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    Sobrenome não pesou: herdeiros de famílias conhecidas da política fluminense ficam fora da Câmara e Alerj

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    Eleições 2026: sete vereadores são eleitos e mudam composição da Câmara do Rio; veja quais suplentes vão assumir

    Jogo aberto na Alerj: figurinhas carimbadas na política carioca, Val Ceasa, João Drumond e Renato Machado recebem milhares de votos enquanto aguardam decisão do TSE 

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    Ruas faz do Rio território do PL: vence em 79 municípios, contra 13 de Paes

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    Legítimo representante das dinastias políticas do Rio, Wladimir Garotinho foi eleito e garantiu a continuidade do nome da sua família no parlamento, representando o Rio

    Dinastias políticas: filhos de Garotinho e Capitão Nelson são alguns dos eleitos que garantem a continuidade da influência das famílias no estado

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    Fernanda Fialho morreu aos 29 anos. Influenciadora, escritora e palestrante, ela se tornou uma referência na produção de conteúdo sobre autismo, neurodivergência e saúde mental. A causa da morte não foi divulgada.

    Morre aos 29 anos Fernanda Fialho, referência na defesa das pessoas autistas e neurodivergentes

    Na eleição de 2022, o Largo de São Francisco da Prainha bombou durante a apuração dos votos; lei seca

    Lei Seca só pra quem dirige: com venda de bebida liberada, bares do Rio terão até samba para acompanhar a apuração dos votos

    Chuva forte provoca queda de árvores em diferentes pontos do estado e interdita a RJ-142, entre Casimiro de Abreu e Nova Friburgo

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    Chuva encobre a paisagem do Rio neste sábado (3), primeiro dia do fim de semana. Previsão aponta tempo fechado ao longo do dia e mudança nas condições climáticas no domingo (4), dia da eleição.

    Previsão do tempo: Rio terá chuva no sábado e 30°C no domingo de eleição

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    Exapicor, em Resende, foi um dos eventos contemplados com R$ 500 mil em patrocínio da Secretaria de Estado de Turismo em setembro.

    Com R$ 6,46 milhões liberados em setembro, Secretaria de Estado de Turismo prioriza o Médio Paraíba em nova rodada de patrocínios

    Uruan, o ex-secretário que pode ter que restituir R$ 15,5 milhões

    Sob rolo compressor: TCE-RJ pauta julgamento que cobra R$ 15,5 milhões de ex-secretário por supostas irregularidades em obras de asfalto fino

    Hospital Geral da Japuíba, em Angra dos Reis: unidade está entre as estruturas de saúde afetadas pela situação financeira que levou à contratação emergencial de serviços pela prefeitura.

    Conta salgada de R$ 106 milhões faz atraso da Prefeitura de Angra levar a contrato emergencial para manter hospital funcionando

    Sede da Cedae, no Centro do Rio — companhia é alvo de questionamentos no TCE-RJ sobre a disputa pela licitação de R$ 89 milhões do Novo Guandu.

    Pule de dez? Disputa por licitação de R$ 89 milhões da Cedae para o Novo Guandu chega ao TCE

    O projeto da obra que vai ligara a Estrada da Posse à a Avenida Brasil, na Zona Oeste

    Luz no fim do túnel? Prefeitura do Rio autoriza cessão de contrato de R$ 212,9 milhões para obra de ligação viária na Zona Oeste, mas OECI permanece no negócio

    O deputado estadual Alan Lopes, autor da representação que levou o TCE-RJ a suspender a contratação do novo sistema estadual de bilhetagem sem licitação. Foto: Divulgação/Alerj.

    Após denúncia de deputado, possibilidade de contratação do novo sistema de bilhetagem do estado sem licitação é suspensa pelo TCE-RJ

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    Quem paga a conta? Campanhas no Rio já movimentam R$ 484,5 milhões, e 90% são recursos públicos

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    Marvvila, Ananda e Yan são as atrações principais da edição especial do Casarão do Firmino, que acontece nesta sexta-feira (2), na quadra do Acadêmicos do Salgueiro, no Andaraí. A programação começa às 18h, com abertura do Grupo BatuQG e DJ Nicolle Neumann nos intervalos.

    Casarão do Firmino faz edição especial na quadra do Salgueiro com shows de Marvvila, Yan e Ananda

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    A fé de Flávio

    Lula durante ato de campanha. A uma semana da eleição, o presidente colocou no centro do debate um tema que mistura futebol, economia e política: a proibição das bets.

