As obras de revitalização da Rua da Cerveja (Rua da Carioca), no Centro, enfrentam novos entraves. A Secretaria municipal de Infraestrutura emitiu um memorando de advertência ao consórcio responsável, após identificar a paralisação de trechos e uma série de irregularidades na execução do projeto. A intervenção já vinha sendo alvo de questionamentos recentes.
De acordo com vistoria realizada no último dia 13, o trecho autorizado não estava em execução, mesmo após o início dos trabalhos. A fiscalização também apontou falhas na sinalização e problemas no acabamento, como pedras portuguesas soltas deixadas na via pública.
A prefeitura identificou ainda falhas operacionais consideradas graves no canteiro. Entre elas, a ausência de responsável técnico. Isso porque o engenheiro titular se afastou entre os dias 6 e 10 de abril sem indicação formal de substituto, deixando a obra sem acompanhamento profissional.
Prefeitura identificou baixa produtividade das obras
Também foi constatada baixa produtividade na execução das obras, com número insuficiente de trabalhadores, o que comprometeu o assentamento de granito e a conclusão da travessia elevada na Rua Ramalho Ortigão.
Diante do cenário, o Consórcio Rua da Cerveja, formado pelas empresas Lytorânea e Elvima, foi notificado a apresentar, em até três dias úteis, um plano de ação corretivo, além de reforçar imediatamente a equipe no local.
Problemas também em duas obras de Campo Grande
Só que os entraves não param por aí. Os problemas não se restringem apenas ao Centro da cidade.
A Construtora Lytorânea S/A, integrante do consórcio, também foi alvo de notificação por paralisação em outras frentes de trabalho, na Zona Oeste. Na Estrada do Monteiro, em Campo Grande, serviços de drenagem ficaram interrompidos por cinco dias consecutivos.
A fiscalização apontou, além do atraso, falhas como ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs), desorganização do canteiro e condições precárias de higiene nos banheiros. Também foi constatada a inexistência de técnico de segurança do trabalho no local. A justificativa da empresa, que alegou quebra de maquinário, foi rejeitada pela prefeitura, que classificou o problema como risco inerente à atividade.
A empresa também é responsável pelas obras de melhorias viárias nas avenidas Cesário de Melo e Joaquim Magalhães, no mesmo bairro. Neste caso, a sanção foi aplicada devido a:baixa produtividade, descumprimento de notificações anteriores, falhas técnicas graves e atraso no cronograma.
A Lytorânea, que está em recuperação judicial, pode sofrer sanções por inexecução parcial dos contratos nas três frentes de obra.
COM FÁBIO MARTINS




