A concessionária responsável pelas obras de saneamento na Zona Oeste do Rio, a Iguá Rio, inicia, no dia 3 de novembro, uma nova etapa da dragagem das lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá. O foco dessa fase será o Canal da Joatinga.
As intervenções têm como objetivo retirar o lodo acumulado e elevar os níveis de oxigênio da água. A estimativa é remover 40 mil metros cúbicos de sedimentos — volume suficiente para encher 16 piscinas olímpicas.
Os serviços serão realizados de segunda a quinta-feira, das 7h às 18h, e às sextas e sábados, das 7h às 13h. Dividida em etapas, a intervenção tem previsão de concluir sua primeira fase em fevereiro de 2027. Como o material dragado será transportado por caminhões, a operação terá apoio de operadores e sinalização reforçada para orientar os motoristas.
Para prevenir acidentes com jet-skis no Canal da Joatinga, a organização manterá contato frequente com as marinas locais. Quaisquer ajustes operacionais ou restrições de navegação serão comunicados previamente, garantindo a segurança no mar.
Do primeiro para o segundo turno das eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral alterou o local de mais de quatro mil seções eleitorais em todo o país. No estado do Rio, no entanto, apenas cinco foram afetadas, todas em um único local de votação. A mudança aconteceu no bairro de Brás de Pina, na Zona Norte da capital.
Os mais de 1,8 mil eleitores da 188ª Zona Eleitoral, que votaram na Rede de Ensino EEEPV da Rua Muaná, em Brás de Pina, deverão votar, no segundo turno, em outra unidade da mesma rede de ensino, na Penha Circular. A outra sede da escola fica na Rua Irapuá. As seções afetadas foram 123, 124, 125, 126 e 127.
A distância entre os locais é de 1,3 km e a unidade da Penha Circular já sediava 10 seções, que permanecerão no local junto às cinco novas neste segundo turno.
De acordo com o TSE, as mudanças em todo o país ocorreram por diferentes motivos, que incluem reformas de última hora, melhorias de acessibilidade em prédios públicos e impacto de fortes chuvas, que exigiram a transferência preventiva de locais danificados para instalações vizinhas e mais seguras.
Lucas foi preso nesta manhã em uma casa de alto padrão na Barra da Tijuca. A mãe dele, Márcia Gama Nepomuceno, e o vereador do Rio Fábio Silva (Podemos) também foram presos.
Apesar do material de campanha encontrado, Canella não está entre os alvos da operação. O deputado estadual eleito foi preso na semana passada em outra ação da PF, acusado de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis no Rio.
Contexto da operação
Batizada de “Backbone”, a operação da PF tem o objetivo de desarticular uma estrutura ligada à facção criminosa que, por meio do uso de armas e ameaças, impõe o monopólio de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. O esquema também usa empresas provedoras para lavar os recursos obtidos com a atividade, segundo a investigação.
Foram expedidos 23 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão. De acordo com a PF, até o momento 19 pessoas já foram presas.
O Monumento de Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro de Santa Rosa, em Niterói, pode ganhar novos espaços de visitação após mais de 125 anos de sua inauguração. A prefeitura concluiu o estudo de restauro e requalificação da estrutura, localizada no Morro do Atalaia, e articula com o Colégio Salesiano Santa Rosa e a Administração Regional de Icaraí as próximas etapas do projeto, que pretende recuperar o patrimônio e ampliar o acesso do público ao local.
Com 34 metros de altura, sendo 28 metros de pedestal e seis metros da imagem da santa, a construção se tornou uma referência na paisagem da cidade e na história da presença salesiana no Brasil.
A proposta de requalificação prevê uma série de intervenções para recuperar a estrutura e transformar o entorno em um espaço de contemplação, memória e convivência. Entre as novidades planejadas estão: pórtico de entrada; recuperação do acesso de veículos pela rua posterior, com pavimentação e iluminação; e a implantação de estacionamento.
