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Rio

06/04/26 07:50
  • Redação Redação

Prefeitura do Rio regulamenta uso de bicicletas elétricas e patinetes; ciclomotores só podem circular nas ruas e com habilitação

Regras para a circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores são publicadas no Diário Oficial

Regras para a circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores são publicadas no Diário Oficial - Foto: Reprodução das redes sociais

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O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) publicou, no Diário Oficial desta segunda-feira (6), um decreto com novas e rigorosas regras para a circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores — os chamados veículos de micromobilidade. O decreto passa a valer uma semana depois das mortes de Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, e de seu filho, Francisco Farias Antunes, de 9,  atropelados quando estavam numa bicicleta elétrica na Tijuca.

A mudança mais drástica atinge os ciclomotores (veículos de 2 ou 3 rodas, com motor e sem pedais). Eles agora só poderão circular nas ruas, preferencialmente pela faixa da direita. Estão terminantemente proibidos de circular em ciclovias, ciclofaixas e calçadas. O condutor deve ter habilitação categoria A (CNH), e o veículo deve ser registrado e licenciado (emplacado) — e os proprietários têm até 31 de dezembro de 2026 para regularizar o licenciamento e o emplacamento.

Já as bicicletas elétricas e os patinetes passam a ter a velocidade máxima fixada em 25 km/h. A circulação em calçadas só será permitida se houver sinalização específica, com velocidade máxima de 6 km/h e prioridade absoluta ao pedestre. Só podem circular em ruas onde a velocidade máxima permitida para carros seja de até 40 km/h, e caso não exista ciclovia próxima.

O decreto reforça a obrigatoriedade do uso de itens de segurança. O capacete passa a ser obrigatório para todos (ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes). Para ciclomotores, o capacete deve ter, obrigatoriamente, viseira ou óculos de proteção. Também passa a ser proibido ter menores de 18 anos conduzindo ciclomotores. Fica proibido levar garupa em patinetes elétricos. Já nas bicicletas elétricas, o transporte só é permitido se houver assento adequado para a idade do passageiro.

Além das normas, campanhas educativas para ciclistas e motoristas

A ideia da regulamentação é organizar o convívio entre pedestres e modais elétricos, priorizando a segurança viária e a integridade física nas calçadas e ciclovias. As novas normas estabelecem onde cada veículo pode circular, os limites de velocidade e as exigências de segurança para condutores.

A implementação das regras será acompanhada por campanhas educativas e fiscalização integrada entre os órgãos de trânsito e ordem pública. De acordo com a prefeitura, o objetivo não é apenas punitivo, mas sim garantir que o pedestre — o elo mais frágil da corrente — possa caminhar pela cidade com segurança.



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Comentários 45

  1. Dom says:
    há 6 meses

    A ideia principal é arrecadar $$$$. Porque emplacar os veiculos ciclomotores não melhora em nada a segurança. Uma campanha educacional seria mais útil, calcadas com boa pavimentação e iluminação seria mais útil, faixa sinalizada e asfalto bem cuidados seriam mais úteis. A administração publica no Rio, em todas as esferas, é uma vergonha. A vontade é se sumir desse lugar.

    Responder
    • Silvam Sartorio says:
      há 6 meses

      Agora é que vai morrer gente, liberado para andar no meio do trânsito, prefeito fazendo politicagem para ajudar as funerárias.

      Responder
      • Osias says:
        há 6 meses

        Leia novamente quantas vezes for preciso , esta proibido andar entre os carros .

        Responder
        • Mario Soares says:
          há 6 meses

          Prezado; está escrito: “…preferencialmente pela faixa da direita…”

          Responder
        • dejair mello silva says:
          há 6 meses

          Se anda na rua, anda entre os carros. Mesmo sendo na faixa da direita. Ou será que os carros não terao permissao de andar nessa faixa? Kkkkkkkkkk

          Responder
        • Mauro Sergio de Almeida Soares Atrmauro says:
          há 6 meses

          Proiba de andar entre os carros pois estes veiculos não são motos e não tem arrancada para sair de situações de perigo alem das rodas serem pequenas diminuindo a estabilidade e agilidade so serve para andar em bairo com pouca velocidade e transito lento obs:onde tem muitos quebra molas para redução de velocidade de veiculos e motos isso e pra fazer valer a segurança e ter muita fiscalização seria pois a impunidade e real nesta cidade que esta sem governo a muito tempo pois nas areas que são subjulgadas a controles paramilitares e trafico estes orgãos da prefeitura nem passam perto para fiscalizar estacionamento irregular quanto mais ver estas motos,patinetes ou bicicletas eletricas isso so funciona em bairros nobres do rio de janeiro mas e o que temos pra hoje e mais um mandato de um prefeito que tem ambições politicas e meios de chegar la por conta de coisas que o povo gosta de ver e não quer saber de como funciona pois o povo tambem não fiscaliza estes politicos e continua votando por agrados que recebe pois não ve o bem comum de todos os cidadãos e não existe um debate sobre as ações do prefeito e sim uma eleição com os mesmos de sempre nada de novo realmente e mais do mesmo o povo tem que acordar e cobrar debates populares ou seja plebicitos a respeito de ações destes mesmos prefeitos e outros cargos eletivos que so custam e governam para certos grupos
          So o povo pode mudar isso

          Responder
      • Luiz Marcelo Santos De Souza says:
        há 6 meses

        Verdade se o acidente q ocorreu com a Mãe e o filho foi justamente por eles estarem em rodovia e não em ciclovia esse novo regulamento é suicida

        Responder
        • Selma says:
          há 6 meses

          Isso só vai contribuir para mais mortes, colocar para andar somente na rua e colocar a pessoa em situação de perigo,tem que ter condições de se andar em segurança e pra mim isso e só um meio de arrumar mais dinheiro.

          Responder
    • Luiz Carlos says:
      há 6 meses

      A prefeitura como sempre prejudica quem está certo em nome da policagem para aparecer bem na foto.