    A aposta de Lula

    Há quem enxergue a crise recente no Supremo Tribunal Federal como um acidente. Um choque de egos. Uma divergência jurídica que saiu do controle. Talvez seja. Mas existe outra hipótese que merece atenção. E se nada disso tiver sido improvisado? André Mendonça não é um novato. Não chegou ontem ao Supremo. Conhece os ritos, conhece os colegas, conhece os limites e, principalmente, conhece as consequências de cada movimento dentro de uma Corte que vive sob tensão permanente. Por isso chama atenção o momento escolhido para determinados gestos e manifestações. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo contexto. A data. O ambiente político. O início da gestão de Edson Fachin na presidência do tribunal. Tudo isso compõe um cenário que dificilmente pode ser tratado como coincidência. Fachin assume uma Corte fragmentada. Herdou um tribunal marcado por disputas internas, vazamentos, divergências públicas e uma exposição cada vez maior de suas próprias contradições. Não é segredo para ninguém que o Supremo atravessa uma crise de imagem.

    Quem ganha quando o STF perde?

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Rio

17/03/25 17:50
  • Reportagem Reportagem

Audiência vai discutir denúncias de funcionários contra Mobi Rio por abusos

Audiência vai discutir denúncias de funcionários contra Mobi Rio por abusos

O encontro, entre o Sindicato dos Rodoviários e a Mobi Rio, terá mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT)

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Uma audiência, na manhã desta terça-feira (18), vai discutir denúncias de funcionários contra a empresa Mobi Rio, que administra o BRT. O encontro, entre o Sindicato dos Rodoviários e a empresa, terá mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Trabalhadores afirmam terem sofrido assédio moral, constrangimento ilegal, abuso de poder e excesso de jornada. Além disso, Sebastião José, presidente do sindicato, diz que a Mobi Rio já realizou 70 homologações para dispensa de motoristas o que, de acordo com ele, não tem nenhum valor pois, acima de 10 homologações, seria necessária a realização de um acordo coletivo.

“Por esse motivo que pedimos a intervenção do MPT. Existem profissionais que trabalhavam 15 e até 20 anos em uma empresa e que pediram dispensa para trabalhar na Mobi Rio e agora estão arrependidos. O sindicato não irá tolerar nenhuma situação que caracterize exploração dos profissionais que atuam em uma empresa considerada modelo na área do transporte urbano, mas se transformou em um verdadeiro pesadelo”, disse.

Denúncias contra a Mobi Rio

Sebastião afirmou também que, desde o ano passado, a direção do sindicato vem recebendo denúncias dessas possíveis irregularidades cometidas pela empresa. O presidente da entidade explicou que duas videoconferências foram realizadas e a empresa se comprometeu em enviar os documentos solicitados pelo sindicato.

Contudo, até então, o líder sindicalista explica que nada foi enviado. Sebastião ressaltou que, hoje, 23 mil motoristas estão empregados no setor de transportes, sendo aproximadamente 3,7 mil profissionais como motoristas, fiscais, operadores e mecânicos que atuam no BRT.

“Eles alegaram que não poderiam enviar a documentação baseados na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Porém essa lei abre uma exceção para o sindicato por ser órgão fiscalizador da categoria, já que não podemos apurar irresponsabilidades sem ter acesso a documentação. Essa alegação, na verdade não procede, pois estamos solicitando apenas guias ministeriais e dados operacionais por amostragem, e não dados completos da empresa”, explicou o presidente.

O que diz a Mobi Rio

Em relação ao caso, a Mobi Rio diz que mantém os canais de comunicação abertos com os colaboradores e com o sindicato, e apesar de confirmar que vem realizando reuniões com a entidade desde o final do ano passado, afirma que as acusações dos rodoviários não procedem.

“A acusação de demissão em massa não procede, em hipótese alguma. A Mobi-Rio tem quase 4 mil pessoas em seus quadros. Tal situação já foi plenamente esclarecida junto ao sindicato. Até o momento a empresa não recebeu nenhum caso concreto sobre as supostas denúncias”, afirma.

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Política

Sobrenome não pesou: herdeiros de famílias conhecidas da política fluminense ficam fora da Câmara e Alerj

Foto de Redação
Redação

05/10/2026 10:53

O peso de sobrenomes conhecidos da política fluminense não foi suficiente para garantir uma cadeira a alguns candidatos nas eleições deste domingo (04). Filhos de ex-governadores, ex-prefeitos e parlamentares tradicionais terminaram a disputa como suplentes tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa (Alerj).

Um dos casos de maior destaque é o de Leonardo Picciani (PV). Filho do ex-presidente da Alerj Jorge Picciani, o ex-deputado federal recebeu 56.757 votos, mas ficou como suplente. Ele já havia exercido quatro mandatos na Câmara e também não conseguiu se eleger diretamente em 2018 e 2022.

Desta vez, o resultado da família foi equilibrado: enquanto Leonardo ficou de fora, seu irmão, Rafael Picciani (União), recebeu 46.686 votos e foi eleito deputado estadual.

