O município de Angra dos Reis avançou no índice de alfabetização de seus alunos: passou de 57%, em 2023, para 60,8% em 2024, superando tanto a meta nacional quanto a do estado do Rio de Janeiro.
Os dados são da Avaliação Alfabetiza-RJ, vinculada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), e indicam um crescimento de 6,67% no percentual de crianças alfabetizadas no município.
Entre as medidas adotadas pela rede municipal de ensino estão a criação de cantinhos de leitura nas escolas, a aplicação de avaliações de fluência em leitura do 2º ao 5º ano e a oferta de um cardápio permanente de atividades voltadas à promoção da leitura.
Angra dos Reis também se destaca por ser, ao lado da capital fluminense, o único município do estado com um estande próprio na Bienal do Livro, dedicado a receber alunos da rede pública local.
A Música Popular Brasileira deu o tom das manifestações de apoio à reeleição do presidente Lula (PT) no Rio de Janeiro neste domingo (18). Apoiadores que se reuniram na Candelária pela manhã ganharam reforço do cantor e compositor Chico Buarque, apoiador histórico de Lula. Durante a tarde, nomes como Caetano Veloso, Marina Sena, Ivan Lins, Chico César, Edu Krieger e João Bosco discursaram em Copacabana.
“A cultura brasileira, a música brasileira, resistindo contra as ameaças contra a democracia”, disse Caetano.
Chico Buarque fez a alegria dos estudantes que se reuniram para apoiar Lula na Candelária. Foto: Reprodução
Depois de cantar “Gente”, Caetano conclamou os jovens.
“A juventude é importantíssima nesse momento da nossa história, que a juventude se sinta representando a história brasileira”, afirmou.
Gabriel o Pensador subiu ao trio ao lado de Jota.Pê e defendeu o combate ao preconceito, ao machismo, ao nazismo e à violência armada.
“Todos os brasileiros deveriam repudiar isso. Botem livros na mão dessas crianças, tirem a arma da mão dessas crianças. Deixa o homem ter marido, deixa a mulher ter mulher. O que tem demais em ser o que quer?”, disse.
Frejat, João Barone e Léo Jaime também se reuniram no ato.
Por volta das 18h, as estações de metrô de Copacabana registraram com superlotação. Passageiros relataram, nas redes sociais, muitas dificuldades para embarcar.
Mais cedo, a manifestação pró-Lula foi no Centro
Estudantes e movimentos sociais se reuniram na manhã deste domingo (18) na Candelária, no Centro do Rio, para mais um ato da campanha “Estudantes com Lula”, organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE). O ato teve início às 11h e seguiu em caminhada até a Cinelândia, dando sequência à mobilização que a UNE mantém pelo país desde o início do mês em apoio à reeleição do presidente.
Chico Buarque saudou o público e parabenizou a UNE pela mobilização.
“Estamos aqui contra a truculência e contra a subserviência. Viva os estudantes, viva a democracia e viva o presidente Lula”, discursou Chico Buarque.
Para Bianca Borges, presidenta da UNE, o tamanho do ato confirma a força da campanha estudantil.
“É a prova de que a juventude decidiu virar esse jogo. Ter o Chico com a gente, reconhecendo essa mobilização, é emocionante e é combustível pra seguir até o dia 25”, afirma.
Para o grande ato nacional do dia 24, véspera do segundo turno, a UNE convoca estudantes de todo o país a pintarem o rosto de verde e amarelo, em referência direta aos caras-pintadas que tomaram as ruas em 1992 pelo impeachment de Fernando Collor — movimento no qual a própria UNE teve papel central.
O presidente Lula não compareceu aos atos porque passou o dia se preparando para participar do debate realizado pela Band, o primeiro do segundo turno.
Diante do alerta do deputado Luiz Paulo, TCE-RJ proíbe resgates que já drenaram R$ 81 milhões do Fundo de Privatização e manda notificar Cláudio Castro
Em uma decisão contundente, o Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) barrou o esquema de resgate antecipado de cotas do Fundo de Privatização do Estado. Atendendo parcialmente a uma denúncia do deputado estadual Luiz Paulo (PSD), a conselheira-relatora Marianna Montebello Willeman declarou ilegal o trecho do decreto estadual 48.717/2023 que liberava os pagamentos em dinheiro com um desconto fixo de 30%, contrariando a proibição fixada pela lei estadual 2.470/1995.
A medida paralisa novos pagamentos, mas deixa um rombo já consumado em banho-maria.
