Agentes da divisão de elite da Guarda Municipal do Rio estão prestes a ingressar em uma rotina que vai na direção contrária ao sedentarismo. Isso porque, segundo a resolução conjunta publicada nesta semana pela Secretaria Especial de Segurança Urbana, novas regras de treinamento serão estabelecidas para o topo da pirâmide da corporação: para portar o brasão, corpo e pontaria precisam estar alinhados — e os “quilinhos a mais”, eliminados.
A determinação que promete fazer os agentes “focarem no cardio” é a obrigatoriedade do Teste de Aptidão Física (TAF), que nada mais é do que uma avaliação de resistência na qual os profissionais precisam provar que conseguem correr, fazer flexões e barras dentro de um limite de tempo.
Determinante no combate às famosas “barriguinhas” e ao cansaço precoce, o exame físico agora passa a ser obrigatório a cada seis meses para todo o efetivo da divisão. Quem não atingir a meta mínima exigida nos exercícios corre o risco de ser afastado do grupo de elite.
Município indica que calendário de treinos será planejado
A nova regra estabelece que todo agente da elite deve cumprir, no mínimo, 120 horas de treinamento por ano, onde, pelo menos 40, serão dedicadas exclusivamente a instruções de armamento, munição, tiro e uso diferenciado da força.
Mas além de suar a camisa e ajustar a mira, a formação também vai exigir “cabeça fria” e uso de tecnologia. Os guardas terão aulas sobre o uso de câmeras corporais (as bodycams), mediação de conflitos, análise de mapas de crime e técnicas para evitar o uso excessivo da força.
De acordo com a prefeitura, o calendário de treinos será planejado para não comprometer o policiamento preventivo nas ruas do Rio. A resolução já está em vigor. Agora, resta aos agentes preparar o fôlego, regular a mira e dar adeus ao sedentarismo.
COM FÁBIO MARTINS.