      Responder
    • James says:
      há 6 meses

      6 km /h piada. Até tartaruga vai mais rápido

      Responder
    • Andre Costa says:
      há 6 meses

      Exatamente. Cobram uma serie de exigencias dos condutores e a contrapartida é praticamente zero. Falta investimento na construcao de ciclovias, sinalizaçao, etc. e olha que o discurso dessa turma de incentivar e investir na mobilidade urbana é um verdadeiro engodo.

      Responder
    • Way says:
      há 6 meses

      Regular emplacar impede que uma moto elétrica de 100 kg atropele uma criança um idoso e fuja sem identificação. Impede que algum ladrão que é o que mais tem no Rio de janeiro rouba um patinete ou uma moto e saia livremente fugindo por qualquer caminho sem identificação.

      Responder
  2. Sergio Monteiro says:
    há 6 meses

    E quanto as bicicletas com motor a combustão que andam a mais de 60 km/h, no meio do trânsito, nas calçadas e avançando sinais sem falar do barulho infernal que fazem????

    Responder
    • George Cardoso says:
      há 6 meses

      E essa brecha de andar nas calçadas é uma excrescência!

      Responder
      • Debora says:
        há 6 meses

        Prefeitura como sempre querendo arrecadar. Agora mesmo que haverá mais acidentes, até porque o ponto cego no lado direito de um ônibus é uma área crítica e extensa, estendendo-se do espelho retrovisor até a traseira, frequentemente ocultando pedestres, ciclistas e carros. Motoristas não enxergam quem está próximo à lataria, especialmente nas portas e na curva traseira, aumentando o risco de acidentes em conversões e paradas.

        Responder
  3. Claudia Miranda says:
    há 6 meses

    Os ciclomotores com pneus largos e entre eixo distante não tem a mesma mobilidade que uma motocicleta, para executar manobras rápidas. Portanto vamos assistir mais acidentes como o que aconteceu e com mais frequência, pois os carros e motos não respeitam este veículo. O correto seria trafegar na rua como um carro, sempre na faixa da direita, mas não somos respeitados nem pelos carros e muito menos pelos ônibus que trafegam pela direita para pararem nos pontos. O que falta é educação no trânsito, por parte de todos os condutores, seja qual for o veículo! Sou condutora de carro, moto, ciclomotor e bicicleta, portanto, falo com conhecimento prático.

    Responder
    • Ciro says:
      há 6 meses

      Acho que já tinha passado da hora de regular o uso dessas bicicletas elétricas. Lamentável que pessoas perdessem a vida para que algo fosse feito. A convivência entre bicicletas elétricas e de tração a pedal ficou perigosa. Se a turma do acelerador não tem bom senso é melhor que trafeguem na rua e não nas ciclofaixas e ciclovias.

      Responder
    • Ribamar says:
      há 6 meses

      Boa noite. Se está constatado a demanda, então o poder públicco deveria implementar as ciclovias, ciclorrotas é demais infraestruturas para assegurar o deslocamento de todos.

      Responder
  4. Wagner Pereira de Oliveira says:
    há 6 meses

    Show de bola.
    Agora todos podem ser atropelados e morrer
    Lei Cavalieri???

    Responder
  5. Antônio Farias says:
    há 6 meses

    Mas as motos continuam passando pela passarelas de pedestres isso pra voces podem

    Responder
    • VALMIR PEREIRA DE SOUZA says:
      há 6 meses

      A partir de o momento que !temos que pagar os impostos de circulação , sendo que são obrigatório devido os motores ser de responsabilidade de muita Atenção, todos ciclomotores , em função da legislação tem que ser regularizado para que não traga riscos, a vida humana, mesmo assim temos temos horríveis acidentes em razão das imprudências que são reais.

      Responder
    • Ailson says:
      há 6 meses

      Fora que irão cobrar ipva logo, logo rs

      Responder
    • Ailson says:
      há 6 meses

      Fora que irão cobrar ipva futuramente rs, se tem placa, paga rs

      Responder
  6. MONICA SEIXAS says:
    há 6 meses

    EM COPACABANA, AS BICICLETAS TRADICIONAIS DOS ENTREGADORES E BICICLETAS ELETRICAS AVANCAM OS SINAIS EM ALTA VELOCIDADE COM OS PEDESTRES ATRAVESSANDO NA FAIXA.
    A CADA DIA AUMENTA O RISCO DE ATROPELAMENTOS POR BICICLETAS .EM
    COPACABANA.

    MONICA SEIXAS
    RIO DE JANEIRO- RJ

    Responder
  7. Ricardo Donato says:
    há 6 meses

    Espero mesmo que essa lei seja cumprida. O que eu tenho presenciado atualmente nas ciclovias e ruas da zona sul do Rio de Janeiro é um desrespeito generalizado. Bicicletas eletricas de todos os tipos passando em alta velocidade pelas ciclovias e calçadas. Nao respeitam nada nem ninguem e colocam todos os pedestres e outros usuários em risco. O brasileiro parece não ter maturidade para utilização civilizada desse modal que pode, se fiscalizado, ser um otimo meio de deslocamento para todos. Precisamos apenas lembrar que o espaço publico é de todos e dessa forma precisa compatibilizar seu uso de forma segura. Mas para isso nao adianta só a decretação de leis mais rígidas. É preciso fiscalizar de verdade. O que vemos hoje é um descaso de todos, ou seja, das autoridades e usuários!

    Responder
  8. Bruno says:
    há 6 meses

    Se fizessem como deve ser feito, respeitando os outros, nada disso seria preciso. Grande maioria tá errada e agora fica chorando mimimi pq estão sendo regulamentados. Se há algum culpado é quem anda e não respeita nada. Parabéns prefeito, alguém tem que fazer alguma coisa. Não gostou vende a Harley elétrica ou muda de cidade

    Responder
    • Sergio Ferrão says:
      há 6 meses

      Resposta eleirtoreira feita sem levar em conta as competências d escada órgão.

