Vereadores do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Iguaba Grande, na Região dos Lagos, abriram um processo de impeachment contra o atual prefeito, Vantoil Martins (Cidadania). Ele é acusado de omissão acerca das obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, paralisadas há mais de um ano. O posto é o único local do munícipio onde há atendimento de emergência.
A população se queixa também da demora no agendamento de exames e a constante falta de medicamentos na farmácia administrada pela prefeitura. De acordo com os responsáveis pelo pedido, a cidade vive a sua maior crise na saúde pública desde sua emancipação de São Pedro da Aldeia, em 1955, ”mesmo recebendo milhões de reais provenientes dos royalties de petróleo”.
A crise da saúde na cidade é ilustrada pelo caso de Bruna Terra Lobo, de 22 anos, que morreu no dia 5 de abril após passar por quatro atendimentos na UPA de Iguaba Grande. Ela foi atendida pela primeira vez no dia 01/04, relatando dor de garganta. Seu estado se agravou: ela passou a apresentar tosse, vômito e cansaço. Acabou voltando ao local pela manhã e à noite no dia 04, sendo liberada para casa nas duas vezes. No dia 05, ela foi internada e intubada enquanto aguardava transferência para um hospital em Volta Redonda, no Sul Fluminense, mas acabou não resistindo.
Por unanimidade, o plenário do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) aprovou parecer prévio contrário à aprovação das contas do ex-prefeito de Teresópolis Vinícius Claussen, referentes ao exercício de 2024. A decisão seguiu o voto do conselheiro-relator Christiano Lacerda Ghuerren e recomenda que a Câmara de Vereadores da cidade mantenha a reprovação no julgamento político do caso.
A rejeição do balanço anual foi motivada por duas irregularidades consideradas graves pelo tribunal. A primeira delas foi o descumprimento do limite constitucional para a Educação. A prefeitura aplicou 23,52% das receitas resultantes de impostos e transferências na manutenção e desenvolvimento do ensino, ficando abaixo do piso mínimo obrigatório de 25% exigido pelo artigo 212 da Constituição Federal.
A segunda falha determinante foi a falta de repasse integral das contribuições ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), incluindo valores cobrados da parte patronal e verbas que haviam sido descontadas diretamente do pagamento dos servidores públicos.
Além das razões principais para o parecer contrário, o relatório apontou falhas de gestão e gargalos fiscais que comprometeram o encerramento do mandato. A administração fechou o ano com um déficit financeiro acumulado de aproximadamente R$ 9,8 milhões.
O documento também registrou um aumento expressivo no pagamento de dívidas judiciais — os gastos com precatórios saltaram de R$ 5,8 milhões em 2021 para R$ 86,9 milhões em 2024.
O tribunal criticou ainda a falta de eficácia na arrecadação tributária local, apontando a ausência de mecanismos de cobrança via protesto em cartório, deficiência na fiscalização do ISS e falta de atualização da planta de valores para o IPTU, além do fato de o Conselho Municipal de Saúde não ter emitido parecer sobre a totalidade das contas do setor no ano.
O lado correto da gestão
Por outro lado, o relatório registrou o cumprimento de outras obrigações legais.
Na área da Saúde, Teresópolis investiu 22,66% das receitas próprias, superando o piso mínimo de 15%. Os gastos com pessoal do Poder Executivo fecharam o último quadrimestre em 53,50% da Receita Corrente Líquida, dentro do teto máximo de 54% estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Já quanto aos recursos do Fundeb, a prefeitura destinou 100% da verba elegível para a remuneração dos profissionais da educação básica, atendendo com folga o mínimo legal de 70%.
Os próximos passos em Teresópolis
Com a emissão do parecer pelo TCE-RJ, o processo segue para a Câmara de Teresópolis, órgão competente para julgar em definitivo as contas do ex-gestor.
O tribunal determinou também o envio de notificações com os achados da auditoria ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ao Ministério da Saúde e à Secretaria do Tesouro Nacional.