Outro sobrenome tradicional que não voltou ao Parlamento foi o de Marco Antônio Cabral (Solidariedade). Filho do ex-governador Sérgio Cabral, ele recebeu 20.433 votos para deputado estadual e ficou na suplência. Marco Antônio chegou à Câmara dos Deputados em 2014, quando recebeu 119.584 votos, mas não conseguiu repetir o desempenho nas eleições seguintes.

Herdeiros ficam pelo caminho

No Norte Fluminense, Caio Vianna (PSDB) também ficou fora das vagas para deputado federal. Filho do ex-prefeito de Campos e ex-deputado federal Arnaldo Vianna, o político recebeu 19.335 votos e terminou como suplente. Ele já havia ficado na suplência em 2018 e 2022 e chegou a exercer o mandato na atual legislatura em períodos de afastamento de titulares.

Na disputa pela Alerj, Júnior da Lucinha (PSD), filho da deputada estadual Lucinha, também não conseguiu uma das 70 cadeiras. Vereador da capital, ele recebeu 25.836 votos e ficou na suplência do PSD.

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Política

Bancada da bala: Rio elege ex-secretários de Polícia e delegado que participaram de megaoperação no Alemão e na Penha

Foto de Felipe Galeno
Felipe Galeno

05/10/2026 10:45

O Rio de Janeiro elegeu dois deputados estaduais e um deputado federal envolvidos na megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro do ano passado, que deixou 122 mortos. Os nomes renovam a famosa “bancada da bala” — frente parlamentar ligada à segurança pública — na Alerj e na Câmara dos Deputados.

Os ex-secretários de Polícia Militar e Civil — Coronel Menezes (PL) e Felipe Curi (PP) — que organizaram a ação foram eleitos na Alerj e na Câmara. Além deles, um dos policiais feridos no episódio, o delegado Bernardo Leal (PP), também foi eleito.

Pelo PP, Felipe Curi assumirá cadeira na Câmara dos Deputados

O ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi foi eleito com 1,51% dos votos para a Câmara (133.626 votos). Ele faz sua estreia no Legislativo federal após comandar a Polícia no estado do Rio durante boa parte da gestão de Cláudio Castro (PL).

Curi assumiu a secretaria em 2024, como sexto empossado durante o governo Castro (PL), substituindo o ex-secretário Marcus Amin. Ele já tinha 20 anos de experiência na Polícia Civil e, antes de ser escolhido como secretário, atuou como diretor em delegacias especializadas. Ele estava em uma das delegacias que organizaram a Chacina do Jacarezinho em 2021. Na época, defendeu em coletivas de imprensa a execução de 28 pessoas na operação.

A ação no Jacarezinho foi a mais letal da história do Rio até então, mas foi superada pela megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha em 2025.

Coronel Menezes e delegado que perdeu perna em operação vão integrar ‘bancada da bala’ na Alerj

Já na Alerj, Marcelo Menezes foi eleito deputado estadual, alguns meses após deixar o comando da Polícia Militar em razão da desincompatibilização exigida para disputar as eleições. Ele ficou quase dois anos à frente da secretaria, também sob a gestão de Castro, e escolheu o partido do ex-governador para disputar a vaga na Alerj.

Além dele, pelo PP, a Alerj também terá em sua “bancada da bala” Bernardo Leal, que atuava como delegado-assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) quando participou da megaoperação.

Durante a ação, Bernardo foi atingido por um disparo de fuzil na perna direita. O tiro atingiu a veia femoral e provocou uma grave hemorragia. Por conta dos ferimentos, os médicos precisaram amputar o membro. O delegado permaneceu internado por cerca de sete semanas e recebeu alta em 13 de dezembro.

Além deles, Márcio Gualberto e Delegado Carlos Augusto também foram reeleitos

Os policiais que participaram da megaoperação não serão os únicos policiais na Alerj na próxima legislatura. O deputado Márcio Gualberto (PL), policial civil de carreira há 20 anos, e o Delegado Carlos Augusto (PL) também são nomes ligados à Polícia que foram releitos.

Gualberto assumirá seu terceiro mandato consecutivo. Atualmente, ele preside a Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia e é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. Carlos também vai para o terceiro mandato; ele estreou na Alerj em 2018 e foi candidato a Prefeitura de Nova Iguaçu nas eleições municipais de 2016 e 2020, mas não foi eleito.

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Tempo Surreal

Tempo Surreal (aqui é só humor): no café do Talho Capixaba, Couto analisa a eleição no Rio e crava que ‘nem com astróloga dava pra prever’

Foto de Tempo Surreal
Tempo Surreal

05/10/2026 10:45

A manhã desta segunda-feira (5) começou com análise política de alto nível no tradicional Talho Capixaba, no Leblon. Diante de números, percentuais, votos sub judice e de um segundo turno que embaralhou boa parte das previsões feitas ao longo da campanha, o governador em exercício Ricardo Couto resumiu o cenário eleitoral do Rio de Janeiro com uma conclusão definitiva: “Nem com a astróloga dava pra prever isso.”

