Agentes do Ministério Público do Rio (MPRJ) participam, desde o início do dia, de uma operação em conjunto com a Polícia Civil e o Ministério da Justiça e Segurança Pública contra uma quadrilha especializada na confecção de armas de fogo com impressoras 3D.
O líder do grupo foi preso em São Paulo, mas as investigações da 32ª DP (Taquara) e do MPRJ indicam que a quadrilha também atuava no Rio. Apelidados pelo grupo de “armas fantasmas”, o material feito com impressoras 3D era vendido na internet através de redes sociais, fóruns e na chamada “dark web”. Como eram fabricadas de forma “artesanal”, as armas não têm registro.
Polícia apura se milicianos e traficantes compravam armas de impressoras 3D
Além das armas, o grupo também usava as impressoras 3D para fazer carregadores para o material. Só entre 2021 e 2022, 79 pessoas compararam itens vendidos pelo grupo — desses, dez estavam no estado do Rio. A Polícia Civil investiga se criminosos ligados ao tráfico de drogas e à milícia compraram armas.
Além do líder da quadrilha, que é engenheiro de automação, policiais cumprem o mandado de outros três integrantes. Um deles era responsável pelo “suporte técnico” direto do serviço.
Os outros dois atuavam na articulação ideológica do serviço e na propaganda dos itens ilegais. Como parte do material de divulgação, a quadrilha produziu um manual de fabricação com mais de 100 páginas, um manifesto ideológico defendendo o porte de armas, vídeos com testes balísticos e orientações.
Além do Rio e de São Paulo, agentes cumprem mandados em outros nove estados.

