O Diário Oficial desta terça-feira (14) trouxe a publicação de um decreto assinado pelo governador em exercício Ricardo Couto, que eleva o poder da segurança institucional na máquina pública fluminense. A partir desta semana, o secretário de Estado do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Lisandro Leão, passa a responder formalmente pelo expediente do Instituto Rio Metrópole (IRM).
A intervenção direta do chefe do GSI no IRM ocorre em caráter de urgência. Na última semana, o Ministério Público do Rio (MPRJ) deflagrou a Operação Ouroboros, que jogou luz sobre um esquema de corrupção estimado em R$ 86 milhões em contratos ilegais dentro da autarquia.
Alvo da operação, o então presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, o Didê, acabou preso junto a outras quatro pessoas, como o procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva e integrantes da família do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL).
Um GSI cada vez mais empoderado
A nomeação de Roberto Lisandro Leão para acumular o comando do expediente do IRM evidencia um movimento político claro: com a chancela de Ricardo Couto, o GSI passa a atuar como uma espécie de “bombeiro” no Palácio Guanabara, assumindo áreas sensíveis e desgastadas por escândalos.
COM FABIO MARTINS.