No próximo domingo (25), eleitores de todo o estado — e do Brasil inteiro — escolhem o presidente no segundo turno das eleições. Lá em Itaguaí, porém, eleitores também precisarão votar para a prefeitura. Acontece neste fim de semana a eleição suplementar no município, determinada pela Justiça Eleitoral após o afastamento de Rubão (Podemos).
Apesar de ter sido eleito em 2024, Rubão teve o registro de candidatura indeferido. Desde as eleições municipais, a disputa pela cadeira de prefeito passou por diferentes fases e, agora, os itaguaienses escolhem prefeito e vice para um mandato que termina em 31 de dezembro de 2028.
São candidatos no município o atual prefeito interino Haroldinho (PDT), Luciano Mota (PT), Marcelo Cunha (Democrata) e Kelaine Goulart (Novo), que concorre sub judice.
Relembre todas as reviravoltas que marcaram esse caso.
Por que Rubão foi afastado?
Em 2020, Rubão assumiu a Prefeitura de Itaguaí em um mandato tampão, após o impeachment do prefeito e do vice. Ao todo, foram seis meses no comando da prefeitura. No mesmo ano, ele se candidatou e foi eleito prefeito nas eleições regulares.
Em 2024, ele foi candidato à reeleição e, novamente, terminou como o mais votado. Seu registro de candidatura, porém, foi barrado pelo TRE-RJ; para a Corte, o fato de ele ter ocupado o cargo em um mandato tampão configuraria a eleição em 2024 como um terceiro mandato consecutivo.
A defesa tentou assegurar a permanência no cargo por meio de liminares, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o último recurso do prefeito em fevereiro deste ano.
Ainda em 2025, quando Rubão assumiria a cadeira de prefeito de novo, Haroldinho Jesus (PDT), então presidente da Câmara de Itaguaí, assumiu a prefeitura por conta do indeferimento do candidato eleito. Ele era o próximo na linha sucessória e, por isso, se tornou prefeito interino.
Porém, depois de uma intensa disputa judicial, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu efeito suspensivo autorizando a diplomação e posse de Rubão no cargo.
Posteriormente, Rubão foi novamente afastado, em novembro do ano passado. Haroldinho, então, retornou ao cargo do executivo municipal e seguiu na cadeira até a decisão final do TSE determinando eleições suplementares. Com isso, Haroldinho entrou oficialmente na disputa eleitoral para permanecer no cargo.
Eleição foi marcada pro afastamento de Rubão, mandato interino de Haroldinho e indeferimento de Kelaine — Foto: Reprodução/Redes sociais
Kelaine Goulart teve registro indeferido no TRE e disputa sub judice
A empresária se candidatou a dois cargos ao mesmo tempo em 2026. Na teoria, se tratavam de eleições diferentes, pois um dos cargos era o de deputada federal, nas eleições gerais, enquanto o outro era o de prefeita, nas eleições suplementares.
A disputa simultânea levou Kelaine a ter sua candidatura indeferida. Ela recorreu, mas a Corte manteve a sentença de primeira instância. O relator do caso, desembargador eleitoral Bruno Bodart, argumentou que a legislação eleitoral não permite que uma mesma pessoa tenha registros de candidatura em circunscrições diferentes ao mesmo tempo.
Kelaine, agora, ainda aguarda análise de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e segue com candidatura indeferida.
A escolha definitiva: cerca de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a voltar às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República. Somente no Rio de Janeiro, são cerca de 12,8 milhões de eleitores que poderão participar do segundo turno das eleições de 2026, em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o comando do país pelos próximos quatro anos.
Diferente do primeiro turno, em que o cidadão fluminense precisou escolher seis candidatos para diferentes cargos, dessa vez o voto será apenas para presidente — com exceção de Itaguaí, que onde vão rolar eleições suplementares para prefeito.
A votação acontece das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Para evitar imprevistos, a Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores confiram antecipadamente o endereço da seção eleitoral e separem os documentos necessários.
