O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) indeferiu, em decisão liminar, o pedido do PDT para garantir o voto secreto na eleição da presidência da Assembleia Legislativa (Alerj). A decisão da desembargadora Suely Lopes Magalhães manteve a autonomia da Casa para definir o rito de escolha do novo presidente.
No mandado de segurança, o partido argumentava que a adoção do voto secreto seria necessária para assegurar a independência dos parlamentares, citando possíveis riscos de retaliação política. No entanto, o tribunal entendeu que a definição entre voto aberto ou secreto é uma questão interna da Alerj e, portanto, não cabe intervenção do Judiciário.
Votação aberta levará a novo boicote do grupo de Paes
O líder do PDT, Vitor Júnior, foi escolhido pelo grupo de Eduardo Paes (PSD) para disputar a presidência da Casa — mas só se o voto fosse secreto. Agora que está decidido que será aberto, a oposição à candidatura de Douglas Ruas (PL) planeja novo boicote à eleição, retirando-se do plenário durante a votação.
A eleição para a presidência da Alerj está marcada para esta sexta-feira (17), às 11h. O pleito anterior, realizado em 26 de março e que havia eleito Douglas Ruas para o cargo, foi suspenso pela Justiça do Rio. Na ocasião, a oposição também boicotou a votação.

