Deu em edição extra do Diário Oficial editada na noite desta terça-feira (10): o deputado Chico Machado (SDD) foi substituído na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (Alerj) pela correligionária Sarah Pôncio. A troca já estava sendo esperada. O deputado disse, ao microfone do plenário, “entender perfeitamente” se fosse substituído. Não deu outra.
Nos corredores, o comentário é que a troca seria uma consequência da declaração que Chico Machado deu na semana passada — quando defendeu o voto secreto na eleição indireta para governador do Rio. O governo, claro, prefere o voto aberto (até para saber como cada deputado votou).
A CCJ será a principal responsável por estabelecer as regras da primeira eleição indireta da Alerj quando Cláudio Castro (PL) renunciar para disputar o Senado. Sarah Pôncio, que era a suplente do Solidariedade na comissão, foi promovida a titular.
Quem também pagou pela verve (nem sempre em bom tom) foi o deputado Vinicius Cozzolino, do União Brasil. Na mesma edição do Diário Oficial, ele perdeu a vaga de suplente na CCJ para Marcelo Dino, do mesmo partido.
Na sessão desta terça-feira, Cozzolino bateu boca com Alexandre Knoploch, da tropa de choque do PL. No calor de uma discussão em torno da criação da CPI dos Incêndios, Knoploch disse que não conhecia o colega “como nada” e que ele estaria “encachaçado” pelo prefeito Eduardo Paes (PSD). No troco, o deputado do União Brasil disse que o coleguinha teria sido “chuchucalizado” pelo presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil) e atacou a família do oponente.
Depois do festival de amabilidades, Cozzolino acabou levando a pior.