Previsão de chuva para o horário da votação
Na capital fluminense, a previsão do tempo também exige atenção: o Climatempo prevê mínima de 21°C e máxima de 27°C, com 94% de chance de chuva, ainda mais durante o período de votação. A previsão indica precipitação a partir do fim da manhã, com tarde e noite chuvosas.
A previsão do Sistema Alerta Rio, da Prefeitura do Rio, também aponta pancadas de chuva acompanhadas de raios a qualquer momento neste domingo de eleições, além de declínio das temperaturas. Os ventos podem variar de moderados a pontualmente fortes.
Filas devem andar mais rápido no segundo turno
De acordo com o juiz de fiscalização de propaganda eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Marcello Rubioli, o tempo que uma pessoa leva na cabine de votação deve reduzir bastante no Rio de Janeiro.
A expectativa é que o tempo caia de seis a dez minutos do primeiro turno para cerca de 30 segundos, já que a quantidade de candidatos caiu de seis para um.
Apenas um local de votação mudou no Rio
O estado do Rio de Janeiro teve apenas um local de votação alterado entre o primeiro e o segundo turno. A mudança ocorreu em Brás de Pina, na Zona Norte da capital, e afeta mais de 1,8 mil eleitores de cinco seções eleitorais.
Quem votou na Rede de Ensino EEEPV, na Rua Muaná, 105, deverá comparecer à unidade da mesma instituição localizada na Rua Irapuá, 243, em Penha Circular. O novo endereço fica a cerca de 1,3 quilômetro do anterior.
Nos outros 92 municípios fluminenses, os eleitores poderão votar nos mesmos locais utilizados no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Ao todo, o estado tem 5.040 locais de votação e 37.675 seções eleitorais.
Quais documentos levar para votar?
Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto. São aceitos: Carteira de identidade (RG); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte; Carteira de trabalho física; Carteira de categoria profissional reconhecida por lei; Certificado de reservista; e-Título, desde que o aplicativo apresente a fotografia do eleitor.
Não é obrigatório levar o título eleitoral em papel. Quem não tiver o e-Título com foto deverá apresentar outro documento oficial com fotografia, mesmo que esteja vencido, desde que permita a identificação.
Também vale lembrar: quem não votou no primeiro turno poderá participar normalmente da votação deste domingo, desde que esteja com a inscrição eleitoral regular.
Depois de se encontrar com apoiadores em Minas Gerais, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) se deslocou para o Rio de Janeiro, mais precisamente para o reduto do pai na capital fluminense — a Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da cidade.
Os apoiadores do candidato se reuniram na tarde deste sábado (24), na Praça do Ó, em um ato de campanha na véspera do segundo turno das eleições ao lado de Flávio. A concentração começou por volta das 14h.
Cerca de meia hora depois, o público já lotava a praça e ocupava as pistas da orla da praia ao longo de um quarteirão. Flávio chegou ao local por volta das 16h para participar da mobilização, que encerra a campanha do senador antes da votação deste domingo (25).
A escolha da Barra da Tijuca repete o movimento feito por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também realizou uma passeata no Rio na véspera do primeiro turno.
A programação prevê ainda uma caminhada até o condomínio onde Jair Bolsonaro tem casa.
Ato encerra agenda de Flávio no Sudeste
Antes de chegar ao Rio, Flávio participou de uma mobilização em Belo Horizonte, em Minas Gerais, na manhã deste sábado. O evento, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), integrou o chamado “Bloco do 22” e incluiu uma motociata entre a Praça do Papa e a Praça da Liberdade.
A agenda mineira contou com a presença de Nikolas e do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os dois estavam entre os nomes de destaque da mobilização realizada pela manhã.
Na barra, seus aliados políticos o acompanharam e se juntaram à base política do PL no estado fluminense, como o recém-eleito governador Douglas Ruas (PL).