Três acordos quitados antes do freio de arrumação — envolvendo os escritórios Miranda Morais Sociedade Individual de Advocacia, SCP Consultoria Empresarial e Masters Business Administração — drenaram R$ 81.152.249,77 dos cofres públicos.
Com base na legislação sobre segurança jurídica e na presunção provisória de boa-fé de quem recebeu, o tribunal manteve esses valores preservados — por enquanto. No entanto, a conta pode sim voltar para o bolso dos beneficiários: se o Ministério Público, a Justiça ou o próprio governo comprovarem fraude, má-fé ou conluio, esses atos serão anulados e o dinheiro terá de ser devolvido ao erário.
Por trás dos repasses milionários, a fiscalização do TCE-RJ encontrou indícios de favorecimento e falta de critérios técnicos. O deságio de 30% aplicado aos acordos não surgiu de cálculos do mercado, mas sim de uma sinalização dada pelo próprio cotista maior do fundo ainda em 2020 — dois anos antes de o processo administrativo existir formalmente.
Além disso, os técnicos ignoraram opções muito mais vantajosas para o estado, como o desconto de 40% usado na negociação de precatórios. Em resposta às irregularidades, o tribunal mandou notificar o ex-governador Cláudio Castro e quatro servidores da Secretaria de Fazenda para que apresentem defesa no prazo de 30 dias.
O caso também foi remetido ao Ministério Público do Estado para apuração de eventuais ilícitos penais e improbidade.
Diante das suspeitas de mais de duas décadas, TCE-RJ recomenda devassa no fundo
Para além do decreto recente, o julgamento escancarou uma caixa de Pandora histórica na gestão do Fundo de Privatização. Diante de suspeitas que se arrastam há mais de duas décadas, a corte determinou a abertura de uma auditoria extraordinária para devassar as contas do fundo.
Entre as inconsistências sob investigação estão a criação atípica de cotas “bonificadas” de R$ 14,1 milhões sem respaldo legal em 2001, um apagão contratual no controle e na custódia dos títulos entre 2002 e 2006, e a “individualização” tardia de todos os cotistas em 2009.
Os auditores também vão apurar transações altamente desproporcionais, como um contrato de doação em pagamento no qual cotas que valiam até R$ 30 milhões foram repassadas a um escritório de advocacia sob a alegação de valerem apenas R$ 1,05 milhão — uma diferença de 30 vezes —, além de um estorno recente promovido pela Controladoria Geral do Estado por suspeita de fraude à execução.
Diante do imbróglio jurídico em que o fundo se encontra, o TCE recomendou à nova gestão do governo do estado que avalie a regularidade de todos os acordos passados e proponha uma solução legislativa definitiva para o problema.
Enquanto o Palácio Guanabara prega cautela com os cofres públicos e mantém o discurso de rigor na contenção de despesas, os bastidores da administração estadual continuam registrando movimentações de alto custo. Desta vez, a viagem internacional tem como protagonistas dois integrantes da cúpula da Defesa Civil.
A comitiva de dois será composta pelo secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Tarciso Salles, e por seu subsecretário de Gestão Administrativa, coronel Rafael Paiva Vieira. A dupla embarca em novembro para Tel Aviv, em Israel, onde participará da Conferência Internacional sobre Emergências e Desastres (Ipred) e de uma agenda de visitas técnicas entre os dias 12 e 22 de novembro.
O ponto central da controvérsia não é a conferência, mas o peso da fatura para uma comitiva de apenas duas pessoas: uma diária de € 550,00 (cerca de R$ 3.300 na cotação atual) para cada um dos participantes. Em 10 dias de missão no exterior, a conta de diárias para a dupla passa dos R$ 66 mil, sem contar os custos adicionais de traslados e passagens aéreas.
Casa Civil quase barrou, mas Defesa Civil justificou o valor citando outras viagens
A viagem provocou ruído nos bastidores. Em despacho assinado no início de outubro, o secretário de Estado da Casa Civil, Flávio Willeman, chegou a devolver o processo e barrar momentaneamente a autorização. No documento, a Casa Civil cobrou “justificativa técnica e financeira”, alertando que a simples alegação de que o valor já fora usado em missões anteriores não bastava para fundamentar a quantia por participante.
Diante do freio imposto pela Casa Civil, os dois oficiais montaram uma força-tarefa argumentativa. Em resposta, a Defesa Civil defendeu a cotação da dupla apresentando os valores de hotéis em Tel Aviv — apontada como uma das cidades de maior custo de vida do mundo —, tabelas do Departamento de Estado dos EUA e dados comparativos de viagens anteriores feitas por militares à Alemanha.
