O único consórcio a apresentar proposta no leilão da Supervia ainda precisa esperar a conclusão do processo de licitação — em etapa marcada para 25 de fevereiro. Mas já tem planos para a operação dos trens urbanos do Rio. A ideia é contratar o Grupo Barraqueiro, o maior operador ferroviário de Portugal; e a MPE Engenharia, que já atuou no metrô de São Paulo.
Batizado no Rio como Nova Via Mobilidade, o consórcio é formado por fundos de investimentos com cotistas estrangeiros e brasileiros e voltados ao setor de transportes, o Nova Via Fundos de Investimento, Participação e Multiestratégia; e o Magna Fundo de Investimento e Participações. A estimativa da contratação era de R$ 660 milhões, e a empresa ofereceu um desconto de 0,06%.
Quem são os prováveis futuros operadores da Supervia
O Grupo Barraqueiro foi fundado em 1915. Liderado por Humberto Pedrosa, é o maior operador privado de transportes em Portugal, com presença no Brasil e Angola, empregando cerca de nove mil pessoas e gerindo mais de 4.500 veículos rodoviários, ferroviários e fluviais. Especializado em mobilidade integrada, destaca-se pela expertise em operações ferroviárias, pioneiras no setor privado português. O grupo atua no Brasil há mais 15 anos por meio de concessões de transporte por ônibus nas regiões Norte e Nordeste.
Já a MPE Engenharia tem atuação diversificada em transporte metroferroviário, aeroportuário, hospitalar e portuário. No setor metroferroviário, está em diferentes capitais, na manutenção de trens, sinalização, energia, telecomunicações e estações, abrangendo rotinas corretivas, preventivas e preditivas. Em São Paulo prestou serviços, por anos para o Metrô de São Paulo e para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Atuou as áreas de construção e implantação de sistemas fixos e móveis incluindo sinalização e energia metroferroviária.