“Está faltando alguma coisa. Está sempre faltando alguma coisa. Se é uma bebida, se é um amor. Oh, diabo, eu não sei”. Raul Seixas escreveu isso em algum momento de sua carreira, retrato da turbulenta vida que levava. Não à toa, era dependente químico. E o que ele disse encaixa perfeitamente na vida de um bêbado que está sem beber como eu. Quando estava na ativa, faltava sempre a próxima dose. E a próxima, e a próxima. Até o esgotamento. Em recuperação, vêm momentos em que surge aquele estalo. “Está faltando alguma coisa”. Acontece deitado na rede, andando pela rua, dentro do ônibus.
Nessas horas é preciso fazer o movimento contrário. “Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, era a música que eu ouvia direto numa balada que ia nos anos 90. Achava insuportável. Mas eu me divertia assim mesmo. Bebendo, bebendo e bebendo. E tudo parecia que ia dar certo. O fundo de poço estava muito distante naquela ocasião.
Muito velório rolou de lá pra cá, como diria Mano Brown. E quase o meu próprio. Hoje, posso dizer com certeza o que espero deste sábado à noite. Uma reunião no meu grupo de escolha da irmandade. Talvez uma leitura depois, com o gato Severino no colo. Se eu me organizar, vou passar num sebo e tentar achar um exemplar de “A vingança do timão”, de Carlos Moraes. Sempre compro esse livro. Nunca tenho. É tão importante na minha vida que compro, releio e passo adiante.
Nos dias de sinto, nas noites de laço, preciso olhar para minha personalidade multifacetada e encontrar os melhores que sou. Por exemplo, me transformo em Belchior quando estou caminhando pela manhã rumo à praça e canto “vou viver as coisas novas, que também são boas, o amor e o humor das praças, cheias de pessoas. Agora eu quero tudo. Tudo outra vez”. Noutras ocasiões, indo tomar um sorvete de três reais (baunilha, sempre!) no shopping, sou Gal Costa, cantando “Baby”.
De repente, vou entrar numa igreja hoje. Não para pedir porra nenhuma. Mas para agradecer. Não importa o fato de eu ser ateu. Tenho um cachorro e quatro gatos. Eles, sem dúvida, acreditam em São Francisco. Isso me basta.
Por falar no cachorro, Lunga nos últimos dias finalmente conseguiu fazer amizade com a gatinha da oficina da Rua Teodoro da Silva. Foram meses. Inicialmente, ela corria pros fundos. Depois, olhava curiosa. Mais um tempo e passou se aproximar, desconfiada. Nesta semana ela fez focinho com focinho com ele. Ele foi pra casa com o coração saltitando. Eu fiquei com o meu quentinho.
O universo não tolera o vazio. Nem eu. Pra mim, o grande segredo atualmente consiste em preenchê-lo com coisas que já estão ali. E foi pensando nisso que descobri o que está faltando neste momento. Estava no 232, indo pro trabalho no Centro, em plena Radial, quando tive a iluminação. Está faltando uma carrocinha de churros na Praça Edmundo Rêgo, no Grajaú. Que é onde fica a igreja que abriga meu grupo. Pra que eu saia da reunião, lambuze os dedos, a barba e não sinta nem um tantinho de culpa por aquela quantidade de gordura e doce de leite. Afinal de contas, é só por hoje!
A Prefeitura do Rio vai ampliar a cobertura do sistema Rio Rotativo Digital com a implantação de 2.979 novas vagas de estacionamento em seis regiões da cidade.
A expansão será feita por etapas, entre os dias 4 e 30 de novembro, e inclui áreas como Quinta da Boa Vista, Humaitá, Maracanã, Madureira, Praia da Reserva e Campo Grande.
Entorno da Quinta da Boa Vista vai contar com o sistema no começo de novembro
A primeira região a receber o serviço será o entorno da Quinta da Boa Vista, a partir de 4 de novembro, com 113 vagas nas ruas Dom Meinrado e General Herculano Gomes.
No Humaitá, a implantação está prevista para 9 de novembro, com 331 vagas distribuídas pelas ruas Humaitá, Marquês, Conde de Irajá, Martins Ferreira e Capistrano de Abreu.
