Nestes tempos, em que Ministério Público fala em golpes de milhões para lá, e a Polícia Federal constata a lavagem de bilhões para cá, as campanhas eleitorais do Rio… enlouqueceram!
E encareceram.
Um político de quatro costados do PL disse ter ficado chocado quando foi procurado por um conhecido cabo eleitoral, de um município do interior do estado, com uma plano de ação para a sua campanha.
O moço, com atuação numa cidadezinha de 40 mil habitantes, estava cobrando R$ 250 mil pelo trabalho.
Mas não foi o único — nem o pior.
No outro extremo do espectro político, um petista relata uma experiência ainda mais desagradável. Um “especialista em angariar votos”, com base na Região Metropolitana, propôs um plano de trabalho de quatro meses de duração. Ao custo de… R$ 680 mil!
O detalhe é que a expectativa era que o moço conseguisse dois mil votos para o candidato!
Nas rodinhas dos políticos, as apostas são que a “inflação” é diretamente proporcional aos valores desviados nas fraudes bilionárias reveladas nos últimos tempos.
A levar em conta as recentes investigações, e a quantidade de dinheiro vivo apreendido nas ações de busca nos endereços dos suspeitos, os preços tendem a subir ainda mais.
Só um cabo eleitoral pediu o equivalente a metade de tudo que um candidato poderia gastar
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter, nas eleições de 2026, os mesmos limites de gastos de campanha adotados em 2022. A decisão da corte foi unânime.
Na prática (ou melhor, em tese), um candidato a deputado estadual no Rio só pode gastar até R$ 1.270.629,01. Se for a deputado federal, pode até esbanjar um pouco mais: R$ 3.176.572,53.
Isso prova que um cabo eleitoral que cobra R$ 680 mil só pode receber tanto dinheiro se o valor vier do famoso caixa 2 — quer dizer, do famoso caixa público ilegalmente surrupiado.