A frase veio depois de uma tentativa de organizar o quebra-cabeça deixado pelas urnas. Douglas Ruas (PL) terminou o primeiro turno à frente de Eduardo Paes (PSD), levando a eleição para uma nova rodada, enquanto a votação de Anthony Garotinho e sua situação judicial acrescentaram ao resultado uma camada que nem mapa astral, búzios ou Mercúrio retrógrado parecem capazes de esclarecer.

Entre uma mordida e outra, Couto ainda tentou encontrar lógica nos números das pesquisas, nas projeções partidárias e no desempenho das chapas proporcionais. Desistiu. No Tempo Surreal, a avaliação é que, para o segundo turno, institutos de pesquisa talvez devam acrescentar uma nova metodologia: margem de erro, intenção de voto e ascendente dos candidatos.

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Política

Hora de arrumar as malas: renovação de 54% tira nomes conhecidos como Otoni de Paula, Rosângela Gomes e Hugo Leal da bancada do Rio na Câmara dos Deputados

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Redação

05/10/2026 10:20

Os eleitores do Rio decretaram, neste domingo (4), o fim da mesmice na Câmara. Dos 46 deputados federais do estado, apenas 21 foram reeleitos — 54,3% de renovação, ou mais da metade da bancada fluminense. Vinte e cinco cadeiras serão ocupadas por nomes novos.

Entre os parlamentares que tentaram continuar em Brasília, mas que vão ter que tomar o rumo de casa, estão figuras já bem conhecidas na política fluminense.

Otoni de Paula (PSD)

O pastor evangélico de 49 anos nasceu em Niterói, iniciou a trajetória eletiva como vereador do Rio e chegou à Câmara dos Deputados em 2019, pelo PSC. Foi reeleito em 2022 pelo MDB e, em 2026, filiou-se ao PSD.

Ligado à Assembleia de Deus e à Frente Parlamentar Evangélica, Otoni construiu sua atuação política principalmente em torno de pautas conservadoras e religiosas — e bolsonaristas. Durante o governo Jair Bolsonaro, chegou a exercer a vice-liderança do governo na Câmara. Mas trocou de lado. Nos últimos anos, construiu uma aproximação com Eduardo Paes (PSD) e diálogo com o governo Lula (PT).

O eleitor conservador não perdoou.

Hugo Leal (PSD)

O advogado e economista de 64 anos é deputado federal desde 2007 (são cinco mandatos). Experiente, ocupou variados cargos no governo fluminense, entre eles os de presidente do Detran-RJ, secretário estadual de Administração e Reestruturação, de Justiça e Direitos do Cidadão e, mais recentemente, de Energia e Economia do Mar.

Na Câmara, foi relator-geral do Orçamento da União de 2022 e teve atuação especialmente ligada às áreas de orçamento, trânsito e segurança viária. Hugo Leal foi o relator da medida provisória que deu origem à Lei Seca, sancionada em 2008, uma das marcas de sua trajetória parlamentar.

Reimont (PT)

O petista Reimont estava só no exercício do seu primeiro mandato na Câmara, iniciado em 2023, mas teve um desempenho reconhecidamente atuante. Foi atropelado por nomes novos do PT e não conseguiu a reeleição.

Eduardo Bandeira de Mello (PV).

O administrador de 73 anos também está em seu primeiro mandato. Antes de entrar para a política partidária, construiu carreira de mais de três décadas no BNDES e ganhou projeção nacional como presidente do Flamengo, cargo que ocupou por dois mandatos, entre 2013 e 2018.

É reconhecidamente o responsável  pela reorganização financeira do clube.

Bandeira de Mello concentrou parte de sua atuação parlamentar em temas ligados ao esporte, além de meio ambiente e desenvolvimento econômico. Na Câmara, integrou comissões como as de Esporte, Constituição e Justiça, Minas e Energia e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Rosângela Gomes (Republicanos).

A deputada federal de 59 anos está em seu terceiro mandato consecutivo na Câmara, para a qual foi eleita em 2014, 2018 e 2022. Advogada, iniciou a trajetória política em Nova Iguaçu, onde exerceu três mandatos de vereadora, antes de se eleger deputada estadual em 2010.

Na Câmara, tornou-se, em 2021, a primeira mulher negra a integrar a Mesa Diretora, ao assumir a quarta-secretaria.

Durante o atual mandato, licenciou-se para comandar a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio. Sua atuação política tem passagem por áreas como direitos das mulheres, combate à discriminação racial, direitos humanos e políticas sociais.

E mais

Também não foram reeleitos para a Câmara dos Deputados Dimas Gadelha (PT), Sargento Portugal (Podemos) e Murillo Gouvêa (PSDB), entre outros.