      Responder
    • MARIA CRISTINA DE AQUINO says:
      há 6 meses

      Concordo com vc Ricardo Donato!

      Responder
  9. Fabio says:
    há 6 meses

    Esse decreto extrapola o que a prefeitura pode ou não exigir, exemplo equiparar autopropelido a ciclomotor e exigir habilitação e registro não cabe a prefeitura, ou seja, em breve essa parte do decreto terá que ser mudado, a prefeitura pode e deve regular aonde pode circular ,mas apenas isso.

    Responder
  10. Wallace Silva says:
    há 6 meses

    A carta ACC simplesmente não existo

    Responder
  11. Alexandre Silva says:
    há 6 meses

    FOCARAM NA ARRECADAÇÃO EM ENCHER OS COFRES PÚBLICOS PARA ROUBAR MAIS. ISSO NAO IRÁ SOLUCIONAR O CAOS DO TRÂNSITO COM FALTA DE SINALIZAÇÃO, SEMÁFORO SEM FUNCIONAR, GUARDAS MUNICIPAIS QUE FORAM PARA ORIENTAR H9JE SÃO MAQUINAS DE APLICAR MULTAS ENTRE OUTROS. ENFIM A POLÍTICA É UM NOJENTA E SO SE CRIAM LEIS PARA FAVOR DELES E NAO DO POVO.

    Responder
  12. Carlos says:
    há 6 meses

    Sobre isso, vale separar algumas coisas importantes:

    As regras de trânsito no Brasil (como exigência de CNH, emplacamento e classificação de veículos) são definidas principalmente pelo Conselho Nacional de Trânsito e pelo Departamento Nacional de Trânsito (hoje SENATRAN), não por prefeitos isoladamente.

    Prefeituras — como a do Rio de Janeiro — podem regulamentar a circulação local, fiscalizar e implementar políticas urbanas, mas não podem mudar a base legal da CNH sozinhas.

    Sobre os ciclomotores/elétricos (até ~32 km/h), o cenário recente tem sido meio confuso mesmo:

    Alguns veículos leves (como bikes elétricas e certos ciclomotores) ficaram fora da exigência de CNH por um período, dependendo da potência e velocidade.

    Com o aumento de acidentes e uso desregulado, surgiram pressões para:

    exigir registro/emplacamento

    definir melhor quando precisa de CNH categoria A

    Isso não é exclusivo do Rio — está acontecendo em várias cidades do Brasil.

    Agora, sobre sua crítica (arrecadação vs. educação):

    Você levanta um ponto válido. Só exigir documento e placa:

    não resolve sozinho o problema de imprudência

    pode virar, sim, mais fiscalização e multa sem mudança de comportamento

    Por outro lado, quem defende a medida argumenta que:

    facilita identificar infratores

    cria responsabilidade legal (seguro, multas, pontos)

    reduz sensação de “terra sem lei” nesses veículos

    ? O problema é que, sem:

    campanhas educativas

    infraestrutura (ciclovias, sinalização)

    fiscalização inteligente (não só punitiva)

    a política fica incompleta mesmo.

    Responder
    • Leidervan says:
      há 6 meses

      Boa Noite, deu para entender que se pagamos demos o direito de andar na rua entre os carros. Jogar a população que pilota essas bicicletas ou autopolelito juntos com os carros, óbvio que tirar mas atropelamentos( acidentes) , não é a questão de ter ou não habilitação e sim a consciência e a educação no trânsito cada um respeitando o seu espaço. Eu dirijo mais de 30 anos e nunca sofrei um acidente e nunca fui multado. Eu como especialista em direção defensiva eu estou vendo que o prefeito do município do Rio de Janeiro está colocando a vida dos consumidores desses veículos em riscos. Ele não está vendo que vai gerar mas acidentes com esse decreto. Eu concordo que as calçadas é só para pedestre. Mas vejo muitos pedestres correndo na ciclovias tbm. A concentração para um trânsito melhor é de todos condutores e pedetres. Quero ver a fiscalização tbm . Quero ver uma cidade melhor para todos

      Responder
  13. Valmir ramos says:
    há 6 meses

    Palhaçada o contram não tem palavra ,não manda em nada pois o autopropelido não precisa de abilitacao e muito mesmo carreira ,só pra enxugar dinheiro para os cofres da prefeitura e órgãos regulamentadoras.,tem que exigir e punir quem usa estes auto propelido de forma errada e sem capacete como aquela mulher e seu filho acidentado e morto pela irresponsabilidade dela com a segurança andando na rua com os carros e ônibus e sem capacete.muito entranho essa resolução do governo carioca e outros que estão mudando a lei do contram.osxarris e motos e também ônibus não respeitam um aos outros também.

    Responder
    • Alex Paiva says:
      há 6 meses

      A lei municipal não tem validade alguma com respeito a lei Federal do CONTRAN, lei 996. Só está tentando queimar o Eduardo Paes, pra eleger outro bolsonarista pro governo estadual.

      Responder
  14. Rimla says:
    há 6 meses

    Cara quando eu via a Rede Globo passando a matéria
    Ais de 3 vesses, eu já imaginava isso aí no final todos eles ganham a globo o governo eo Detran, porque eles não colocam a matéria da faltas de ciclovias
    E de cansar a beleza.

    Responder
  15. Carlos Jose Dos Santos Menezes says:
    há 6 meses

    pelo que eu sei se lei passou vigorar em 01/01/2026 em todo Brasil.

    Responder
  16. Fátima Leal says:
    há 6 meses

    Andar na direita das vias, com ônibus, vans, táxis e veículos de aplicativos, vai ser um horror!!!