O projeto inclui ainda um centro de memória dedicado à trajetória do monumento, painéis com fotografias históricas, cafeteria, mirante com binóculos para observação da paisagem e uma loja de artigos religiosos católicos.
A história do monumento está diretamente ligada à trajetória do Colégio Salesiano Santa Rosa, fundado em 1883 como a primeira casa salesiana do Brasil. A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, uma das principais referências da congregação, remete à tradição de seu fundador, Dom Bosco.
Em junho de 2025, o monumento foi declarado Patrimônio Cultural e Imaterial de Niterói.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, já negou o pedido de liminar apresentado pela candidata, que, até agora, segue impedida de participar das eleições.
Ministro do TSE disse que plenário precisa decidir sobre validade dos votos
A ação apresentada pela defesa de Kelaine Goulart pedia que os votos dela nas eleições suplementares do próximo domingo (25) fossem considerados válidos para a contagem final ou, pelo menos, que fosse garantida sua condição de candidatura sub judice.
O ministro Sebastião Reis Júnior, no entanto, negou o pedido e apontou que a lei já garante o direito de concorrer sub judice. Ainda segundo o ministro, a decisão sobre a validade dos votos ainda depende do plenário do TSE. Com isso, a candidata ainda vai ter que aguardar a Corte analisar o caso.
Os autos foram enviados à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para que emita parecer sobre o mérito do recurso antes do julgamento final pelo plenário.
Kelaine Goulart era candidata a prefeita e a deputada estadual
Kelaine Goulart teve a candidatura barrada pelo TRE-RJ por tentar disputar o cargo de prefeita enquanto já mantinha seu registro ativo para concorrer a deputada federal no mesmo período.
Na semana passada, a Corte manteve a sentença de primeira instância. O relator do caso, desembargador eleitoral Bruno Bodart, argumentou que a legislação eleitoral não permite que uma mesma pessoa tenha registros de candidatura em circunscrições diferentes ao mesmo tempo.
As eleições suplementares para prefeitura de Itaguaí acontecem por conta do afastamento de Rubão, prefeito reeleito na última eleição. A Justiça Eleitoral entendeu que ele estava em seu terceiro mandato consecutivo. A decisão final saiu só em junho deste ano, meses depois de ele sair do cargo, após uma série de tentativas de recurso do ex-prefeito.
O vereador do Rio Fábio Silva (Podemos) e a mãe do rapper Oruam, Márcia Gama Nepomuceno, foram presos pela Polícia Federal (PF) na manhã desta segunda-feira (19) durante a Operação Backbone. O parlamentar foi preso em Londrina (PR).
Entre os presos também está Lucas Santos Nepomuceno, o Lucca, filho de Márcia Nepomuceno. Ele foi detido na casa onde mora, na Barra da Tijuca. Até o momento, 19 pessoas foram presas na operação, que prevê o cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lucas Santos Nepomuceno, o Lucca, chega à sede da PF — Foto: Milton Oliveira/GloboNews
A ação tem como objetivo desarticular uma estrutura ligada à facção criminosa que, por meio do uso de armas e ameaças, impõe o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na capital fluminense, e utiliza empresas provedoras para lavar os recursos obtidos com a atividade.
Também foi determinado o bloqueio de bens e valores em até R$ 558 milhões, alcançando 40 pessoas físicas e 42 empresas, além da suspensão das atividades econômicas das pessoas jurídicas em questão, entre provedores de internet, produtoras de eventos, empresa de contabilidade e empresas de fachada que eram utilizadas pelo grupo nas práticas criminosas.
De acordo com a PF, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será notificada para cassar as licenças e suspender os serviços das empresas envolvidas, garantindo medidas para que os moradores das áreas afetadas não fiquem sem atendimento.
PF cumpre mandado na Operação Backbone — Foto: Divulgação/PF
Os investigados responderão pelo crime de domínio social estruturado e poderão responder por extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que podem ser revelados no decorrer das apurações.
Um mandado de prisão foi cumprido contra Márcio Santos Nepumuceno, o Marcinho VP, que já estava encarcerado.
