Durante anos, investir em edifícios comerciais no Centro do Rio parecia uma aposta de alto risco. Com empresas migrando para a Barra da Tijuca e para a Zona Sul, a região perdeu protagonismo no mercado corporativo. Agora, porém, o cenário começa a dar sinais de mudança, impulsionado por novos investimentos em retrofit e pela busca de empresas por escritórios mais competitivos.
Um dos exemplos é a Construtora Internacional, que há mais de três décadas concentra seus investimentos em edifícios comerciais na região central da cidade. Somados, dois de seus principais projetos representam cerca de R$ 240 milhões em investimentos.
O maior deles é o retrofit do Edifício Aliança da Bahia, que recebeu aproximadamente R$ 140 milhões entre aquisição e obras. Outro empreendimento é a antiga sede do Banco Boa Vista, prédio projetado por Oscar Niemeyer, que será revitalizado com investimento estimado em R$ 100 milhões.
A expectativa do mercado é de que o Centro volte a ganhar força como destino de grandes empresas. Entre os fatores apontados estão a escassez de grandes lajes corporativas na Zona Sul, os custos mais baixos dos escritórios na região central e as iniciativas de revitalização urbana.
O aluguel médio de um edifício corporativo de alto padrão no Centro gira em torno de R$ 96 por metro quadrado, enquanto imóveis semelhantes na Zona Sul chegam a aproximadamente R$ 320 por metro quadrado.
O movimento já começa a aparecer na ocupação de edifícios da região. Empresas como a Dataprev e o Nubank estão entre as companhias que ampliaram ou transferiram operações para o Centro nos últimos anos.
A estratégia da Construtora Internacional vai na contramão de parte do mercado imobiliário, que tem apostado na conversão de prédios comerciais em empreendimentos residenciais, impulsionada pelo programa Reviver Centro. A empresa, no entanto, segue investindo no segmento corporativo.
Apesar da perspectiva de recuperação, a retomada ainda ocorre de forma gradual. A empresa informa que a taxa de vacância de seu portfólio de edifícios comerciais permanece em torno de 40%, indicando que ainda há espaço para novos ocupantes.
Com informações do portal Metro Quadrado