    Responder
  17. Mônica Gonçalves says:
    há 6 meses

    Emplacamento, CNH, nada vai mudar a imprudência no trânsito. A questão é a educação e o respeito. Tem lugar para todos. Se emplacamento e CNH resolvessem alguma coisa, não teríamos tantos acidentes de moto no país…. Da maneira como está sendo tratado o assunto, parece até que as vítimas foram as únicas culpadas pelo ocorrido. Até onde eu saiba, é o maior cuidando do menor …

    Responder
  18. Josue says:
    há 6 meses

    Veículos scooter elétricos, não precisam usar placa e quem pilotar não precisa de CNH desde que tenha velocidade máxima de 32 kmhs. Dar pra entender notoriamente que o prefeito está correndo atrás de dinheiro ?

    Responder
  19. Bruno says:
    há 6 meses

    Na prática, o que acontece é que a prefeitura quer arrecadar com emplacamento e licenciamento. Essa acabou sendo a brecha que o sistema encontrou.
    Esses meios de mobilidade surgiram justamente para resolver problemas reais: trânsito caótico, transporte público insuficiente e o alto custo de manter um carro ou moto. São soluções práticas para o dia a dia. Mas, em vez de apoiar ou estruturar melhor, aproveitaram a situação para criar cobranças e “regularizações” que, na prática, parecem mais voltadas à arrecadação do que à segurança.
    Fica a sensação de que se finge preocupação com organização e proteção, quando o objetivo principal é lucrar. E isso é difícil não perceber.
    Ao mesmo tempo, vemos motos avançando sinal vermelho com frequência, sem serem multadas ou apreendidas. A fiscalização é falha e seletiva, o que aumenta ainda mais a sensação de injustiça.
    O problema não é existir regra — é a incoerência. Cobra-se de um lado, mas falta rigor do outro.
    Assim, o cidadão paga, mas não vê retorno proporcional, nem justiça na aplicação das leis.
    Isso, sim, é o que revolta.

    Responder
  20. Thiago says:
    há 6 meses

    O pior que a mulher que faleceu estava errada e os outros pagam CNH nem falam da acc só que tem que ter a CNH a pra pilotar bicicleta elétrica kkkkk

    Responder
  21. Amauri says:
    há 6 meses

    O que me estranha e não muito é que um motorista de onubus atropelou uma bicicleta elétrica e matou duas pessoas. Logo vamos punir quem tem bicicleta. Mas fiscalizar, treinar, punir empresas de ônjbus, nem pensar. E, quanta gente as bicicletas eletricas tiraram do ônibus? Do ubber do táxi? A intenção não é proteger é cumprir acordos com grupos e que se dane o ciclista. O paes e esenpodem dar as mãos em oba-oba. Espero bom-senso de vereadores ou da justica para suspender essa aberração.

    Responder
  22. ANDERSON DEICID FREITAS FERREIRA says:
    há 6 meses

    Engraçado aqui em São Paulo morre todo dia motoboy atropelado por carro e todo dia carro atropela pessoas e esses políticos não ligam pra vida das pessoas eles querem é se aparecer.

    Responder
  23. Flávia says:
    há 6 meses

    Um absurdo, ciclomotores no meio da rua??? Com certeza terão muito mais acidentes. A prefeitura já pensando na arrecadação $$$$…. Melhorar a pavimentação, ciclovias, iluminação ,… isso não falam e não fazem…. . A mãe e o filho que infelizmente morreram na Tijuca, justamente pq estavam na rua e não havia ciclovia.

    Responder

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Mais notícias

Política

Fiocruz detecta cocaína em rios da capital e da Baixada Fluminense que causam efeitos tóxicos para a vida aquática

Foto de Redação
Redação

07/10/2026 13:25

Um estudo coordenado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) identificou cocaína e seu principal metabólito, a benzoilecgonina, em rios e canais do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. As análises apontaram níveis de contaminação superiores aos registrados em pesquisas semelhantes realizadas em países como Bélgica, Espanha e Estados Unidos.

Os pesquisadores também constataram, em testes de laboratório, que as concentrações dos contaminantes encontradas no ambiente podem provocar efeitos tóxicos em organismos aquáticos.

Presença de cocaína encontrada em 59 das 60 amostras

A investigação analisou os rios Irajá e Carioca e os canais do Cunha e do Mangue, na capital, além do Rio Meriti, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Todos os cursos d’água estudados deságuam na Baía de Guanabara.

Para avaliar a presença dos contaminantes, os cientistas realizaram coletas mensais de água nos cinco cursos d’água durante um ano, entre julho de 2022 e junho de 2023. Das 60 amostras analisadas, apenas uma não apresentou cocaína.

A benzoilecgonina, principal derivado da droga, foi identificada em todas as amostras. A concentração dos contaminantes foi maior durante a estação chuvosa, entre outubro e março, com pico em janeiro.

Segundo os pesquisadores, o resultado é compatível com estudos nacionais e internacionais que apontam aumento da presença de drogas ilícitas no ambiente durante períodos de férias e festas.

Em quase todas as amostras, a concentração do metabólito foi superior à de cocaína. O padrão é compatível com a contaminação provocada pelo esgoto, que carrega urinas de pessoas que fizeram uso da droga.

Em apenas uma amostra ocorreu o inverso: a concentração de cocaína foi quatro vezes maior que a do metabólito. Para os pesquisadores, o resultado pode indicar um possível descarte direto da droga no ambiente.

Testes apontam danos a peixes

Os efeitos dos contaminantes sobre organismos aquáticos foram avaliados em laboratório por meio de testes com embriões de zebrafish, espécie de peixe amplamente utilizada em estudos de ecotoxicologia.

Segundo a pesquisa, a exposição às concentrações de cocaína e benzoilecgonina encontradas nos rios do Rio de Janeiro provocou aumento da mortalidade, deformações e alterações cardiovasculares e neurológicas, entre outros impactos.

A Fiocruz explicou que a benzoilecgonina apresentou efeito ainda mais nocivo do que a cocaína: os danos aos peixes foram observados em testes realizados com uma concentração equivalente a 13% daquela encontrada no ambiente.

