Presidente do consórcio Nova Via Mobilidade, que assumiu a gestão e a operação do sistema de trens urbanos do Rio com a recém-batizada TrensRJ, Rodrigo Vieira é um velho conhecedor do setor — e da política — fluminense. Ele foi secretário estadual de Tranportes entre fevereiro de 2016 e dezembro de 2018, durante o governo de Luiz Fernando Pezão (MDB).
Antes, ainda na administração Sérgio Cabral, foi subsecretário-adjunto de Projetos Especiais da Casa Civil.
Sabe direitinho onde está se metendo.
Rodrigo Vieira tinha um preferido para a Central Logística, mas a aposta não deu certo
No Palácio Guanabara, movimentos recentes de Rodrigo Vieira foram lidos como uma tentativa de aproveitar as reformulações implantadas pelo governador em exercício Ricardo Couto para incensar, ao lado da secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalen, a indicação do advogado Murilo Leal, ex-conselheiro da Agência Reguladora dos Transportes (Agetransp), para o comando da Central Logística.
Para quem não está ligando o nome à instituição, a Central Logística é a empresa que fará a interface entre a TrensRJ e o governo do estado.
Mas o moço não foi lá muito feliz no intento.
Murilo Leal foi indicado para a Agetransp em 2018 (não coincidentemente, também no governo Pezão). Chegou a presidente da agência, foi reconduzido em 2022 para mais quatro anos como conselheiro — mandato que venceu agora em maio.
Acontece que, ao deixar a Agetransp, o moço precisa cumprir uma quarentena de 12 meses — período no qual é proibido de exercer atividades ou prestar serviços no setor regulado pela agência.
Ou seja, nada de cargo no governo ligado aos transportes.

