Nos corredores da República dos Procuradores, já circula a avaliação de que o governador em exercício Ricardo Couto tem adotado um critério bem definido ao “canetar” suas exonerações: reduzir o espaço de indicações políticas no estado e preservar áreas consideradas mais técnicas da máquina pública.
É justamente por isso que, ao menos por enquanto, as secretarias de Segurança Pública e das polícias Militar e Civil não vão entrar no radar de grandes mudanças. A leitura do governador em exercício é de que as pastas são ocupadas majoritariamente por quadros técnicos — ou seja, escaparam do loteamento político.
A mesma percepção vale para a secretaria estadual de Transportes, nas mãos de Priscila Sakalem, outra área que o desembargador não vê necessidade de “desmontar”.
Porém, toda regra tem sua exceção.
A secretária de Cultura e irmã do deputado federal Aureo Ribeiro (SDD), Danielle Barros, também ficou fora da lista de mudanças. Nos bastidores, a avaliação é de que, embora seja fruto de uma indicação política, ela e Ricardo Couto mantêm boa relação.
E se a Cultura é vista como uma exceção positiva, a Educação caminha na direção oposta.
A Secretaria estadual de Educação voltou ao centro dos holofotes após a investigação da Polícia Federal apontar que o deputado preso Thiago Rangel (Avante) negociava vagas na pasta.
Agora, a dificuldade do governador é encontrar alguém disposto a sentar na cadeira do “campo minado”.

