Na operação de outubro de 2022, Jefferson reagiu com disparos de fuzil e lançamento de granadas contra os policiais. Villela foi atingido na cabeça, mas conseguiu se afastar e se reunir com a equipe. Outros dois agentes também ficaram feridos.
Delegado afirmou que Roberto Jefferson agiu de forma premeditada
Jefferson admitiu ter feito cerca de 50 disparos e lançado três granadas, mas afirmou que não tinha intenção de machucar os policiais. Villela, por sua vez, declarou que o ex-deputado agiu de forma premeditada e com intenção de matar. Jefferson se entregou cerca de oito horas depois da chegada da PF.
Após a operação, Jefferson pagou o conserto de uma viatura atingida pelos disparos, no valor de R$ 39,5 mil. A perícia identificou 42 marcas de tiros no veículo.
A remadora brasileira campeã pan-americana Rie Luiana Nagasako, de 48 anos, morreu nesta sexta-feira (9). Ela estava internada desde quinta-feira (8) depois de um acidente na altura do Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. Rie foi campeã de Va’a, uma modalidade de canoagem havaiana, no ano passado. Ela também conquistou medalha de bronze na categoria sprint no Campeonato Mundial da categoria.
Rie, que fundou o clube Barra Va’a e o Projeto Somar, estava dando uma aula de canoagem quando caiu na água. A remadora, segundo testemunhas, tentou salvar seus alunos, orientando-os a virar suas canoas para um ponto mais seguro, mas acabou perdendo o equilíbrio. Ela foi levada pela correnteza e resgatada em alto-mar pelo Corpo de Bombeiros por volta de 7h.
Após o acidente, a atleta teve que ser levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, de helicóptero.
Em tempos de vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno das eleições de 2026, um movimento tem ganhado força nas redes sociais: o da volta do Estado da Guanabara. Mas, dessa vez, as propostas são de expansão e pretendem incluir Niterói, criar um muro para separar São Gonçalo e a Baixada Fluminense — onde Ruas ganhou — e declarar Eduardo Paes (PSD) o Aiatolá do Estado da Guanabara.
O abaixo-assinado que pede a separação e a inclusão de Niterói já acumula mais de três mil assinaturas dos nostálgicos que sonham em reviver os marcos de quando a cidade do Rio de Janeiro era um estado. Um perfil nas redes sociais chamado Guanabara Livre defende constantemente a independência do Estado da Guanabara e é seguido, inclusive, por Eduardo Paes.
Na internet, o movimento virou uma espécie de resistência irônica, para não depender das escolhas de moradores da Baixada, de São Gonçalo e do interior — redutos majoritariamente de direita. Antes da retotalização dos votos, Eduardo Paes tinha 52,52% dos votos na cidade do Rio, comparado aos 40,05% de Douglas Ruas. Em Niterói, o cenário se repetiu.
No meio disso tudo, o mais recente derrotado na disputa pelo governo do estado — do Rio — é o novo queridinho dos que querem o retorno da Guanabara e tem sido chamado de Aiatolá Eduardo Paes.
Em um universo alternativo, quem sabe, ele finalmente seja declarado governador.
Um jornalista atento, convidado para a entrevista coletiva do governador eleito Douglas Ruas (PL) nesta quinta-feira (08), ficou curioso com um detalhe na sede do partido: um wind banner estrategicamente posicionado encobria parte da fotografia de figuras ilustres do PL.
Observador, o sujeito foi checar. E viu que atrás da bandeira estava… o ex-governador Cláudio Castro.
O ex-presidente Jair e a senadora eleita Michelle Bolsonaro, assim como o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, continuavam visíveis.
Já Castro acabou parcialmente fora de cena, pelo menos na decoração.
Coincidência, descuido na montagem ou sinal dos novos tempos?
Na política, até a posição de um banner rende interpretações.
A 2ª Vara da Comarca de Japeri liberou a Câmara do município a retomar o julgamento que pode resultar na cassação da prefeita Fernanda Ontiveros (PT). Uma decisão judicial proferida nesta sexta (09) negou o mandado de segurança impetrado pela prefeita e revogou a medida liminar que suspendia o processo de cassação na Câmara.
Com isso, a Câmara de Japeri marcou uma sessão extraordinária para este sábado (10), às 14h, para seguir a análise da acusação de infração político-administrativa contra a prefeita.
Justiça não viu ilegalidades no processo
Na ação, a defesa da prefeita apontava supostas nulidades no rito adotado pelo presidente da Câmara, vereador Rogerinho RR. A chefe do Executivo alegava descumprimento do Regimento Interno, criticando a ausência de pareceres prévios do Conselho de Ética e das Comissões Permanentes antes da votação da cassação em plenário.
A justiça, no entanto, não identificou erros que justificassem a suspensão do processo e disse que o rito de cassação seguiu a legislação vigente. A decisão se alinha ao parecer final do Ministério Público do Rio (MPRJ), que se manifestou pela revogação da liminar e pela denegação da segurança ao constatar que a Câmara garantiu o devido processo legal e o exercício da ampla defesa.