Rogéria Bolsonaro fica sem vaga

Além dos deputados que perderam o mandato, a eleição produziu derrotas de candidaturas que chegaram às urnas cercadas de atenção. Uma delas foi Rogéria Bolsonaro (PL), ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Rogéria teve o apoio declarado dos filhos, recursos do partido e super exposição em palanques e eventos ao lado do candidato à presidência Flávio Bolsonaro, mas teve 65.496 votos e ficou como segunda suplente do PL.

E a derrota ainda chama mais a atenção porque o PL teve um fortíssimo desempenho no estado. O partido conquistou 15 das 46 vagas de deputado federal pelo Rio, formando a maior bancada fluminense na Câmara.

Laís Jordy está fora; marido vai para o Senado

Outra derrota que chama atenção também ocorreu no PL. Laís Jordy, mulher do deputado federal Carlos Jordy, concorreu a uma vaga na Câmara com o número 2288, mas não conquistou a vaga.

O resultado da candidata contrastou com o desempenho do marido.

Carlos Jordy foi eleito senador com 3,9 milhões de votos.

Mas Laís, que teve a candidatura lançada para ocupar a vaga que Jordy deixou, não teve sucesso.

 

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Política

Urnas ‘pregam peça’ nas pesquisas: líderes em levantamentos, Paes e Benedita ficam longe do resultado previsto

Foto de Redação
Redação

05/10/2026 09:49

As pesquisas divulgadas no último fim de semana acertaram parte do desenho da disputa no Rio, mas ficaram longe de reproduzir o tamanho das forças que apareceram nas urnas. Para o governo do estado, Datafolha, Paraná Pesquisas e Gerp apontavam Eduardo Paes (PSD) na liderança, com vantagem entre nove e 13 pontos sobre Douglas Ruas (PL). Com 100% das urnas apuradas, no doming (04), o cenário foi bem diferente: Ruas terminou na frente, com 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Paes.

O Datafolha dava 47% para Paes e 35% para Ruas — uma vantagem de 12 pontos para o candidato do PSD. Nas urnas, porém, Ruas abriu 6,51 pontos sobre Paes. O Paraná Pesquisas apontava cenário semelhante, com 47,9% a 34,4% para o ex-prefeito do Rio, distância de 13,5 pontos.

Enquanto isso, o Gerp era o levantamento que mostrava uma disputa mais apertada, mas ainda assim colocava Paes na frente, por 47% a 38%. Na prática, os três institutos não apenas subestimaram o desempenho de Ruas — em até 14,9 pontos percentuais — como também indicaram, às vésperas da votação, uma ordem inversa entre os dois principais candidatos ao governo do estado.

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Benedita se manteve na liderança nas últimas pesquisas

No Senado, a divergência apareceu de outra maneira. As pesquisas utilizavam metodologias distintas, o que impede uma comparação direta dos percentuais, especialmente porque o eleitor podia escolher dois candidatos. Ainda assim, há uma diferença objetiva na ordem dos candidatos.

No Datafolha da última sexta-feira (02) Benedita da Silva (PT) liderava com 19%, enquanto Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, tinham 13% cada. O Gerp também colocava Benedita à frente, com 45%, seguida por Portinho, com 27%, e Jordy, com 24%.

Já no sábado, de acordo com o levantamento do Datafolha, considerando os votos válidos, Benedita aparecia com ainda mais vantagem: 26%; contra 19% de Portinho e 18% de Jordy.

As urnas, porém, inverteram esse quadro. Carlos Portinho foi o mais votado, com cerca de 26,77% dos votos válidos, e Carlos Jordy ficou em segundo, com 24,56%, garantindo ao PL as duas vagas do Rio no Senado.

Benedita, que aparecia na liderança nas últimas pesquisas, terminou em terceiro, com 20,22%, e ficou fora do Senado. Pedro Paulo (PSD) recebeu aproximadamente 11,95%, e Mônica Benício (PSOL), 9,66%.

Urnas mudaram o roteiro

Os números mostram que as pesquisas da reta final conseguiram identificar os principais nomes competitivos, mas não captaram a movimentação decisiva do eleitorado nos últimos dias — ou não conseguiram medi-la com precisão. Na disputa pelo governo do estado, a discrepância foi relevante: Ruas, que aparecia atrás em todos os levantamentos, terminou a votação na liderança.

No Senado, o nome de Benedita, que liderava as pesquisas, terminou sem garantir uma das duas vagas, enquanto os dois candidatos do PL transformaram uma disputa que parecia aberta em uma dobradinha nas urnas.

O contraste não significa, por si só, que uma pesquisa tenha sido tecnicamente “errada”: levantamentos são fotografias de determinado momento, trabalham com margens de erro e metodologias específicas. Mas, quando pesquisas divulgadas 48 horas antes da votação mostram um candidato com vantagem de até 13,5 pontos e as urnas entregam o adversário 6,5 pontos à frente, a distância entre a fotografia publicada e o resultado efetivo se torna, inevitavelmente, parte da análise da eleição.