Já no dia 16, o estacionamento rotativo chegará à região do Maracanã, com 240 vagas nas ruas General Canabarro, Ibituruna, Morais e Silva, Pedro Guedes e Visconde de Cairu.
Em Madureira, o serviço será implantado a partir de 23 de novembro, com 245 vagas distribuídas por nove ruas: Antônio de Abreu, Clara Nunes, Maria de Freitas, Dagmar da Fonseca, Américo Brasiliense, Manuel Marques, Alcina, São Geraldo e Dona Clara.
Praia da Reserva concentra maior número de vagas
A maior parte das novas vagas ficará na Avenida Lúcio Costa, na região da Praia da Reserva, que receberá 1.800 espaços a partir de 27 de novembro.
O cronograma de expansão termina em Campo Grande, no dia 30 de novembro, com a implantação de 250 vagas. Os espaços serão distribuídos pelas ruas Augusto Vasconcelos, Amaral Costa, Agostinho Coelho, Engenheiro Trindade, José Ferreira, Guaraí, Uruna, Tatuoca, Viúva Dantas, Doutor Caetano de Faria Castro, Mário Barbosa, Camanducaia e Sacramento Blake.
Como funciona o Rio Rotativo Digital
O sistema digital substitui os antigos talões de estacionamento e concentra a contratação do serviço no aplicativo Jaé. Para utilizar uma das vagas, o motorista deve estacionar em um espaço sinalizado e acessar a opção Rio Rotativo na plataforma.
O aplicativo identifica a localização por GPS. Em seguida, o usuário precisa confirmar o endereço, informar a placa do veículo e escolher o período de permanência. O pagamento pode ser feito por Pix ou cartão de crédito.
A tarifa é de R$ 2 por até duas horas de estacionamento. O período pode ser renovado, desde que o veículo respeite o limite máximo de seis horas estabelecido para a vaga. Após esse prazo, passam a valer as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
Com informações da coluna do Ancelmo Gois, no jornal “O Globo”.
O dançarino e passista Davi Araújo está vivendo um sonho. Depois de gravar um vídeo numa laje sambando ao som de “Você já sabe quem chegou”, um dos novos sucessos de Anitta, teve a surpresa de ver a coreografia repostada por nada mais nada menos que… Anitta!
Desde então, o vídeo teve quase 15 milhões de visualizações, e Davi ganhou 42 mil novos seguidores. Ele não esperava por isso:
“Quando gravo meus vídeos, geralmente são ‘freestyle’ , quase nunca uma coreografia montada. Escolhi essa música de forma despretensiosa, só coloquei e me diverti. Com toda certeza o universo quem escolheu!”, disse Davi.
Anitta: novo trabalho da cantora inspirou os passos de dançarino do Salgueiro. Foto: Divulgação
Nascido e criado no bairro Colégio, na Zona Norte, Davi tem “ligação” com Anitta, que nasceu em Honório Gurgel.
“Viemos de bairros vizinhos, imagina eu ver Larissa se tornando Anitta e não me inspirar? Acompanho e sigo a carreira dela desde sempre!”, conta.
Carinho nas redes sociais emociona o dançarino
O dançarino está encantando com todo o carinho que vem recebendo nas redes:
“Cada alcance me emociona, cada vídeo reproduzindo a coreografia. Estou vendo gente de vários países também reproduzindo. Isso me deixa com o coração quentinho. Estou com sentimento de que minha caminhada valeu a pena!”, emociona-se.
Império Serrano, União da Ilha, Tradição: uma longa caminhada
Caminhada, aliás, que começou árdua. Não à toa, a primeira escola em que Davi se apresentou foi a Difícil É O Nome, de Pilares. Daí pra frente, passou por Tradição, Império Serrano, União da Ilha e Engenho da Rainha. E não parou mais:
“Eu sempre dancei, mas entendi que a dança era o que me movia a partir do momento em que ingressei numa escola de samba aos 16 anos, e assim lá se vão 11 anos de muita dedicação. Dentro desses anos fui olhando, criando, sentindo e formando o Davi de hoje. Ainda que tenha passado por algumas agremiações, eu sempre buscava manter minha identidade”.
