Presidente estadual do PSD, o deputado federal Pedro Paulo já decidiu que prefere disputar uma cadeira do Senado nas eleições de outubro. Agora só falta combinar com os russos — ou melhor, com o pré-candidato a governador e estrela do partido, Eduardo Paes.
O ex-prefeito, que de bobo não tem nada, quer usar a vaga para atrair novos aliados — e lembra que ainda tem “gente grande” à deriva, como o Republicanos. Mas quer manter o seu eterno braço-direito como um plano B — que estará à disposição, caso não feche parceria com ninguém.
O problema é que a indefinição só prejudica uma única pessoa: o próprio Pedro Paulo.
Enquanto não começar a pré-campanha ao Senado, o moço só vai perdendo terreno na disputa. E o pior, também começa a prejudicar o projeto de reeleição — caso Paes prefira dar a vaga a algum aliado.
As bases eleitorais de Pedro Paulo já começam a ser atacadas por outros pré-candidatos — alguns, até de seu próprio partido.
Entre os adversários, candidaturas em crise podem favorecer Pedro Paulo
No campo adversário, a principal pré-candidatura ao Senado entrou em crise.
As pesquisas de intenção de votos revelam uma queda de popularidade do ex-governador Cláudio Castro (PL), intensificada pelas ações e críticas do governador em exercício, Ricardo Couto — com suas exonerações, sindicâncias e o congelamento de gastos.
A operação de busca e apreensão conduzida pela Polícia Federal em endereços do ex-governador, na semana passada, agravou a situação e a turma da direita já dá como certa a substituição do candidato.