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Transparência

Goleada no Diário Oficial: Ricardo Couto e Casa Civil mantêm ritmo onde nomeações superam exonerações em dia marcado por ‘limpa’ no Detran-RJ

Foto de Berenice Seara
Berenice Seara

05/10/2026 09:32

O Diário Oficial desta segunda-feira (05) traz o padrão que virou rotina das últimas semanas na gestão do governador em exercício Ricardo Couto e da Secretaria de Estado da Casa Civil: a contagem diária de cargos comissionados fechou com nova vitória folgada das nomeações sobre as exonerações.

Ao todo, a edição registrou 46 movimentações de pessoal. O placar final confirmou a vitória das entradas sobre as saídas: foram 25 nomeações contra 19 exonerações, além de uma extinção de mandato e uma designação de conselheiro.

O ‘passa-moleque’ no Detran-RJ e o reforço no caixa

O grande destaque da edição foi a “faxina” concentrada no Detran-RJ. A autarquia respondeu por quase metade das exonerações do dia, contabilizando oito servidores dispensados de uma só vez — incluindo chefes de serviço e assistentes operacionais — sem nenhuma nova nomeação publicada para o órgão na mesma edição.

Em contrapartida, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) liderou a lista das contratações. A pasta recebeu um reforço em massa de seis novos nomeados, garantindo a recomposição e ampliação do quadro em setores chave da arrecadação estadual.

As nomeações na engrenagem da Casa Civil

A grande maioria dos atos publicados partiu da Secretaria de Estado da Casa Civil, responsável por 36 das 46 publicações da edição. A pasta assinou 19 nomeações e 17 exonerações espalhadas por diversas secretarias, fundações e órgãos estaduais — demonstrando o ritmo acelerado de trocas promovido no Executivo fluminense.

O governador em exercício assinou diretamente os dez atos restantes, chancelando mudanças em cargos de cúpula, como as trocas de subsecretários e assessores especiais, além das reformulações de comandos na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e no Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas.

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COM FÁBIO MARTINS

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Rio

Governo do estado do Rio suspende descontos de consignados do Banco Master e Credcesta

Foto de Redação
Redação

05/10/2026 09:27

O governo do estado do Rio publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (05) a suspensão cautelar dos descontos em folha de pagamento ligados a empréstimos e crédito consignado do Banco Master S.A. e do Credcesta. A medida preventiva tem como objetivo apurar a existência de eventuais cobranças indevidas, não autorizadas ou com indícios de fraude na remuneração dos servidores.

Com a publicação do decreto, servidores ativos e inativos, pensionistas e beneficiários da Previ-Banerj que divergirem dos valores cobrados pelos bancos têm até 15 dias úteis para registrar uma reclamação no RH do seu órgão de origem. As contestações serão posteriormente analisadas pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag-RJ).

A medida, no entanto, não significa a inexistência das dívidas, nem representa a extinção dos contratos firmados pelos servidores. Os pagamentos foram interrompidos para apurar hipóteses como descontos em duplicidade, valores divergentes dos previstos nos contratos e inconsistências na quantidade de parcelas.

Os contratos sem reclamação terão as cobranças automaticamente reestabelecidas. Após serem intimadas, as instituições financeiras envolvidas terão até cinco dias úteis para enviar os dados dos contratos à Seplag-RJ e apresentar suas justificativas sobre cada caso.

O governador em exercício Ricardo Couto também assinou outro decreto com medidas para proteção de servidores na contratação desses serviços. Aposentados e pensionistas que são idosos serão protegidos por meio de uma medida que apenas permite a contratação com validade legal se houver assinatura física ou digital inequívoca do titular ou do representante legal, com apresentação de um documento oficial com foto na hora da contratação. Além disso, abordagens coercitivas e o assédio comercial ficam proibidos para este grupo.

Pela nova regulamentação, o Custo Efetivo Total (CET) das operações — soma que engloba taxa de juros, tarifas e demais encargos cobrados pelas instituições financeiras — não poderá ultrapassar o teto de 2% ao mês. Caso o contrato supere essa margem, a operação será automaticamente vetada.

O decreto manteve a margem máxima de comprometimento da renda em 40%, dividida em 35% para empréstimos consignados tradicionais e 5% para cartão de crédito consignado. No entanto, foi introduzida uma nova trava de proteção: a contratação de novos consignados só será liberada se, após a aplicação de todos os descontos compulsórios e facultativos na folha de pagamento, for preservado o equivalente a pelo menos 30% da remuneração ou benefício previdenciário líquido do servidor.