Atualmente, Davi dá aula de samba e faz parte da ala Diversidade, do Salgueiro. E já sonho com voos mais altos:
“Seria um sonho eu fazer parte da construção do samba no pé da Anitta. Acho que tenho muito a contribuir, mesmo ela já sendo incrível na desenvoltura . Dito isso, Anitta, me contrata!”, diverte-se a nova celebridade do samba.
Um novo vazamento em uma tubulação do Sistema Guandu voltou a afetar o abastecimento de água no Rio de Janeiro neste sábado (24). A ocorrência obrigou a Cedae a reduzir a produção da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu e atinge bairros das zonas Oeste, Norte e Sul, o Centro e municípios da Baixada Fluminense.
O problema foi identificado menos de 24 horas depois de a estação ter retomado a capacidade total de produção, na tarde de sexta-feira (23), após outra manutenção emergencial. Segundo a Rio+Saneamento, a ETA Guandu opera com 73% da capacidade após o novo vazamento.
Na Zona Oeste, a Rio+Saneamento informou que o fornecimento foi novamente interrompido em 24 bairros, além de Canto do Rio, em Seropédica. São eles: Bangu, Barra de Guaratiba, Campo dos Afonsos, Campo Grande, Cosmos, Deodoro, Gericinó, Guaratiba, Ilha de Guaratiba, Inhoaíba, Jardim Sulacap, Jabour, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pedra de Guaratiba, Realengo, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Vila Kennedy e Vila Militar.
A concessionária informou que vai reforçar o abastecimento por caminhões-pipa, com prioridade para serviços essenciais.
Centro, zonas Norte e Sul e Baixada
A redução da produção no Guandu também afeta áreas atendidas pela Águas do Rio. Na capital, moradores do Centro e das zonas Norte e Sul podem enfrentar baixa pressão e interrupções no fornecimento.
Na Baixada Fluminense, são afetados Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.
A Cedae realiza um reparo emergencial na tubulação, mas, até o momento dos comunicados, não havia previsão para a conclusão do serviço e a retomada integral da produção da estação.
Normalização pode levar até 72 horas
A Rio+Saneamento informou que o abastecimento poderá levar até 72 horas para ser normalizado depois que a ETA Guandu voltar a operar com 100% da capacidade. A Águas do Rio também trabalha com prazo de até 72 horas para a recuperação gradual do fornecimento. Em áreas elevadas e nas pontas da rede, o retorno pode demorar ainda mais.
Enquanto o sistema não for restabelecido, a orientação é usar a água armazenada em caixas-d’água e cisternas apenas para atividades essenciais e adiar tarefas de alto consumo, como lavagem de carros,calçadas e quintais.
Profissionais da rede municipal de educação de Seropédica estão com salários e benefícios atrasados e sem previsão de pagamento. De acordo com a categoria, a situação se agravou nos últimos meses e levou o sindicato a se mobilizar para cobrar explicações da prefeitura e levar o caso à Justiça.
Em setembro, a preocupação dos trabalhadores aumentou por conta da falta de um calendário regular de pagamentos. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), as pendências comprometem o planejamento financeiro dos servidores, que dependem dos salários para arcar com despesas básicas, como alimentação e moradia.
“O Sepe Seropédica/Paracambi vem cobrando formalmente do Poder Executivo a regularização dos pagamentos e a apresentação de um calendário que assegure previsibilidade aos servidores”, afirmou Andrea Garcia, coordenadora-geral do sindicato.
Categoria se mobilizou em ato em frente a Câmara de Seropédica
Em setembro, os profissionais decidiram, em Assembleia Geral Extraordinária, por manter estado de greve. No último dia 29 de setembro, a categoria realizou um ato público em frente à prefeitura, seguido de uma caminhada até a Câmara de Seropédica.
Recentemente, a categoria optou por não manter o estado de greve, segundo o sindicato, mas segue acompanhando a situação.
