O policial civil Christiano Gaspar Fernandes, um dos seis presos na oitava fase da Operação Unha e Carne, vai cumprir prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após a defesa alegar que ele apresenta hemorragia depois de passar por uma cirurgia de alto risco.
Christiano está preso preventivamente na unidade de Benfica, na Zona Norte do Rio. Segundo o advogado Ubiratan Guedes, o policial foi submetido à cirurgia quatro dias antes de ser preso. Por questões éticas, o defensor não informou qual foi o procedimento médico realizado.
A decisão de Moraes, assinada no último sábado (17), determina a expedição urgente do alvará de soltura e estabelece uma série de medidas cautelares para o cumprimento da prisão domiciliar.
Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com os demais investigados e de utilização de redes sociais. O ministro também determinou a suspensão dos documentos que autorizam o porte de armas de fogo e dos certificados de registro para atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça.
Oitava fase da Operação Unha e Carne
Um dos seis presos na oitava fase da Operação Unha e Carne, junto ao ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil); o ex-secretário da Polícia Civil Marcus Amim e seu próprio irmão e também inspetor da Polícia Civil Giovanni Gaspar Fernandes, Christiano trabalhou na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), onde chefiou o setor de investigação durante o período em que Amim esteve à frente da unidade.
Posteriormente, assumiu o cargo de secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo. A PF aponta o policial como uma figura central no esquema de lavagem de dinheiro de recursos supostamente desviados da prefeitura.
Segundo a investigação, Christiano e Giovanni aparecem em registros manuscritos de pagamentos frequentes que poderiam ter origem em atividades criminosas. Os irmãos seriam identificados pelo codinome “Meninos” em planilhas que registravam a distribuição de dinheiro proveniente da rede de postos.
O Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhado à PF aponta que o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.







































