Convencida pelas planilhas e justificativas apresentadas para respaldar os custos, a Casa Civil recuou e chancelou a viagem. O despacho autorizando a missão foi publicado no Diário Oficial do último dia 8 de outubro, garantindo a liberação integral do benefício internacional para o secretário e seu sub.
Depois de ver a casa arrombada — com suspeitas de irregularidades espalhadas por contratos, escândalo de desvios estimados em R$ 400 milhões na Cedae Saúde, prejuízo de R$ 220 milhões com os investimentos no Banco Master e ter até diretores ameaçados no curso de sindicâncias — a Cedae vai mandar uma servidora da Comissão Permanente de Apuração aprimorar seus conhecimentos sobre investigação corporativa.
A reação ocorre em meio ao cerco fechado pelo governo do estado — que montou um “bunker” de inteligência com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Casa Civil para tocar a operação limpeza na estatal.
Enquanto as investigações avançam e chegam até ao Ministério Público, a Cedae formalizou, por inexigibilidade de licitação, no valor de R$ 3.470,00, a inscrição de sua servidora no curso “Investigações Internas Corporativas”, promovido pela LEC Educação e Pesquisa.
O treinamento inclui técnicas forenses digitais, coleta de provas e elaboração de relatórios.
Resta saber se a capacitação chega a tempo de evitar novos rombos ou se servirá apenas para contabilizar os prejuízos de uma caixa-preta que o GSI já começou a escancarar.
E se a moça, sozinha, consegue dar conta do recado.
O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) está diante de um obstáculo jurídico para voltar ao que ele mesmo considera ser o melhor emprego do mundo. Embora tenha deixado o Palácio da Cidade em março deste ano, Paes oficialmente está em seu segundo mandato (do qual abriu mão por renúncia).
E a Constituição Brasileira proíbe um terceiro mandato consecutivo para chefes do Poder Executivo.
Paes foi eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024, para um mandato que terminaria em dezembro de 2028. Renunciou em 20 de março de 2026 para concorrer ao governo estadual, transmitindo o cargo ao vice, Eduardo Cavaliere (PSD). A saída antecipada, porém, não apaga o segundo mandato.
Para a Justiça Eleitoral, a renúncia não funciona como uma espécie de botão de reinicialização da carreira política.
A vedação está prevista no artigo 14, parágrafo 5º, da Constituição. E o Tribunal Superior Eleitoral já enfrentou uma situação semelhante. Na resolução nº 22.529, de 10 de abril de 2007, a corte decidiu, por unanimidade, que um prefeito reeleito que renunciou durante o segundo mandato não poderia concorrer novamente à prefeitura na eleição seguinte.
O tribunal considerou que a candidatura configuraria a tentativa de um terceiro mandato consecutivo.
O entendimento foi reforçado em 18 de junho de 2024, quando o TSE analisou três consultas sobre o chamado prefeito itinerante. Uma delas, a consulta nº 0600172-78.2023.6.00.0000, tratava justamente de um prefeito reeleito que renunciou para disputar outro cargo, não venceu e pretendia concorrer à prefeitura de outro município na eleição seguinte. Sob relatoria do ministro André Ramos Tavares, o tribunal reafirmou que a mudança de município e o afastamento do cargo não afastam a proibição constitucional.
Na prática, a próxima oportunidade para Paes tentar voltar à Prefeitura do Rio será em 2032, quando já não haverá a sequência de três mandatos municipais consecutivos. Isso, claro, se estiver em condições de elegibilidade. Até lá, o político que venceu quatro eleições para prefeito da capital — em 2008, 2012, 2020 e 2024 — terá de buscar outros caminhos para permanecer nas disputas eleitorais.
O ex-cunhado da cantora gospel Gisele Nascimento, Thiago de Mattos Teixeira, foi morto a tiros após uma confusão em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O autor dos disparos seria o filho de Gisele, Israel Nascimento Teixeira, de 21 anos, teria matado o tio depois de vê-lo agredindo Gisele, que mostrou as marcas dos golpes que recebeu nas redes sociais.
Segundo Marcelo Bruner, advogado que representa a família, a arma utilizada nos disparos pertencia a Rogério Gentil, pai de Israel e policial civil. O rapaz ainda não se apresentou à polícia. Bruner informou que Israel ainda não havia sido intimado.
