Com a vista privilegiada do Morro Dois Irmãos, o pôr do sol e a oferta de bares, restaurantes e espaços para eventos, o Vidigal, comunidade na Zona Sul do Rio, conquistou espaço no roteiro turístico da cidade. Mas, por trás das paisagens que encantam visitantes, um problema recorrente ameaçava a experiência de quem escolhia a região como destino: a falta de água. Um novo sistema de abastecimento, implantado pela concessionária Águas do Rio, busca mudar esse cenário e dar mais segurança aos negócios que movimentam a economia local.
Para hotéis, pousadas, imóveis de temporada, bares e restaurantes, a falta d’água vai muito além de um transtorno cotidiano. O problema significou hóspedes sem banho, cozinhas com o funcionamento comprometido, festas prejudicadas e avaliações negativas dos visitantes. Em um destino que recebe cada vez mais turistas, a regularidade do abastecimento também se tornou parte importante da experiência.
Sócio e diretor do Mirante do Arvrão, Daniel Graziane acompanha há mais de dez anos a transformação do Vidigal em destino turístico. À frente de um empreendimento que reúne hospedagem, gastronomia e eventos, ele conhece de perto os impactos da dificuldade de acesso à água sobre os serviços oferecidos a visitantes brasileiros e estrangeiros.
“Antes, vendíamos uma hospedagem, um evento ou uma experiência gastronômica, mas convivíamos com uma insegurança muito grande em relação à falta de água. Já tivemos uma festa de Réveillon afetada por esse problema, o que gerou avaliações muito negativas. Para o turista, não importa se a responsabilidade é do estabelecimento ou da infraestrutura. Tudo faz parte da experiência que ele viveu no Vidigal”, disse Daniel.

A dimensão desse desafio acompanha o crescimento do turismo na comunidade. No primeiro semestre de 2026, o Vidigal registrou cerca de 193 mil visitas turísticas, segundo dados do Observatório de Turismo Carioca. O fluxo de visitantes alimenta uma cadeia que vai muito além dos empreendimentos mais conhecidos: envolve guias, mototaxistas, bares, restaurantes, pequenas pousadas e moradores que passaram a oferecer quartos ou imóveis para hospedagem.
Infraestrutura que impulsiona o turismo
Nesse contexto, a melhoria do abastecimento representa uma expectativa de mais estabilidade para quem vive do turismo. Com a água chegando de forma mais segura, os estabelecimentos ganham melhores condições para receber o público, manter os serviços e fortalecer uma atividade que gera renda para diferentes setores da comunidade.
Para reforçar o abastecimento no Vidigal, a Águas do Rio, concessionária da Aegea, implantou duas estações elevatórias, cerca de 1,6 quilômetro de novas redes e um reservatório com capacidade para 230 mil litros de água, em um investimento de aproximadamente R$4 milhões. A nova estrutura amplia a capacidade de levar água principalmente às partes mais altas da comunidade e beneficia mais de 30 mil moradores.
Renan Mendonça, diretor executivo da concessionária, destaca que ampliar o acesso ao saneamento também cria condições para o desenvolvimento da economia local.
“Ter água todos os dias na torneira transforma a rotina de uma comunidade. Além de melhorar a qualidade de vida dos moradores, a regularidade no abastecimento cria melhores condições para o funcionamento do comércio, dos restaurantes, das pousadas e de outros serviços que movimentam a economia local. O Vidigal reúne milhares de pessoas que moram, trabalham e empreendem na comunidade e também recebe visitantes de diferentes lugares do mundo, fazendo do turismo uma importante fonte de geração de renda e oportunidades. Garantir água todos os dias para cerca de 30 mil pessoas é fortalecer essa dinâmica e criar melhores condições para o desenvolvimento das comunidades”, disse o diretor.
Da fila no poço à hospedagem de turistas
Se para os empreendedores a falta de água representava um risco para os negócios, para quem vive no Vidigal há décadas, o problema faz parte de uma história antiga. Aos 71 anos, Maria das Neves Pereira conhece de perto as dificuldades provocadas pela escassez. Moradora da parte alta da comunidade, ela chegou à comunidade aos 17 anos e lembra de quando precisava buscar água na nascente e enfrentarva, ainda de madrugada, a fila do poço.
Há 12 anos trabalhando com hospedagem, Maria também acompanhou como a falta de água passou a afetar a rotina de quem recebe visitantes. A dificuldade, que antes fazia parte do cotidiano dos moradores, também podia comprometer o conforto dos hóspedes e a experiência de quem escolhia o Vidigal para se hospedar.