Prefeitura de Japeri e vice são acusados de desvio de finalidade
Fernanda Ontiveros e o vice-prefeito Carlos Januário (Solidariedade) respondem na Câmara de Japeri por supostos desvios de finalidade.
Entre as denúncias está o suposto uso da máquina pública para fins eleitorais durante a inauguração do CIEP 401, quando, segundo a denúncia, o vice-prefeito teria pedido votos para a irmã da prefeita durante um evento oficial.
Outro ponto da representação envolve a empresa Construflex, investigada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e pelo Ministério Público por suspeitas de fraudes em licitações e falsificação de assinaturas de servidores. De acordo com a denúncia, a administração municipal teria agido com conivência ao firmar um aditivo contratual que manteve a empresa prestando serviços à prefeitura.
A favela Santa Marta, em Botafogo, foi o local escolhido pelo deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) para buscar eleitores que não votaram no primeiro turno das eleições, quando 33,4 milhões de pessoas se abstiveram de votar em todo o país. O petista montou uma banquinha e ofereceu café para conversar com indecisos. Freixo disse ter encontrado eleitores que admitiram a possibilidade de votar no presidente Lula (PT) no segundo turno.
“A política precisa voltar a conversar com as pessoas, sem arrogância e sem achar que já sabe todas as respostas. Quem não votou no primeiro turno também tem que ser ouvido. A gente quer entender o que afastou essas pessoas das urnas e mostrar que a escolha do segundo turno tem consequências concretas para a vida de cada um”, afirmou Freixo.
Morador do bairro, Maicon de Menezes, de 32 anos, disse que gostou da ideia:
“Eu não votei no primeiro turno porque estava desanimado com a política. Parece que os políticos só aparecem quando precisam da gente. Mas essa conversa é importante. Estou pensando em votar no Lula porque acho que a gente precisa olhar para quem mais precisa”.
Para Freixo, a mobilização passa por recuperar a confiança na política e mostrar que a participação eleitoral não se resume ao dia da votação.
“Ninguém muda de ideia porque recebe uma ordem ou escuta um discurso pronto. É conversando, ouvindo e respeitando a história de cada pessoa que a gente pode reconstruir essa relação. Cada voto importa, mas, antes de tudo, cada pessoa precisa sentir que sua voz tem valor”, disse o deputado.
A vereadora Maíra do MST e a deputada estadual Marina do MST, ambas do PT, encaminharam ofícios a autoridades de segurança e ao Ministério Público para pedir a investigação de ameaças contra a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, e a participantes de uma manifestação estudantil prevista para esta sexta-feira (09).
As parlamentares afirmam ter recebido capturas de tela de conversas em grupos de WhatsApp “pró-Bolsonaro” com mensagens que mencionam incêndios, armas brancas e possíveis ataques a manifestantes.
Grupo “DIREITA BRASIL – NITERÓI”, onde integrantes teriam supostamente organizado ataques direcionados aos estudantes da UFF – Foto: Reprodução/Denúncia ao MPF
Os documentos foram enviados na quinta-feira (08) à Polícia Federal, à secretaria de estado de Polícia Civil, à Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Rio (MPRJ) e à Reitoria da UFF. As parlamentares pedem a identificação dos autores das mensagens e a adoção de medidas preventivas para evitar possíveis ataques.
Mensagens mencionam tentativa de incêndio na UFF
Em um grupo de WhatsApp chamado “Juntos com Bolsonaro”, um participante identificado nas capturas como Nikolas escreveu: “tô conversando com o Flávio e vamos tacar fogo na UFF”. Em seguida, outro integrante respondeu: “Partiu p*rraaa”.
Na mesma conversa, um participante identificado como Renan publicou uma lista intitulada “LISTA INCENDIAR A UFF DE MADRUGADA”, à qual pelo menos outros dois integrantes teriam acrescentado seus nomes.
Integrates do grupo “Juntos com Bolsonaro” sugerem “tacar fogo na UFF” – Foto: Reprodução/Denúncia ao MPF
Embora uma das mensagens mencione o nome Flávio, o conteúdo apresentado nos documentos não permite confirmar se a referência é ao senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, ou a outra pessoa com o mesmo nome.
As capturas de tela foram anexadas aos ofícios pelas parlamentares. A autoria das mensagens e a eventual intenção de concretizar as ameaças ainda precisam ser apuradas.
Parlamentares do PT pedem reforço na segurança
Nos ofícios, Maíra e Marina solicitam a abertura de procedimentos investigatórios, a identificação dos responsáveis pelas mensagens e a preservação de registros das conversas junto à Meta, empresa responsável pelo WhatsApp.
À Polícia Federal, as parlamentares pedem que sejam apuradas as ameaças contra a UFF e uma eventual relação com episódios semelhantes em outras universidades federais. À Polícia Civil, solicitam investigação sobre as mensagens relacionadas ao ato estudantil, além da apuração de ameaças dirigidas à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O documento também pede articulação entre as forças de segurança para prevenir possíveis ataques durante a manifestação em Niterói, com atenção à presença de menores de idade entre os participantes.
