O ex-presidente da Cedae Saúde Eric Gualberto e o ex-diretor financeiro da Cedae Antônio Carlos dos Santos se tornaram sócios do Amora Futebol Clube, equipe da segunda divisão portuguesa, em agosto de 2025. Os dois aparecem em uma auditoria do governo do estado que identificou indícios de desvios superiores a R$ 400 milhões na gestão da entidade de assistência médica entre 2023 e 2026.
O levantamento identificou que quatro empresas ligadas a uma offshore atribuída a Gualberto, nas Ilhas Virgens Britânicas, receberam R$ 95 milhões durante o período em que ele presidiu a entidade.
As investigações também apontaram pagamentos de quase R$ 50 milhões a empresas de tecnologia e despesas médicas atribuídas ao ex-governador Cláudio Castro (PL), que não era funcionário da companhia.
Departamento de TI recebeu R$ 48 milhões, mas só tinha um funcionário
A auditoria identificou transferências de R$ 48 milhões às empresas ZIL Projetos Ltda. e T7 entre junho de 2023 e junho de 2026. Os auditores também questionaram os valores destinados à área de tecnologia diante da estrutura encontrada na Cedae Saúde.
Segundo o relatório, a sala de TI da entidade tinha apenas um computador e um funcionário, contratado como jovem aprendiz.
O levantamento apontou ainda que a antiga gestão transferia à Cedae Saúde recursos superiores aos necessários para manter a operação. Diante das irregularidades identificadas, a atual administração informou ter suspendido os pagamentos às duas empresas.
O relatório será encaminhado aos órgãos responsáveis pelas investigações.
Cláudio Castro acumulou dívida de R$ 140 mil
Outra frente da apuração envolve Cláudio Castro. Documentos obtidos pela “TV Globo” mostraram que o então governador foi incluído como beneficiário do plano de assistência médica da Cedae Saúde, apesar de nunca ter sido funcionário da companhia.
De acordo com a atual gestão, Castro acumulou uma dívida de R$ 140 mil com o plano.
O que dizem os citados
Em nota, o ex-governador afirmou que nunca solicitou a adesão ao benefício. Segundo ele, a própria diretoria da Cedae Saúde informou que tinha direito à assistência médica e entregou a carteirinha para utilização dos serviços.
Castro também declarou que nunca recebeu boletos ou cobranças mensais e que só tomou conhecimento do débito cerca de uma semana antes de se manifestar. Ele afirmou que pagará os R$ 140 mil cobrados.
A defesa de Eric Frederik Gualberto repudiou as acusações e afirmou que o ex-presidente da Cedae Saúde foi o principal prejudicado pela situação. Segundo os advogados, ele foi afastado do cargo sem a oportunidade de se defender.
Sua defesa também questionou a legalidade e a imparcialidade da auditoria e informou que adotará as medidas judiciais cabíveis.
Com informações do portal “g1”.
























