Família de Oruam já era investigada por suspeita de lavagem de dinheiro
Em abril, Oruam, Márcia e Lucas foram alvos de uma fase da Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Civil do Rio contra a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e a estrutura de lavagem de dinheiro da facção. Na ocasião, os três não foram encontrados pelos agentes.
Lucas teve a prisão preventiva decretada, mas em agosto, porém, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio concedeu habeas corpus e determinou que ele respondesse ao processo em liberdade, sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo a denúncia daquele caso, ele seria um gestor financeiro secundário do núcleo familiar, responsável por intermediar ordens da liderança e administrar recursos ligados à lavagem de dinheiro.
Em outubro de 2025, o Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou uma ação contra o vereador Fábio Silva por abuso de poder econômico na campanha para as eleições municipais. Na ocasião, o documento pedia que o parlamentar carioca tivesse o mandato cassado e ficasse inelegível por suspeitas de uso irregular de recursos públicos durante sua campanha.
De acordo com as denúncias, em 2020, o vereador teria colocado uma equipe de apoiadores nas ruas para realizar serviços de limpeza e manutenção na Zona Norte. Essa equipe executava, de forma irregular, atividades que são de responsabilidade da prefeitura, como forma de promover o parlamentar. Além disso, ele teria usado verba da empresa de internet “NORT Telecom” para financiar essas ações e pintado barricadas com as cores de sua candidatura no Complexo do Chapadão, uma das regiões que concentra sua base eleitoral.
Mas Bonetti também ganhou uma nova função no Diário Oficial da Assembleia Legislativa (Alerj). Em ato publicado pelo presidente da casa, o mesmo Douglas Ruas, e pelo primeiro-secretário, Rosenverg Reis (MDB), ele foi nomeado chefe de gabinete da presidência, no lugar de Elber Correa da Silva.
Elber, que é vice-prefeito de Itaboraí, voltou ao cargo na cidade.
E vem mais por aí
Bonetti, que foi um dos principais articuladores da campanha vitoriosa de Ruas, é também um dos nomes cotados para integrar o futuro secretariado estadual. Primeiro suplente do senador Romário (PL), ele é apontado para uma função estratégica de articulação política, fazendo a ponte entre o Palácio Guanabara, as prefeituras e outras instâncias de poder.
Na equipe de transição, estará ao lado da coordenadora Maria Gabriela Bessa, atual secretária estadual das Cidades, de Fábio Araújo, o Fabinho, e de Anderson Monteze.
A coordenação dos trabalhos ficará sob a responsabilidade de Maria Gabriela Bessa. O grupo também é integrado por Bruno Bonetti, Fábio Araujo e Anderson Monteze.
Com a publicação, o grupo passa a ter acesso oficial às informações, dados e procedimentos conduzidos pela Comissão de Transição Governamental para organizar a mudança de gestão.
A semana mal começou e as nomeações voltaram a superar as exonerações no Diário Oficial desta segunda-feira (19), com reforço no quadro da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao todo, foram publicados 19 novos reforços e 15 exonerações assinados pelo governador em exercício Ricardo Couto e pela Casa Civil.
Destaque desta rodada, a pasta de Ciência e Tecnologia recebeu quatro novos nomes em cargos estratégicos de assessoria e superintendência.
Outras áreas também registraram mudanças nos quadros, como as secretarias de Saúde; Ambiente e Sustentabilidade; Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e o Inea, com nomeações e exonerações.
Na Saúde, houve ainda uma designação temporária para responder pelo expediente da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária.
No balanço geral, as nomeações ficaram, mais uma vez, à frente das exonerações, mantendo o saldo positivo nas movimentações do Diário Oficial.
Moraes concede prisão domiciliar a policial preso com Canella e Amim em operação da PF; ele atuava como secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo
O policial civil Christiano Gaspar Fernandes, um dos seis presos na oitava fase da Operação Unha e Carne, vai cumprir prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após a defesa alegar que ele apresenta hemorragia depois de passar por uma cirurgia de alto risco.