Diante dos resultados, os autores destacaram a importância de incluir a cocaína e seu metabólito em programas de monitoramento e em avaliações de risco ecológico. A medida, segundo os pesquisadores, pode contribuir para uma proteção mais efetiva dos ecossistemas aquáticos em regiões altamente urbanizadas.

Pesquisa foi ampliada para 13 rios do estado

A partir dos resultados da primeira etapa, os cientistas ampliaram a investigação para 13 rios do estado do Rio de Janeiro. As novas coletas foram realizadas entre dezembro de 2023 e novembro de 2024.

As análises dessa segunda etapa ainda estão em andamento e a previsão é que sejam concluídas no primeiro semestre de 2027.

O estudo foi realizado pelo IOC/Fiocruz em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). A pesquisa recebeu financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Os resultados foram publicados na revista científica internacional Aquatic Toxicology. A pesquisa integra a tese de doutorado de Gabriel de Farias Araujo, desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente da Ensp/Fiocruz, sob orientação de Enrico Saggioro, pesquisador do Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental do IOC.

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Cultura

Escritor da Baixada Fluminense que dá aulas em Nova Iguaçu é a candidato a vaga na Academia Brasileira de Letras

Foto de João Arruda
João Arruda

07/10/2026 12:26

Um escritor da Baixada Fluminense estará na disputa por uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL). Alcimário Júnior, de Nova Iguaçu e autor do livro “A formiguinha Arteirinha em combate à negligência infantil e ao abuso sexual”, será um dos postulantes à vaga que está aberta devido à morte do escritor e jornalista Zuenir Ventura. O autor da Baixada tem uma trajetória construída no ensino público, usando a literatura para dialogar diretamente com as crianças e formar novos leitores.

Alcimário é funcionário público efetivo de Nova Iguaçu. Foi lotado na Escola Municipal Irene da Silva Oliveira, em Vila de Cava, e conviveu de perto com crianças em situação de vulnerabilidade social. Foi dessa experiência que veio a inspiração de parte de sua obra.

Em “A formiguinha Arteirinha”, ele discute dois dos mais graves problemas que atingem a infância brasileira. A obra transformou a personagem formiguinha Arteirinha num personagem-símbolo da luta pela defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Antes, o escritor lançou, também, a coleção “As aventuras de Lion, o cachorro levado,” pela Editora Literese, o E-book “Atitude Empreendedora” e teve participação em Antologias como a da Academia Brasíleira de Letras sucursal de Campos dos Goytacazes, em sua coletânea de romances de 2024.

Alcimário também lançou, agora em 2026, o livro “Poesias modernas” e esteve presente em alguns dos mais importantes eventos literários do país, entre eles a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, um dos maiores encontros literários da América Latina. Também marcou presença na Feira Literária de Nova Iguaçu (FLIN), no Festival Literário de Resende (FLIR) e no Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Na Baixada Fluminense, o escritor é secretário-geral do Conselho Municipal de Política Cultural. Alcimário também apresenta seus trabalhos em escolas públicas, promovendo saraus, encontros e oficinas de escrita criativa.

A ligação das letras vem de longe. O escritor Alcimário foi o primeiro colocado do Enem, quando o exame foi lançado, em 2004, a tirar a nota máxima na redação, feito que o levou a ser convidado para a propaganda institucional do exame entre os anos de 2008 e 2010. É graduado em Relações Internacionais pela PUC-Rio e em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, atualmente, é membro indicado pela Secretaria de Assistência Social de Nova Iguaçu (SEMAS) para o CMDCA — Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, onde coordena a Comissão de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente.

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Rio

Mulher se abriga em parapeito para escapar de incêndio em prédio em Copacabana

Foto de Redação
Redação

07/10/2026 12:09

Uma mulher precisou sair pela janela de um apartamento para escapar de um incêndio que atingiu um prédio na Rua Sá Ferreira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta quarta-feira (07). Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a mulher do lado de fora do edifício, se segurando na estrutura envolta da fumaça.

Ela se abrigou no parapeito do lado de fora do imóvel enquanto as chamas e a fumaça tomavam o apartamento, que fica no sétimo andar do edifício.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 10h50 e enviou militares do quartel de Copacabana para combater o fogo. O imóvel fica próximo à estação General Osório do metrô, na divisa com Ipanema.

Segundo os militares, as chamas foram controladas e, de acordo com as últimas atualizações, realizavam o trabalho de rescaldo no local.

A mulher sofreu ferimentos leves e foi encaminhada ao Hospital Miguel Couto.

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Política

Ex-funcionários da Alerj e do Detran estão entre os presos na operação sobre venda de armas para Peixão, líder do TCP

Foto de Gabriele Maia
Gabriele Maia

07/10/2026 12:09

Entre os presos e investigados na Operação Magen, deflagrada nesta quarta-feira (07) pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, estão ex-PMs e pessoas que mantiveram vínculos recentes com órgãos públicos do estado do Rio. Dois dos presos trabalhavam no Detran-RJ até poucos meses atrás. Outro alvo teve passagem pela Alerj, onde a mulher também ocupou cargo comissionado.

A investigação aponta que o grupo negociava armas com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), incluindo o traficante Peixão, além de utilizar empresas para movimentar dinheiro e, segundo os investigadores, obter ou repassar informações sigilosas.

Material apreendido durante a operação – Foto: Divulgação/Polícia Federal
Material apreendido durante a operação – Foto: Divulgação/Polícia Federal

Da presidência do Detran-RJ para a mira da PF

Vitor Hugo Marinho Garcia, conhecido como “Batata”, é um dos principais nomes da investigação. Ele foi preso em um hotel de luxo na Barra da Tijuca. No quarto, os policiais encontraram um fuzil.

Garcia havia sido nomeado em outubro de 2025 para um cargo comissionado no Detran-RJ. Ele era Ajudante I, símbolo DAI-1, com lotação na Presidência do órgão. Em novembro daquele ano, recebeu R$ 17,1 mil líquidos. Em abril de 2026, foram R$ 12,4 mil.

