Entre o carinho e a polêmica, a vice-governadora eleita do Rio na chapa de Douglas Ruas (PL), Fernanda Louback (PL), mostrou em sua curta trajetória legislativa (foi eleita vereadora em Niterói em 2024) até aqui que tem vocação tanto para pautas que agradam a gregos e troianos quanto para assuntos que deixam as “tribos” em pé de guerra.
Exemplo do primeiro caso são os projetos aprovados em favor das pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Mãe de duas filhas diagnosticadas com o TEA, Fernanda teve firme atuação na causa. Ela apresentou, por exemplo, o projeto que deu origem à Lei Municipal 4.155/2026, que garante adaptações no ambiente escolar para crianças com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento, matriculadas em instituições públicas e privadas de Niterói.
Também foi a responsável pela Lei 4.122/2026, que permite dispensar estudantes autistas do uso de uniformes escolares quando houver sensibilidade sensorial.
Briga com os funkeiros e o rolé de motocicleta
Por outro lado, a vereadora arranjou uma briga grande com chamada Lei Anti-Oruam. Ela proíbe a contratação, pelo poder público, de shows e eventos abertos ao público infantojuvenil que envolvam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas. Foi aprovada com veto parcial.
Setores ligados aos movimentos populares e ao próprio funk viram na lei uma criminalização da cultura periférica. O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, acabou tendo seu nome vinculado à lei por ter enfrentados problemas com a Justiça, chegando a ser preso. Atualmente, o cantor, que é filho do traficante Marcinho VP e nega todas as acusações, está em liberdade concedida por voto unânime da 8ª Câmara Criminal.
Fernanda Louback ainda apresentou proposta para fiscalizar os chamados “rolezinhos” de motocicletas, mas o texto recebeu parecer contrário e foi arquivado. Outra polêmica foi a ideia de criar “banheiros neutros” em espaços de uso coletivo.
A vereadora também subscreveu a proposta que tornou obrigatória a execução do Hino Nacional Brasileiro uma vez por semana nas escolas públicas e privadas de ensino fundamental de Niterói.
Acostumada a disputar eleição desde nova
Antes de entrar na política, Fernanda foi professora, empresária, atriz e modelo. Aliás, acostumou-se a eleições desde cedo. Em 2003, venceu o Miss Rio de Janeiro, representando Nova Friburgo. Como atriz, fez parte do elenco do “Zorra Total”, da TV Globo. Começou como figurante e trabalhou por cerca de dois anos ao lado do ator Paulo Silvino.

A atuação como empresária acabou levando Fernanda para a política. Quando obras foram realizadas na Rua Moreira César (atual Rua Paulo Gustavo), em Niterói, sua loja acabou prejudicada. Ela, então, resolveu que queria interferir de forma decisiva na atuação do poder público.
Homenagem a Cássia Kis, atriz acusada de transfobia
Sua ligação com o mundo artístico também tem pitadas de polêmica. Sugeriu uma homenagem à atriz Cássia Kis, que este ano foi acusada de transfobia ao questionar a presença de uma mulher trans no banheiro feminino do Barra Shopping. Virou caso de polícia. E de denúncia do Ministério Público.
Fernanda é amiga da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal. Já propôs inclusive homenagem à mulher de Jair Bolsonaro.

O fato é que, gostando ou não dela, é preciso dizer, usando o jargão do mundo artística, que a nova vice-governadora chegou para causar!





















































