Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento desta terça-feira (24), o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ) Domingos Brazão ainda recebe salários do órgão — mesmo afastado da função por conta do processo. Apontado como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ele recebeu um pagamento de mais de R$ 35 mil em fevereiro.
Na folha de contracheque, o salário bruto de Brazão chega a quase R$ 56 mil. O conselheiro afastado ainda recebe triênio, auxílio saúde e educação. Ele está preso desde março de 2024. Antes disso, ele já tinha passado um período afastado da função.
Em 2017, Brazão e outros quatro conselheiros do TCE chegaram a ser presos temporariamente por corrupção em um desdobramento da Operação Lava Jato. Ele foi solto no mesmo mês, mas ficou impedido de retornar ao cargo e permaneceu distante do TCE até 2021, quando o STF autorizou o retorno do conselheiro.
Além dele, o STF também julga, nesta terça, Chiquinho Brazão, ex-deputado federal. Também são réus no caso Marielle: Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial, e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, também conhecido como “Peixe”.
Com informações de Bernardo Mello Franco, do jornal “O Globo”.