Ele foi exonerado em 15 de maio de 2026.

Garcia é apontado como uma das lideranças do grupo criminoso. Segundo a investigação, ele estaria entre os principais fornecedores de armas para a organização ligada a Peixão.

Ex-Alerj que também passou pelo Detran foi preso na operação da PF

Outro preso é Marcel Rodrigues Fernandes, que foi encontrado em um imóvel em Nova Iguaçu com um fuzil, carregadores e acessórios.

Antes de chegar ao Detran, Marcel passou pela Alerj. Ele foi Assessor Parlamentar III, com salário registrado em cerca de R$ 18,8 mil, no gabinete de Felipinho Ravis (PP). Com a saída do deputado, permaneceu no gabinete de Chiquinho da Mangueira (Avante), que assumiu a vaga.

Marcel deixou a Assembleia em outubro de 2025 e, na sequência, foi nomeado para um cargo comissionado no Detran-RJ, como Assistente III, símbolo DAI-5. Em abril deste ano, recebeu R$ 10,7 mil líquidos. Também deixou o órgão em maio.

Na parte financeira da investigação, Marcel aparece como um dos alvos que movimentaram valores milionários. Segundo a apuração, ele movimentou cerca de R$ 33,2 milhões entre 2019 e 2023, por meio de operações consideradas incompatíveis com sua renda.

Ex-PM já havia sido alvo de investigação por agiotagem e extorsão

Segundo o MPRJ, Eduardo Thales Lopes Pires e a mulher, Caroline Souza Vilela Barcelos, teriam usado empresas como a Forte Outlet e a Forte Porcelanato BR para movimentar e ocultar recursos.

A análise financeira citada na investigação aponta que Eduardo movimentou aproximadamente R$ 33,4 milhões entre 2019 e 2023.

E ele também tem uma passagem pelo poder público. Ex-policial militar, ele ocupava o cargo comissionado de Assistente III, símbolo CCDAL-3, na Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Alerj quando foi exonerado, em agosto de 2024.

O nome de Eduardo, porém, já havia aparecido em uma investigação policial antes da Magen. Em 2020, ele e o “Batata” foram presos em uma apuração sobre agiotagem e extorsão. Na ocasião, os dois eram apontados como integrantes da liderança do grupo investigado, que utilizaria armas e ameaças para cobrar vítimas.

Caroline também teve vínculo com a Assembleia. Ela ocupou cargos comissionados no Departamento de Pessoal e Legislação. Em julho de 2024, deixou a função de Assistente I e foi nomeada Assistente VII.

Ela não foi presa na Operação Magen, mas é investigada, segundo o MPRJ, por participação nas operações financeiras atribuídas ao casal.

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Rio

Estudantes universitários preparam ato contra pautas de extrema-direita no Centro do Rio nesta quarta (07)

Foto de Duda Goulart
Duda Goulart

07/10/2026 11:45

Estudantes universitários preparam, para a tarde desta quarta-feira (07), um ato contra pautas de extrema-direita no Centro do Rio. Alunos da UFF, UFRJ, UERJ, UFRRJ e PUC-Rio estão entre os organizadores da manifestação, que pretende começar na Candelária às 12h e ir até a Cinelândia.

Na segunda-feira (05) e terça (06), estudantes da UFF realizaram manifestações nas ruas de Niterói e deram início aos atos. Entre as pautas citadas pelos manifestantes estão a defesa da democracia e da Educação e o combate a defesa de movimentos de tendência fascista. Além disso, os atos defendem o apoio da classe universitária à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República e o repúdio às possíveis vitórias de Douglas Ruas (PL) no Rio e Flávio Bolsonaro (PL) como Presidente.

Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

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Política

Pesquisas da véspera das eleições no Rio erraram liderança da disputa; Datafolha e Quaest ficaram mais próximas do resultado

Foto de Redação
Redação

07/10/2026 11:43

As três principais pesquisas divulgadas na véspera do primeiro turno da eleição para o governo do estado do Rio erraram quem terminaria a votação na liderança. No sábado (03), Datafolha, Quaest e AtlasIntel apontavam Eduardo Paes (PSD) à frente de Douglas Ruas (PL). No domingo, porém, as urnas mostraram o cenário inverso.

De acordo com o resultado exibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) computados no quadro da apuração enquanto sua candidatura permanecia sub judice, Ruas terminou com 49,27%, contra 42,76% de Paes e 3,17% de Garotinho.

O levantamento das pesquisas apontavam Paes entre 8 e 9 pontos à frente de Ruas, mas nas urnas, o candidato do PL terminou 6,51 pontos à frente.

Na véspera, todas as pesquisas apontavam vantagem de Paes

O Datafolha estimou 46% para Paes, 38% para Ruas e 7% para Garotinho.

A Quaest registrou 49%, 40% e 6%, respectivamente.

Já a AtlasIntel apontou 48,6% para Paes, 39,8% para Ruas e 6,4% para Garotinho.

Datafolha chegou mais perto da diferença

Em relação ao critério da distância prevista entre os dois principais candidatos — Ruas e Paes — o Datafolha foi o instituto menos distante do resultado.

A pesquisa apontava o ex-prefeito  oito pontos à frente. Como as urnas mostraram Ruas 6,51 pontos na dianteira, a diferença entre a margem projetada e a margem efetivamente registrada foi de 14,51 pontos percentuais.

Na AtlasIntel, essa distância foi de 15,31 pontos. Na Quaest, de 15,51 pontos.

Nenhuma das três pesquisas, portanto, conseguiu antecipar a inversão na liderança registrada nas urnas.

Quaest chegou mais perto da votação de Douglas Ruas

O desempenho individual dos candidatos, porém, produziu um resultado diferente.

Na votação de Ruas, a Quaest foi a mais próxima: o instituto projetou 40% para o candidato, contra os 49,27% registrados na apuração — uma diferença de 9,27 pontos.

