O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu, nesta sexta-feira (10), liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União) e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto.
Ambos haviam sido presos pela Polícia Federal, em flagrante, na última terça-feira (07), durante as buscas feitas na 6ª fase da Operação Unha e Carne — que investiga a atuação de organizações criminosas violentas e suas conexões com agentes públicos no Estado do Rio de Janeiro.
Canella foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Federal encontrou um fuzil calibre 5,56 pertencente à Polícia Militar do Estado do Rio, dentro de um de seus carros; a defesa alega que a arma pertencia ao policial responsável por sua escolta.
Apesar de validar a legalidade das prisões em flagrante, o ministro entendeu ser possível substituir a prisão por medidas cautelares alternativas. Para saírem da cadeia, Canella e o policial deverão cumprir rigorosas condições: instalação imediata de tornozeleira eletrônica; recolhimento domiciliar obrigatório no período noturno e nos finais de semana; comparecimento semanal à Justiça e entrega dos passaportes; e a suspensão imediata de porte de armas.
O descumprimento de qualquer uma das regras resultará no retorno imediato dos investigados à prisão. O ministro fixou ainda o prazo de cinco dias para que a Polícia Militar do Rio de Janeiro preste esclarecimentos sobre a situação funcional dos envolvidos e a origem das armas.