Três tipos de pendências salariais
De acordo com a diretoria do Sepe, as cobranças envolvem diferentes obrigações financeiras da prefeitura, que vão além dos salários mensais.
Entre elas estão parcelas atrasadas de retroativos do quinquênio e de valores referentes ao reajuste salarial e os próprios vencimentos dos servidores.
No caso do quinquênio, parte dos profissionais da educação tem valores retroativos a receber, cujo pagamento foi dividido em parcelas mensais. Segundo o sindicato, no dia 20 de outubro serão completados cinco meses de atraso, com a quinta parcela ainda pendente.
Já os retroativos do reajuste salarial atingem toda a categoria da educação. Uma parcela referente a setembro de 2026 está em atraso. Os valores são decorrentes do reajuste concedido no ano passado, cujo pagamento foi dividido em dez parcelas.
Além dessas pendências, os profissionais relatam atrasos e incertezas sobre as datas de pagamento dos vencimentos. A situação motivou cobranças administrativas, mobilizações e uma ação judicial movida pelo sindicato.
“É fundamental distinguir essas situações, porque não estamos tratando apenas de um atraso pontual de salário, mas de um conjunto de obrigações remuneratórias que a administração municipal precisa regularizar. Nossa reivindicação é que a prefeitura quite os valores devidos, apresente um calendário oficial de pagamentos e assegure o cumprimento regular de todas as obrigações salariais dos profissionais da educação”, afirmou a coordenadora-geral Andrea Garcia.
Sindicato recorreu à Justiça
No último dia 09 de outubro, diante da falta de uma solução administrativa, o Sepe ajuizou uma ação civil pública na 2ª Vara da Comarca de Seropédica. O sindicato pediu uma tutela de urgência para que a prefeitura fosse obrigada a pagar os salários atrasados em até 24 horas. O pedido foi negado pela Justiça.
Segundo a direção do Sepe, no entanto, a ação continua sendo um instrumento para defender os direitos dos trabalhadores.
O sindicato também cobra a apresentação de um calendário regular de salários e a definição de um cronograma para o pagamento do décimo-terceiro.
“É importante destacar que nossa reivindicação não se limita ao pagamento dos valores atrasados. Exigimos também a garantia de um calendário regular de salários, a definição do cronograma do décimo terceiro salário e a quitação das parcelas pendentes dos retroativos do quinquênio. Os trabalhadores da educação continuam desempenhando suas funções e garantindo o atendimento à população, mesmo diante da insegurança financeira provocada pelos atrasos. O pagamento pontual du os salários é um direito dos servidores e uma obrigação da administração pública, não podendo ser tratado como uma concessão do governo”, disse a direção do sindicato.
Sepe cobra explicações da prefeitura
O sindicato afirma ainda que vem solicitando formalmente à Prefeitura de Seropédica esclarecimentos sobre as razões dos atrasos, a situação financeira do município e o calendário de pagamentos.
Segundo a diretoria da entidade, até o momento, não foram apresentadas informações oficiais suficientes para estabelecer uma justificativa conclusiva para o descumprimento dos prazos.
Procurada pela reportagem, a prefeitura não retornou o contato até a publicação desta matéria.
Em pé na traseira de uma picape, que avançou em meio à multidão até o carro alegórico, o presidente estava acompanhado do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), e do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que concorreu ao governo do estado nestas eleições, sem sucesso.
Além deles, também estavam com Lula a deputada federal Benedita da Silva (PT), que concorreu ao Senado pelo estado e saiu derrotada, e a primeira-dama Janja.
Encerramento de campanha no Rio
O ato, organizado sob o lema “Brasil Pronto pra Mais”, marca o encerramento da campanha presidencial de Lula na cidade, na véspera do segundo turno das eleições, neste domingo (25). A concentração começou por volta das 9h, na altura do Posto 5, e a caminhada pela Avenida Atlântica estava prevista para as 10h.
A manifestação reúne parlamentares, lideranças políticas, representantes de movimentos sociais e sindicatos, além de artistas. A orla de Copacabana ficou lotada de apoiadores do presidente durante a manhã.