão de não conceder os R$ 15 milhões ao evento foi comunicada à Bonus Track Entretenimento, produtora do projeto Todo Mundo no Rio, pelo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman. O processo de patrocínio estava em tramitação interna — e o show será realizado neste sábado (2), em Copacabana..
Consultado, Rodrigo Castro afirmou que respeita a decisão do governo, mas destacou a importância dos grandes eventos para a economia e o turismo do estado.
“Respeito a decisão do governador interino, mas entendo que os grandes eventos representam um impacto econômico e turístico gigantesco para o estado, além de gerarem milhares de empregos. Encerro meu ciclo no governo consciente de que impulsionamos muito o setor”, disse.
Prefeitura do Rio vai destinar mais R$ 5 milhões ao show da Shakira
Duas horas depois da reunião entre Willeman e a Bonus Track, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), anunciou, nas redes sociais, que vai liberar mais R$ 5 milhões para o espetáculo. A prefeitura já havia concedido R$ 15 milhões como patrocínio. Cavaliere elogiou a decisão de Couto.
“Parabéns ao governador Ricardo Couto por ouvir a recomendação da Prefeitura do Rio, que é a patrocinadora oficial deste evento. Ele tomou a decisão correta”, disse.
O ex-prefeito e pré-candidato a governador Eduardo Paes (PSD), também apoiou o desembargador:
“Fez muito bem o governador interino. Isso não é papel de governador e sim de prefeito. O estado tem que apoiar na segurança e na estrutura. Sempre disse isso ao governador cassado. O Estado do Rio precisa ter clareza em suas prioridades. Gestão tem a ver com escolhas”.