A AtlasIntel apontou 39,8%, ficando 9,47 pontos abaixo do resultado. O Datafolha, que estimou 38%, ficou 11,27 pontos distante.

Já no caso de Paes, o Datafolha foi o mais próximo da urna e projetou 46%, apenas 3,24 pontos acima dos 42,76% obtidos pelo candidato.

A AtlasIntel ficou 5,84 pontos acima do resultado de Paes e a Quaest, 6,24 pontos.

Média da diferença absoluta entre as estimativas para Paes, Ruas e Garotinho

Quando se calcula a média da diferença absoluta entre as estimativas para Paes, Ruas e Garotinho e os percentuais registrados na votação, Datafolha e Quaest apresentam praticamente o mesmo desempenho.

O Datafolha teve diferença média de 6,11 pontos percentuais por candidato. A Quaest também ficou em 6,11 pontos. A AtlasIntel registrou 6,18 pontos.

Pelo critério agregado, portanto, Datafolha e Quaest foram os levantamentos que mais se aproximaram numericamente da votação entre as pesquisas da véspera, com a AtlasIntel logo atrás.

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Rio

Governo do estado publica edital para contratar empresa de Tax Free, mecanismo devolve parte do ICMS para turistas estrangeiros

Foto de Redação
Redação

07/10/2026 10:13

A Secretaria de Estado de Fazenda do Rio (Sefaz-RJ) publicou, na última terça-feira (06), um edital de licitação para contratar uma empresa para fazer a operação de Tax Free — mecanismo que permite que estrangeiros façam compras livres de impostos no Brasil, recebendo de volta o valor do ICMS.

A regra será válida para mercadorias retiradas do país em até 30 dias após a compra. O estado será o primeiro no país a disponibilizar o serviço.

Como trata-se de um processo licitatório, as propostas serão aceitas até o dia 2 de dezembro, e a sessão pública está prevista para o mesmo dia. A escolha da empresa levará em conta a melhor qualidade técnica combinada com o menor valor total cobrado. A vencedora gerenciará todo o processo para garantir que os turistas estrangeiros recebam o reembolso do ICMS.

O contrato terá duração inicial de 12 meses.

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Alfeu Valença

Flávio x Lula: surpresa para quem?

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Alfeu Valença
Alfeu Valença é ex-presidente da Petrobrás e fundador da CONPET - Consultoria e Engenharia de Petróleo.

07/10/2026 10:00

Ouvi conhecido analista político dizer que ficou surpreso por Flávio Bolsonaro superar Lula no primeiro turno da eleição presidencial. Surpresa pra você também? Então, amigo, você não teve tempo ou interesse para acompanhar os acontecimentos, ou não teve acesso às informações isentas dos radicalismos ideológicos das bolhas. Porque, meu caro, a única surpresa é ainda ter analistas políticos achando que Flávio ganhou quando, na verdade, a campanha do Lula foi que jogou para perder. E isso já saltava aos olhos de quem analisasse os fatos com sobriedade e racionalidade.

E, por favor, não venha me dizer que o marqueteiro do PT foi incompetente, porque só quem não conhece Lula acredita que ele aceita alguma ideia que não seja dele próprio. Talvez aceite se vier da Janja, que, por mais inteligente ou intelectualmente preparada, não tem a menor experiência ou traquejo para deslizar entre as velhas raposas felpudas da política brasileira.

Desde o lançamento do candidato do PL, já se sabia da brutal influência dos pastores das igrejas neopentecostais sobre os seus fiéis seguidores, além da “viralização” boca a boca — sem deixar rastros em redes sociais — de boatos maledicentes, criados por uns poucos pastores mal-intencionados, como o de que “Lula é representante de Satanás e vai oficializar o aborto”.

E qual foi a declaração enfática do candidato do PT para negar aquele absurdo? Alguém ouviu alguma? Durante todo o seu mandato, poucas vezes o governo se aproximou das igrejas, de qualquer igreja, de qualquer religião. Queria o que?

Os lulistas sempre acharam que Flávio seria um candidato incompetente, com um currículo cheio de escândalos desabonadores por demais conhecidos. Por conta disso, talvez com alguma arrogância, não combateram e até estimularam a sua candidatura, deixando-a crescer para evitar o aparecimento de outro candidato mais competente.

“Vamos deixar ele ir tranquilamente até o final da campanha e, aí, nós vamos expor à nação todo o seu passado”, alguém pensou, propôs e foi aceito. Erro crasso. Todo o seu passado era por demais conhecido e foi amainado pela máxima “todos os políticos são iguais”.

Flávio teve a habilidade de esconder o presidente do seu partido e entregar a coordenação da campanha a um político hábil e experiente, que cuidou discretamente de toda a articulação política. Do outro lado, quem era essa figura ao lado do incumbente? Nobody knows, dirão os seguidores de Trump.

A menção ao presidente americano me fez lembrar das conversas à boca pequena de que ele iria influenciar na eleição brasileira. Mais uma vez, a arrogância petista se fez ouvir. “Ninguém vai se meter com a nossa soberania”, disseram, sem se dar conta de que as redes sociais são americanas e apoiadoras do atual governo dos EUA. Como influenciariam? Há mil maneiras para fazer isso, a começar com os mais rudimentares impulsionamentos digitais.

Todos viam que o PL usava as redes sociais para jogar os problemas do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master no colo do Lula, e nada foi feito pela campanha petista para esclarecer que o ministro do STF não era candidato do PT — e que, na verdade, o candidato envolvido com o Master era o Flávio Bolsonaro, que mentiu diversas vezes, dizendo desconhecer Daniel Vorcaro, a quem, comprovadamente, pediu dinheiro e visitou mais de uma vez.

