Um caminhão de pequena carga enguiçou nesta segunda (31) na Serra de Itaipuaçu. O local onde o veículo quebrou foi na região da via conhecida como “cotovelo”, que é a divisa entre os municípios de Niterói e Maricá, na região da Serra da Tiririca.
Em um vídeo que circula pelo WhatsApp, é possível ver que há pessoas foram obrigadas a passar a pé pelo tracho.
Em outra imagem, um carro não consegue passar pela região porque a via ficou completamente obstruída na área.

Moradores afirmam que caminhoneiros não respeitam proibição
Quem mora em Itaipuaçu e usa a via para fazer o deslocamento entre Niterói e Maricá afirma que a sinalização existente no local que proíbe a passagem de caminhões pela via é constantemente desrespeitada. Uma delas, a escritora Roberta de Souza, comentou já ter testemunhado uma situação que, por pouco, não se tornou um acidente envolvendo um veículo deste porte.
“Certa vez, estava indo a Niterói e quando estava descendo, chegando em Itaipu, vi um caminhão guincho subindo. Na hora, pensei sobre o risco se esse caminhão, por exemplo, perdesse o freio. Dito e feito. Ele perdeu o freio e um carro que estava atrás precisou fazer a ré e efetuar um desvio em cima do laço. Se o motorista não fizesse isso, seria um acidente grave na certa”, comentou Roberta.
Ela não é única que denuncia o descumprimento da sinalização por parte de caminhoneiros. Um grupo de WhatsApp formado por quem reside em Itaipuaçu faz esta queixa com frequência há tempos, mas reclamam que não são ouvidos. O TEMPO REAL RJ teve acesso a uma foto onde um motorista flagrou um caminhão passando pela via.

A reportagem entrou em contato com o Departamento de Estradas e Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) e com a Polícia Militar para um posicionamento. A polícia não retornou os contatos. Já o DER-RJ informou que era necessário saber a placa do caminhão para saber se, porventura, ele tinha autorização para passar pela via.
A Prefeitura de Niterói que a NitTrans implantou sinalização nas vias municipais de acesso, com placas informando a proibição de circulação de caminhões e ônibus em direção à serra. Mas ressaltou que a estrada “continua sendo de domínio estadual, sob responsabilidade do DER-RJ”.
O Instituto Estadual do Meio Ambiente, o Inea, “não identificou, no Plano de Manejo do Parque Estadual da Serra da Tiririca, norma que estabeleça limite de porte, peso ou dimensões de veículos, ou que proíba especificamente o tráfego de veículos de grande porte na Estrada da Serrinha. O Plano de Manejo reconhece a Estrada Gilberto Carvalho (Estrada da Serrinha) como inserida integralmente na Zona de Conservação da unidade de conservação. Assim, eventual restrição ao tráfego em razão do porte, peso ou dimensões dos veículos não decorre, pelo que consta no Plano de Manejo, de norma ambiental da unidade, devendo ser verificada no âmbito da regulamentação de trânsito e da gestão da própria via”.























