Em vídeos nas redes sociais, Allan Oliveira, casado com a cantora e vereador em Seropédica, disse que Gisele foi agredida e impedida de deixar o local. Ele disse que o que houve ali foi uma tentativa de feminicídio e ressaltou que Israel agiu para proteger a mãe.
“Se não fosse a intervenção de Israel, que é um menino de ouro, uma pessoa de uma educação incapaz de fazer qualquer coisa, mas vendo a mãe em uma situação de vida ou morte, se ele não fizesse nada, ela ia morrer”, afirmou Oliveira.
Se existisse um troféu para o órgão estadual que mais movimenta a sua própria corregedoria, o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran/RJ) estaria isolado no topo do pódio. Mantendo a tradição de campeão de investigações internas no estado, a autarquia publicou a abertura de mais 19 sindicâncias punitivas de uma só vez para apurar possíveis irregularidades em seus processos administrativos.
A maratona de apurações foi oficializada pelo corregedor-geral Fabio Frias Laviola de Freitas. Os despachos distribuem os processos entre uma comissão de servidores designados — como Aline Bringhenti Sarmento, Jaqueline dos Santos Nunes, Jordan Peixoto Silvestre, Letícia Cavalcante Salles, Roberta Espinola, Robson Marcelo Vaz, Rômulo Sant’Ana e Walter Amorim de Castro Junior —, que terão a tarefa de conduzir os trabalhos.
Corregedor do Detran fixa o prazo de 30 dias para a conclusão das apurações
Pelo rito formal, os encarregados têm o prazo fixado de 30 dias para concluir as apurações, contados a partir da publicação, com base nas normas disciplinares do funcionalismo fluminense (decreto nº 2.479/1979 e decreto nº 7.526/1954).
Resta saber se o cronograma dará conta do ritmo acelerado de novas demandas na corregedoria do departamento.
Entidades como Dona Sete Catacumbas e Dona Maria Padilha aliadas a pessoas encarnadas, todos liderados por Exu Tranca Rua das Almas, enfrentando uma ameaça espiritual que ameaça o planeta. Essa cena é um dos pontos de partida do anime “A Gira”, que já está no Youtube e tem previsão de 21 episódios na primeira temporada.
Criado no Rio, o projeto leva às telas narrativas inspiradas na cultura das religiões de atriz africana — e combate o vira-latismo cultural de quem adora ver o deus nórdico Thor nas telas do cinema, mas tem “medo de macumba”.
O anime é resultado do livro “A Gira – Tranca Rua das Almas”, escrito pelo empresário carioca do ramo da tecnologia Valter Ramos, com uma ajudinha extra.
“Escrever o livro foi um convite do próprio Exu. Aconteceu em 2012, no mês do meu aniversário. Depois, ele ficou cinco anos em silêncio. Quando a mensagem retornou, falei com um amigo, o Pedro Miranda, que era dirigente espiritual. Ele me incentivou a escrever”, conta Valter.
Obra foi revelada ao autor numa noite de sono
O escritor conta que recebeu a iluminação final para escrever a obra numa noite. Ele explica que sua mediunidade tem a característica particular de fazê-lo acordar com as coisas prontas na cabeça.
“Levei duas semanas para escrever o livro”, lembra.
A obra fez sucesso no meio religioso. Dois anos atrás, Valter decidiu “furar a bolha”. Estudando as ferramentas da Inteligência Artificial, começou a “rascunhar” os episódios do anime com a ajuda do filho, Victor Hugo.
“O primeiro resultado ficou bem ruim, mas fui aprimorando aos poucos”, conta.
Exu Tranca Rua das Almas lidera a resistência contra o Mal
Voltando à história, a fronteira entre os mundos espiritual e material fica mais tênue, fato que é percebido pelo dirigente espiritual de um terreiro. Ele, então, transforma o local numa verdadeira fortaleza para combater a ameaça, representada por um poderoso mago a serviço das energias mais baixas.
Exu Tranca Rua das Almas tem participação fundamental no conflito, liderando humanos e outras entidades contra a ameaça, que assume o papel de comandante da defesa do espaço sagrado contra a invasão de um poderoso mago das trevas. Toda a história se passa numa única noite num terreiro de Umbanda.
História de ação e aventura traz cenas durante rituais de Umbanda — Foto: Divulgação
Pombas Giras usam rosas encantadas para enfrentar o adversário
O roteiro desafia várias das noções que a intolerância religiosa costuma alimentar sobre as religiões de matriz afro. As Pombas Giras, por exemplo, assumem tarefas-chave na batalha. Uma delas usa rosas encantadas para proteger o terreiro com barreiras místicas. Outra age na cura emocional de pessoas atormentadas, que poderiam se tornar veículo para a entrada das baixas energias.