Projeto da Alerj sobre empréstimos de Master e Credcesta foi vetado pelo governo

A suspensão dos descontos do Banco Master e do Credcesta na folha dos servidores já tinha sido tema de um projeto de lei aprovado pela Alerj. De autoria do deputado estadual Luiz Paulo (PSD), o texto foi vetado integralmente no dia 28 de setembro. Ricardo Couto alegou inconstitucionalidade formal, invasão de competência e ação judicial em andamento.

 

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Política

Eleições 2026: sete vereadores são eleitos e mudam composição da Câmara do Rio; veja quais suplentes vão assumir

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

05/10/2026 09:07

As eleições gerais deste domingo (04) também vão mudar um pouco a organização das cadeiras na Câmara do Rio. Na capital, sete dos 26 vereadores que disputaram outros cargos nas eleições de 2026 foram eleitos. Quatro foram eleitos deputados federais e ouros dois vão para para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O vereadores eleitos como deputados federais:

– Rick Azevedo (PSOL) — 191.371 votos
– Rafael Satiê (PL) — 91.074 votos
– Leniel Borel (PP) — 72.658 votos
– Marcio Ribeiro (PSD) — 67.989 votos
– Talita Galhardo (PSDB) — 46.780 votos

Já os eleitos como deputados estaduais foram:

– Leonel de Esquerda (PT) — 44.597 votos
– Joyce Trindade (PSD) — 37.088 votos

Suplentes na lista para assumir cadeiras na Câmara do Rio

As cadeiras vagas são ocupadas pelos suplentes seguindo a ordem de votos recebidos nas eleições de 2024, de acordo com partido/coligação e pelas regras eleitorais. Os suplentes que devem entrar no lugar dos eleitos são:

– Paulo Pinheiro (PSOL) — deve assumir a cadeira de Rick Azevedo (Luciana Boiteux, outra suplente que assumiria a vaga, também foi eleita deputada estadual)

– Chagas Bola (PL) — deve assumir a cadeira de Rafael Satiê

– Jorge Felippe (PP) — deve assumir a cadeira de Leniel Borel.

– Flavio Pato (PSD) — deve assumir a cadeira de Márcio Ribeiro ou a de Joyce Trindade

– Deangeles (PSD) — deve assumir a cadeira de Marcio Ribeiro ou a de Joyce Trindade

– Vinicius Cordeiro (Cidadania) — deve assumir a cadeira de Talita Galhardo

– Niquinho (PT) — deve assumir a cadeira de Leonel de Esquerda

Os novos vereadores devem tomar posse a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando os vereadores eleitos começam a assumir as novas candidaturas. Até lá, eventuais vagas temporárias poderão ser preenchidas conforme as regras previstas para cada situação.

Mais da metade dos vereadores disputou outro cargo

Dos 51 vereadores do Rio, 26 — o equivalente a 51% da Câmara — disputaram algum cargo nas eleições de 2026.

Ao todo, 14 vereadores do Rio disputaram uma vaga de deputado federal, nove concorreram a deputado estadual, dois ao Senado e um ao governo do estado. A maior bancada a tentar um novo cargo foi a do PSD, com nove parlamentares concorrendo.

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Política

Jogo aberto na Alerj: figurinhas carimbadas na política carioca, Val Ceasa, João Drumond e Renato Machado recebem milhares de votos enquanto aguardam decisão do TSE 

Foto de Lívia Mendonça
Lívia Mendonça

05/10/2026 08:30

O resultado das eleições deste domingo (04) ainda pode provocar mudanças na composição das bancadas do Rio na Assembleia Legislativa (Alerj) e na Câmara dos Deputados. Candidatos que tiveram o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), mas recorreram da decisão, receberam milhares de votos. Como os recursos ainda estão pendentes, essas votações foram classificadas pela Justiça Eleitoral como anuladas sub judice e, por enquanto, não entram no cálculo que definiu as vagas.

Na disputa pela Alerj, pelo menos cinco candidatos nessa situação tiveram votação nominal superior aos 27.447 votos de Carlos Russo (DC), o deputado estadual eleito com a menor votação entre os 70 nomes que aparecem na composição atual. João Drumond (PRD) recebeu 55.759 votos; Diego Alba (PSDB), 48.547; Renato Machado (PT), 48.300; Val Ceasa (PRD), 47.080; e Paulo Melo (União), 33.546. Apesar dos números, nenhum deles aparece atualmente na relação dos eleitos, porque seus votos estão condicionados ao resultado dos recursos.

Representantes do partido na Alerj

Os casos de João Drumond e Val Ceasa chamam atenção também pelo efeito que uma eventual reversão pode produzir dentro da Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. Na totalização atual, a federação elegeu, entre outros, Munir Neto (Solidariedade), com 52.808 votos; Soldado Tobias (PRD), com 37.969; e Arthur Monteiro (Solidariedade), com 35.844. João teve votação superior à dos três, enquanto Val ficou acima de dois deles.