“Os hóspedes não conhecem a experiência de quem mora na favela. Eles vêm para curtir o que é bonito, que é a vista, e não sabem das dificuldades do dia a dia. Achavam um absurdo quando falávamos que era necessário economizar água. Agora, com a nova obra, temos água todos os dias. Depois que a Águas do Rio entrou, tivemos muitas melhoras e hoje não tenho mais essas reclamações”, disse a moradora.
A mudança dentro das casas também conversa com a expansão do turismo. Em uma comunidade onde moradores recebem visitantes, alugam quartos e imóveis e criam pequenos negócios voltados a quem chega, ter água com regularidade permite participar dessa cadeia econômica com mais segurança.
Comentários 14
Muita falta do que fazer de útil para a Cidade do Rio de Janeiro..
Triste isso , nós votarmos nesses imbecis para criarem mais bairros na Cidade .
O povo do Rio não quer mais bairros !
O povo quer bom atendimento nos Hospitais e UPAs , e Segurança para sairmos às ruas .
QUEREMOS UMA CIDADE SEGURA !
Quando não é isso é dando título de cidadão carioca ou medalha Pedro Hernesto.
Precisamos de segurança e imposto mais baixo , Jacarepaguá , recreio ,barra pede socorro
o novo bairro Merck deveria ser entre as Rua André Rocha e a Rua Mirataia, e pegando a Loja OBRAMAX
Um fato interessante sobre a zona sudoeste, muitos acham que poderia mudar e ter o nome baixada de Jacarepaguá. Acho que poderia ser zona sudoeste de Jacarepaguá. Ficaria muito bom. O termo baixada como já temos visto, baixada fluminense parece ser inferiorizando quem mora na baixada. Poderia ser zona fluminense. Zona sudoeste de Jacarepaguá. Muita gente fala não quero morar na baixada gosto da zona sul, norte. Oeste . Tirar a baixada e colocar zona fluminense seria uma forma de mostrar a valorização e não deixar uma palavra inferiorizando quem mora em lugares com menos investimentos.
AO INVES DE CRIAR MAIS BAIRROS, PODERIA FAZER UMA CLÍNICA DA FAMILIA, UMA UPA. UMA CRECHE PRA ATENDER MELHOR A POPULAÇÃO DO LOCAL E ADJACÊNCIAS.
Queria saber qual a finalidade disso.
Como assim a Mercknopeprou entr 74 e 2011? Ela ainda opera.
Boa Noite, realmente a Merck é uma empresa ou laboratório, muita gente diz moro na Merck. O conjunto de prédios tem nome de Bandeirantes dito pelos antigos moradores. Transformar em bairros lugares que só são lembrados seria a forma de localizar de forma rápida , quem deseja ser achado. Existem condomínios de casas fora os prédios que tem nome e atendendo como Taquara, rua general Miguel Ferreira entrada do cavalino. A pergunta é seria incluído também ? Isso afetará os investimentos na região. Somente a empresa e os prédios seria o novo bairro Merck. Ficaria as demais ruas fora dos prédios como Taquara.
AO INVÉS DE ESTAREM LUTANDO PRA MELHORAR A SAÚDE, LUTAR PRA ASFALTAR AS RUAS DOS BAIRROS DA ZONA OESTE, COMO POR EXEMPLO AQUI EM PEDRA DE GUARATIBA E OUTROS BAIRROS QUE DEVEM ESTA NA MESMA SITUAÇÃO.
ESTÃO PREOCUPADOS EM CRIAR SUB-BAIRROS, TROCAR OS BRT POR VLT, E OUTRAS IDÉIAS TRANSLOUCADA SEM SENTIDO.
É MUITA FALTA DE RESPEITO E DE RESPONSABILIDADE COM O DINHEIRO DO PAGADOR DE IMPOSTOS.
A Barra também tem seu poder aquisitivo alto, muita gente fala transformar em município, acho que ficaria quebrado demais os bairros e o direcionamento das verbas. Se fosse assim, zona sul poderia também se achar no direito de ser um município. O Rio já é bonito e nem sempre se pode fazer algo, pois poderia gerar outros bairros a fazerem o mesmo gerando um certo problema na gestão e reformulação.
A empresa Merck S.A. nunca fechou, funciona e vai muito bem.
Nossos vereadores estão desinformados. Eles precisam sair de seus gabinetes e visitar os bairros para saber do que a população precisa realmente. Cinco minutos na frente da empresa Merck S.A e verão que está em plena atividade com caminhões entrando e saindo a todo momento, a empresa nunca deixou de existir, muito pelo contrário, está a cada dia mais moderna e eficiente, produzindo bilhões de comprimidos.
Onde esse vereador se baseou p saber que isso é interesse do povo local ?! Peça lixeiras para as ruas que não EXISTE, melhore a iluminação pública, melhore a praça que quando chove vira uma piscina. Se estás c falta do que fazer, os moradores do local te ajuda.