O PSD de Eduardo Paes perdeu o empresário Luciano Guerreiro, defensor dos animais, para o MDB. O prefeito de Piraí e ex-governador Luiz Fernando Pezão carregou o moço. Para compensar, a turma do prefeito e pré-candidato a governador tomou do adversário o deputado federal Otoni de Paula.
Lucinha, deputada estadual e pré-candidata à reeleição, decidiu pegar suas malas e deixar a legenda. O coleguinha de Assembleia Legislativa André Corrêa, hoje no PP, anda de namoro com o PSD, mas também com outros partidos. Por enquanto, nada de compromisso.
Pela descrição, parece que a corrida pelas eleições de outubro já está acelerada. Mas, quem conhece os bastidores da pré-campanha avalia que o troca-troca de partidos ainda está em ritmo de carroça. Líderes da política do Rio dizem que a construção das chapas, este ano, está, curiosamente, nas mãos da Justiça.
Todos os cardeais e aspirantes a cargos nas próximas eleições estão de olho na decisão do dia 24. Precisam saber se o Tribunal Superio Eleitoral (TSE) cassa ou não o governador Cláudio Castro — e se ele renuncia ou não ao cargo.
Se Castro concorrer a senador, um cenário; se for cassado, outro; se continuar no posto até dezembro, um terceiro; e se for preso, barata voa.
As previsões otimistas do PSD
Nas contas da cúpula do PSD, com os nomes previstos hoje, o partido presidido nacionalmente por Gilberto Kassab elegeria no Rio entre sete e oito deputados federais e entre 11 e 12 estaduais.
As previsões são essas, mas até dia 24 muita água vai rolar.