Christiano está preso preventivamente na unidade de Benfica, na Zona Norte do Rio. Segundo o advogado Ubiratan Guedes, o policial foi submetido à cirurgia quatro dias antes de ser preso. Por questões éticas, o defensor não informou qual foi o procedimento médico realizado.
A decisão de Moraes, assinada no último sábado (17), determina a expedição urgente do alvará de soltura e estabelece uma série de medidas cautelares para o cumprimento da prisão domiciliar.
Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com os demais investigados e de utilização de redes sociais. O ministro também determinou a suspensão dos documentos que autorizam o porte de armas de fogo e dos certificados de registro para atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça.
Oitava fase da Operação Unha e Carne
Um dos seis presos na oitava fase da Operação Unha e Carne, junto ao ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil); o ex-secretário da Polícia Civil Marcus Amim e seu próprio irmão e também inspetor da Polícia Civil Giovanni Gaspar Fernandes, Christiano trabalhou na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), onde chefiou o setor de investigação durante o período em que Amim esteve à frente da unidade.
Posteriormente, assumiu o cargo de secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo. A PF aponta o policial como uma figura central no esquema de lavagem de dinheiro de recursos supostamente desviados da prefeitura.
Segundo a investigação, Christiano e Giovanni aparecem em registros manuscritos de pagamentos frequentes que poderiam ter origem em atividades criminosas. Os irmãos seriam identificados pelo codinome “Meninos” em planilhas que registravam a distribuição de dinheiro proveniente da rede de postos.
O Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhado à PF aponta que o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Posto citado em investigação da PF que levou à prisão de Márcio Canella recebeu mais de R$ 37 milhões da Prefeitura de Belford Roxo através de sete contratos
O posto de gasolina São Sebastião, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, recebeu mais de R$ 37 milhões em pagamentos da prefeitura desde 2012 e entrou no radar da Polícia Federal durante a investigação que levou à prisão do ex-prefeito e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil).
Segundo a PF, o estabelecimento movimentou mais de R$ 10 milhões em depósitos em dinheiro vivo, operações comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda.
Mas apesar de aparecer nas investigações, o posto não foi alvo da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (15). Para a PF, a movimentação financeira identificada em dinheiro vivo é compatível com práticas de ocultação de valores.
A operação da PF investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões. De acordo com as apurações, o grupo contava com quase 100 postos de combustíveis para misturar recursos de origem ilícita ao dinheiro obtido com a venda de gasolina, incluindo valores provenientes de verbas públicas.
Canella é apontado como integrante do núcleo empresarial e político do esquema.
Dos sete contratos, um foi assinado quando Canella ainda era prefeito
De acordo com as invetigações, foram localizados sete contratos — que somam valores de cerca de 20 milhões — com o posto em Belford Roxo. Um deles foi assinado quando Canella era prefeito da cidade.
O contrato é com a Secretaria Municipal de Transportes, de 10 de novembro de 2025, antes de Canella renunciar ao mandato para concorrer à Assembleia Legislativa (Alerj).
O último documento foi assinado dois dias depois de Canella se tornar o segundo deputado estadual mais votado do Rio, com quase 200 mil votos, já na gestão de sua sucessora na prefeitura, no dia 06 de outubro.
Mariana Malta, que adotou o apelido Canella do aliado, não foi alvo da Operação Unha e Carne. Mas a Polícia Federal identificou um pagamento do deputado estadual eleito de R$ 50 mil à Mariana.
O posto de gasolina que recebeu mais de 37 milhões pertence a Bruno Viana de Souza. Segundo a polícia, Canella e Bruno são sócios numa outra empresa, a Brumar Empreendimentos.
A Polícia Federal investiga se o dinheiro público que saiu da prefeitura, comandada pelo grupo de Canella, teria entrado no posto de gasolina comandado por um sócio dele e voltado para o grupo através dessa outra empresa.