O talvez futuro ex-integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado Chico Machado (SDD), comentou no plenário desta terça-feira (10) sobre as possíveis consequências da declaração que deu na semana passada — quando defendeu o voto secreto na eleição indireta para governador do Rio.
O comentário colocou sua permanência na CCJ, a comissão mais importante do parlamento, em debate. O colegiado será responsável por definir as regras da eleição indireta para governador quando Cláudio Castro (PL) renunciar para disputar o Senado.
E a fala de Chico defendendo o voto secreto entre parlamentares gerou questionamentos sobre seu alinhamento dentro da comissão. A deputada Sarah Poncio (SDD) já é cogitada para ocupar sua vaga.
Machado afirma que teria se ‘equivocado’ na defesa do voto secreto, mas que entenderá se for substituído na CCJ
Em plenário, ele explicou que sua defesa do voto secreto partiu de um equívoco sobre precedentes em outros estados.
“Eu falei aquilo imaginando que tinha sido copiado na íntegra o que tinha acontecido em Alagoas. Depois, Luiz Paulo (PSD) me explicou que lá o voto foi aberto. Hoje eu sei que na Bahia também. Eu não sabia disso”, disse.
Chico Machado deixou claro que, para ele, “se o voto vai ser aberto ou fechado, não faz diferença”, mas “entende perfeitamente” se for substituído na CCJ.
“Se isso for o motivo da minha saída da CCJ, eu entendo perfeitamente. Faz parte da política”, afirmou.
E sobre suas relações pessoais, o deputado reafirmou que manterá amizade com o presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), e que, para ele, “uma coisa é a pessoa, outra coisa é a política”.