Lula e seus apoiadores ficaram o tempo inteiro lembrando coisas que ele fez em seus governos: Fies, Pronatec, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Farmácia Popular, Luz Para Todos, Bolsa isso, Bolsa aquilo… ou seja, coisas que os eleitores já têm. E eles querem mais! Muito mais! Esses programas já são deles!

Em contraponto, o Flávio, sem passado dignificante, apenas projetou o futuro, prometendo muitas coisas sem, em nenhum momento, detalhar como fazê-lo. “Vou baixar os juros, vou baixar os preços dos alimentos, vou melhorar a saúde…”, sem esquecer o falacioso “vou devolver a liberdade aos brasileiros”. Lula prometia o que os eleitores já tinham, o outro prometia sonhos. E o povo adora sonhar. Deu no que deu.

Agora, com o resultado das eleições para Senado e Câmara Federal, mesmo se ganhar no segundo turno, Lula não governará. O Congresso eleito, mais conservador e extremista do que o anterior, já tinha aprendido a governar por delegação do Jair Bolsonaro e, agora, governará por escolha democrática do povo. Além de não conseguir aprovar nada no Legislativo, Lula poderá sofrer impeachment por alguma “pedalada” inventada.

A extrema direita ideológica está vencendo novamente.

Da última vez ficaram no poder de 1964 a 1985.

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Política

Flávio Bolsonaro volta ao Rio na sexta (09) para reunião com aliados; no sábado (10), vai a São Gonçalo com Douglas Ruas para motocarreata

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Redação

07/10/2026 09:59

O novo coordenador da campanha presidencial do PL no Rio, Douglas Ruas, já marcou a retomada dos atos de Flávio Bolsonaro (PL) no Rio. Enquanto aguarda a decisão do TSE sobre os votos de Garotinho para governador, Douglas foi a Brasília para marcar os próximos compromissos da campanha de Bolsonaro.

Nas redes, os dois anunciaram uma reunião com lideranças de direita no Rio de Janeiro na próxima sexta-feira (09). Já no sábado (10), Douglas leva Flávio Bolsonaro a São Gonçalo para uma motocarreata em apoio às campanhas. O município da Região Metropolitana é o reduto político de Ruas, e onde seu pai, Capitão Nelson (PL), é prefeito.

Reunião de sexta vai reunir aliados de Flávio Bolsonaro no Rio

A expectativa é que, na reunião de sexta-feira, participem deputados, prefeitos, vereadores do PL de diferentes regiões do estado, além de demais apoiadores de Douglas e Flávio.

O encontro vai acontecer um dia após a sessão do TSE que vai analisar a desistência do recurso de Anthony Garotinho (Republicanos) contra o indeferimento do registro de sua candidatura. O julgamento na quinta (08) pode terminar com a anulação dos votos do ex-governador — o que faz com que Douglas Ruas ultrapasse os 50% necessários para a eleição em primeiro turno e já seja eleito sem a necessidade do segundo turno.

Com isso, a depender da decisão de quinta, a reunião do PL na sexta pode se tornar festa da campanha de Douglas Ruas, caso a decisão termine favorável para o político gonçalense.

‘Meu governador’

Mesmo com a incerteza se a disputa para o governo do Rio terá um segundo turno, Flávio Bolsonaro já se refere a Douglas como “meu governador” no vídeo que a dupla gravou para anunciar as agendas de campanha.

 

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Política

Deputado Alan Lopes critica repasse de R$ 462 milhões ao TJRJ e cobra explicações do governo do estado

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Redação

07/10/2026 09:36

O deputado estadual Alan Lopes (PL) criticou, nesta terça-feira (6), a abertura de um crédito suplementar de R$ 462,8 milhões pelo governo do estado para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa (Alerj), o parlamentar questionou a destinação dos recursos e cobrou maior fiscalização sobre os gastos do Judiciário.

O crédito foi aberto pelo decreto estadual nº 50.480, de 18 de setembro, e publicado no Diário Oficial. Os R$ 462,8 milhões, provenientes de excesso de arrecadação, foram destinados à rubrica “Pessoal e Encargos Sociais – TJ”. O governo do estado justificou a suplementação pelo crescimento das receitas e pela existência de margem dentro dos limites de gastos com pessoal estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A administração estadual, porém, não detalhou quais despesas específicas serão pagas com os recursos.

Na tribuna, Alan Lopes associou o novo crédito ao pagamento do que chamou de “penduricalhos” do Judiciário e afirmou que o valor se soma a outros recursos destinados ao tribunal anteriormente.

“São mais de R$ 1,1 bilhão para o pagamento de penduricalhos”, declarou. A classificação usada pelo parlamentar, no entanto, não consta da justificativa apresentada pelo governo para a suplementação.

O deputado também contrapôs a liberação dos recursos às medidas de contenção de despesas adotadas pelo governador em exercício Ricardo Couto. Desde março, a gestão interina promoveu milhares de exonerações de servidores comissionados. Até setembro, foram mais de 6,6 mil desligamentos, com economia projetada pelo governo em cerca de R$ 315 milhões até o fim de 2026.

“Se fala tanto que o Rio de Janeiro está no fundo do poço, que está endividado, que tem déficit, mas, na hora de economizar, ninguém tem coragem”, criticou Alan.

Parlamentar cobra mais ação da própria Alerj

O deputado aproveitou o discurso para cobrar uma atuação mais incisiva da própria Assembleia na fiscalização dos demais poderes. Segundo ele, o executivo deve prestar esclarecimentos à casa sobre os recursos transferidos ao Tribunal de Justiça.

“Nós nos tornamos um poder fraco, porque estamos de joelhos para o Judiciário e para a imprensa que criminaliza esta casa”, afirmou.

Alan Lopes também defendeu que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), órgão auxiliar da Alerj no exercício do controle externo, responda com maior celeridade às representações encaminhadas pelos parlamentares.

Ao final, defendeu que a legislatura que começa em 2027 fortaleça o papel fiscalizador da Assembleia.

“Que os deputados dessa Casa não se acovardem para falar do que é importante”, concluiu.

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