A gigante americana Live Nation, proprietária do Ticketmaster e acionista majoritária do festival do Rock in Rio, pretende aumentar ainda mais sua participação no mercado de entretenimento no Rio. A empresa assinou acordo preliminar para comprar a Farmasi Arena, na Barra Olímpica, na Zona Sudoeste. Atualmente, o espaço pertence à empresa francesa GL Events, operadora do Riocentro e do Distrito Anhembi, em São Paulo.
A Live Nation está crescendo sua participação no mercado brasileiro. Um de seus principais negócios é a construção de uma arena orçada em R$ 1,5 bilhão em São Paulo. Em relação à Farmasi, as empresas americana e francesa assinaram um trato há menos de suas semanas. O documento prevê a compra de todos os ativos, contratos e licenças, entre eles o direito de concessão, que vale até 2046. A negociação foi primeiro noticiada pelo site InvestNews e confirmada pela coluna Capital.
A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Farmasi, originalmente chamada de Arena da Barra ou Rio Arena, foi construída para receber competições esportivas dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e tem capacidade para 18 mil pessoas. Hoje, é um dos principais espaços de shows no Rio. Uma reforma está prevista caso o negócio seja fechado. Valores não foram divulgados ainda.
Com informações da coluna Capital, do jornal “O Globo”
O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) determinou que a Prefeitura de Japeri, gerida por Fernanda Ontiveros (PT), comprove a regularização ou devolva R$ 489.021,99 à conta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A cobrança ocorre após o Tribunal identificar a falta do dinheiro durante a análise das contas municipais de 2024.
A decisão foi assinada nesta quinta-feira (08) pela conselheira substituta Andrea Siqueira Martins. Segundo o TCE, a prefeitura já havia sido notificada para recompor o saldo, mas não apresentou a comprovação exigida dentro do prazo de 180 dias estabelecido anteriormente.
Agora, o ressarcimento deverá ser feito com dinheiro de outras fontes do orçamento municipal, e não com verbas do Fundo. A medida busca restabelecer o equilíbrio financeiro da conta e garantir que os recursos destinados à educação básica sejam usados exclusivamente nessa finalidade.
O ex-governador Cláudio Castro teria utilizado de forma irregular R$ 140 mil do programa de assistência aos empregados da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), a Cedae Saúde, segundo auditoria encomendada pelo governo do estado.
Castro nunca foi funcionário da Cedae, o que descaracterizaria o objetivo do programa. Segundo a atual administração da Cedae Saúde, o ex-governador já foi notificado para quitar o débito. O plano foi cancelado em agosto, após um ano e meio de inadimplência.
Incluído como associado irregularmente
De acordo com documentos obtidos pela TV Globo, Cláudio Castro foi incluído como associado na rede de assistência médica dos funcionários da Cedae durante a gestão do ex-diretor-presidente Eric Gualberto, demitido em junho deste ano.
A revelação é mais um desdobramento da auditoria realizada pela empresa Grant Thornton, com acompanhamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Cedae.
O relatório apontou que quatro empresas ligadas a uma offshore atribuída ao ex-presidente da Cedae Saúde receberam R$ 95 milhões durante sua gestão. Os documentos da auditoria serão encaminhados ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo o governo estadual, a investigação começou após a exoneração de Gualberto. Ao assumir, a nova diretoria informou ter identificado a exclusão de arquivos com nomes de fornecedores e registros contábeis referentes ao período entre dezembro de 2023 e abril de 2026, que corresponde à gestão do ex-presidente. Os auditores conseguiram recuperar os dados.
Em nota à Globo, Castro afirmou que nunca solicitou adesão ao plano de saúde da Cedae Saúde. Segundo o ex-governador, a própria diretoria da entidade o informou de que ele tinha direito ao benefício e lhe entregou a carteirinha para utilizar os serviços.
Sobre a dívida de R$ 140 mil, Castro disse que nunca recebeu boletos ou cobranças mensais e que só tomou conhecimento do débito há cerca de uma semana. Ele afirmou ainda que fará o pagamento do valor cobrado pela entidade.
Prestes a deixar a Alerj após cinco mandatos para ser primeiro suplente do reeleito senador Carlos Portinho (PL), o deputado estadual Samuel Malafaia (PL) pode ser condecorado, em breve, com a Medalha Tiradentes. Guilherme Delaroli (PL), vice-presidente da Casa, propõe conceder a maior honraria do Legislativo fluminense para o colega.
A homenagem será votada na próxima quarta-feira (14).
Aos colegas, Delaroli disse que pesou para sua decisão de homenagear Malafaia o fato de o colega ter tido uma passagem íntegra nos 20 anos em que esteve na Alerj e também a facilidade com que construiu amizades, nos mais diferentes campos políticos e ideológicos.
No projeto de resolução em que defende a concessão da medalha, Delaroli exalta a “notável trajetória de vida” e a “relevante atuação parlamentar” de Samuel Malafaia.