Valter, de 47 anos, está há 22 na Umbanda. Ele lidera, ao ldao da mulher, Julieta Castro, duas casas: a Tenda Espírita Nossa Senhora da Glória e a Cabana do Mestre Omulú. O religioso também participa do movimento Girão de Umbanda, que reúne mais de cinquenta tendas em encontros coletivos realizados duas vezes por ano para celebrações espirituais.
O anime debate temas como intolerância religiosa — Foto: Divulgação
“A Gira” vai usar a ficção para falar de temas como intolerância religiosa, espiritualidade, ética e o conflito entre fé e ciência. Em alguns momentos da história, entidades desmascaram falsos líderes religiosos e médiuns que utilizam a espiritualidade de forma espúria. A ideia é reforçar a mensagem de que a verdadeira caridade espiritual não envolve exploração ou manipulação.
O anime pode ser visto no canal oficial da obra, no Youtube. Doze episódios já foram lançados.
A uma semana do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã deste domingo (18). O candidato prometeu que seu pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, subirá a rampa do Planalto a seu lado, caso vença.
“Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele”
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ainda que planeja indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam contrários ao aborto e às drogas.
Entre os aliados presentes no ato estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal por São Paulo, e Daniella Marques, responsável pela coordenação do programa econômico de Flávio Bolsonaro.
Batizada de “Bloco 22”, a manifestação teve música, palavras de ordem contra o PT e uma orientação pouco habitual nos atos bolsonaristas: nada de exibir bandeiras de outros países. Antes dos discursos, a organização pediu aos manifestantes que recolhessem especialmente as bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, símbolos frequentes nas mobilizações da direita brasileira.
O aviso foi dado por um integrante da organização, do alto do carro de som. A recomendação era dar protagonismo aos símbolos nacionais. Ainda assim, havia participantes com bandeiras americanas e israelenses, além de ambulantes vendendo bonés do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Não é de hoje que o deputado estadual Rodrigo Amorim (PL) toca o terror na política de Três Rios, no Centro Sul Fluminense. E o fio desencampado não iria falhar no calor da campanha do segundo turno.
Em visita à cidade com o senador reeleito Carlos Portinho (PL) para um evento em prol da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, Amorim estava prestes a gravar um vídeo para as redes sociais, quando chegou o prefeito Jonas Dico (MDB) — um velho desafeto do deputado.
O prefeito, que fez campanha para Eduardo Paes (PSD), o principal adversário do PL no primeiro turno, usava um adesivo de Flávio Bolsonaro. Mas não bastou. Acusado de traidor por Amorim, o alcaide foi impedido de participar do vídeo com o deputado e senador.
“Ele era Paes e Lula até alguns dias atrás. Tenho consciência de que agora a prioridade é eleger o Flávio Bolsonaro, até com o voto dos traidores. Aliás, a nossa missão é virar voto, então os votos dos traidores são muito bem-vindos. Mas eu não posso esquecer o comando do próprio senador, que disse que os prefeitos que traíram, que pularam o muro, podem aguardar que a hora deles vai chegar”, disse Amorim.
O climão já ganhou as redes sociais da cidade.
Um histórico de embates entre Amorim e o prefeito de Três Rios
Jonas Dico era o presidente da Câmara de Vereadores de Três Rios e assumiu o comando da cidade porque o prefeito eleito, Joa Barbaglio (Republicanos), foi cassado pela Justiça Eleitoral. Em outubro do ano passado, Dico foi efetivado no cargo ao ser escolhido em eleição suplementar.
As tretas entre ele e Rodrigo Amorim datam da mesma época. Ao lado da também deputada estadual Sarah Pôncio (SDD), Amorim apoiou Juarez da Saúde (Solidariedade).
No mesmo outubro de 2025, o deputado foi à tribuna da Assembleia Legislativa (Alerj) para deferir fortes ataques contra o secretário municipal de Saúde de Dico, Luiz Alberto Barbosa — depois de uma ruidosa fiscalização nas obras do Hospital da Mulher. A prefeitura precisou descredenciar a empreiteira responsável por problemas financeiros e abrir uma nova licitação.
Juarez terminou em segundo lugar, com 13.855 votos (34,41%). Dico foi eleito com 16.182 votos (40,19%).