Isso não significa, automaticamente, que ambos assumiriam mandatos: a validação dos votos exige uma nova totalização de toda a eleição proporcional, com novo cálculo dos quocientes e das sobras.

O TRE-RJ indeferiu por unanimidade o registro de Val Ceasa, que tenta a reeleição, em 1º de setembro. Segundo a Corte, havia elementos considerados suficientes para apontar vínculo do parlamentar com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção que atua no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. O próprio tribunal ressaltou, na ocasião, que a análise eleitoral não representava condenação criminal.

Já João Drumond, o herdeiro da Imperatriz Leopoldinense, teve o registro indeferido em 11 de setembro, em julgamento no qual a maioria entendeu que os elementos reunidos pela Procuradoria Regional Eleitoral indicavam utilização da candidatura em contexto relacionado a organização criminosa. As decisões admitem recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.

A defesa do neto do bicheiro Luizinho Drumond alegou que o jovem teria sido responsabilizado por fatos praticados por terceiros, além de apontar contradições e omissões na decisão.

Os candidatos Diego Alba e Renato Machado também tiveram os registros negados pelo TRE-RJ. Em decisão de 8 de setembro, a Corte afirmou ter considerado indícios de vínculos com organizações criminosas nos dois casos. Paulo Melo, por sua vez, teve o registro indeferido posteriormente com fundamento no mesmo artigo 17, parágrafo 4º, da Constituição, usado pelo tribunal em uma série de julgamentos envolvendo a vedação à utilização de organizações paramilitares no processo eleitoral.

Ricardo Abrão fica acima de eleitos para a Câmara dos Deputados

Na disputa para deputado federal, o caso de maior impacto eleitoral é o de Ricardo Abrão (PSDB). O parlamentar recebeu 63.730 votos, mas sua votação aparece fora do total de votos válidos. O número é superior, inclusive, aos 46.780 votos de Talita Galhardo (PSDB), eleita pela média na composição atual da bancada fluminense. Abrão também superou candidatos eleitos por outros partidos, embora o sistema proporcional não permita concluir apenas pela votação nominal quem ficaria com a cadeira.

O registro de Ricardo Abrão foi indeferido por unanimidade pelo TRE-RJ em 29 de setembro. De acordo com o tribunal, documentos reunidos no processo indicariam envolvimento do candidato com organização criminosa de caráter paramilitar. A decisão ainda comporta recurso. Enquanto não houver definição definitiva, os 63.730 votos permanecem anulados sub judice.

A legislação eleitoral permite que candidatos com registro indeferido continuem fazendo campanha e permaneçam na urna enquanto houver recurso. O TSE determina que os votos recebidos nessa condição sejam divulgados, mas não sejam considerados válidos na distribuição inicial das cadeiras. Caso o indeferimento seja revertido, os votos podem ser validados. E, se essa mudança modificar o resultado, a Justiça Eleitoral é obrigada a realizar nova totalização, que pode alterar eleitos, suplentes e até o número de cadeiras de cada partido ou federação.

Por isso, a relação de deputados estaduais e federais escolhidos pelo Rio neste domingo pode não ser definitiva. A próxima batalha desses candidatos será no TSE — e o resultado dos recursos poderá repercutir diretamente na composição da Alerj e da bancada fluminense na Câmara dos Deputados.

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Política

Ruas faz do Rio território do PL: vence em 79 municípios, contra 13 de Paes

Foto de Redação
Redação

05/10/2026 07:29

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) terminou o primeiro turno das eleições à frente em 13 dos 92 municípios do estado. Já Douglas Ruas (PL) venceu em 79 cidades. No resultado estadual, com 100% das urnas apuradas, o atual presidente da Alerj recebeu 4.271.199 votos, ou 49,27% dos válidos, enquanto Paes somou 3.706.984, equivalentes a 42,76%.

A principal vitória de Paes ocorreu justamente na capital, onde construiu sua principal base política e exerceu sucessivos mandatos como prefeito. Ainda assim, a disputa no município foi mais equilibrada do que o histórico eleitoral do ex-prefeito poderia sugerir: Paes teve 52,52% dos votos válidos no Rio, enquanto Ruas alcançou 40,05%.

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Além da capital, Paes venceu em outras 12 cidades, entre elas Niterói, Valença, Três Rios, Carmo e Miracema. O mapa do primeiro turno, no entanto, mostra uma vantagem territorial ampla de Ruas, que terminou na frente em praticamente todas as regiões do estado e venceu em 79 dos 92 municípios fluminenses.

O contraste entre o desempenho territorial e o peso eleitoral da capital ajuda a explicar a diferença relativamente menor no resultado estadual. Embora Paes tenha vencido em poucas cidades, seu melhor desempenho ocorreu justamente no maior colégio eleitoral do estado. Ruas, por outro lado, acumulou vitórias em um número muito maior de municípios e terminou o primeiro turno na liderança geral.

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