A chegada de uma frente fria trouxe ventos de mais de 100 km/h e provocou caos na capital fluminense e em cidades da Região Metropolitana na última quarta-feira (29). Em meio ao debate sobre a melhora dos protocolos de previsão de fenômenos climáticos extremos e emissão de alertas, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), anunciou que o município irá comprar mais sensores de vento para as estações meteorológicas da prefeitura.
Na declaração dada nesta sexta-feira (31) ao Jornal “O Globo”, o prefeito informou que o orçamento para a compra de novos sensores já está autorizada. Os detalhes da quantidade de equipamentos que serão adquiridos, porém, ainda não foi informada.
Hoje a cidade dispõe de 11 estações meteorológicas: três são administradas pela prefeitura; três pelo Instituto Nacional de Meteorologia; e cinco pela Aeronáutica.
Sistemas municipais de detecção receberam críticas
Após o evento da última quarta, os sistemas municipais de detecção receberam críticas de moradores de diferentes regiões do Rio.
A ineficiência na previsão da ventania e a demora na emissão de alertas para a população foram as principais reclamações da população.
Protestos em bairros da Zona Oeste e de Santa Teresa
A ventania também derrubou mais de 260 árvores na capital, interrompeu a circulação de trens, metrô e barcas e deixou inúmeros imóveis sem energia elétrica. O transtorno gerou a reação de moradores de diferentes regiões do Rio, que realizaram manifestações contra a demora na volta da energia.
Na comunidade Bela Vista, na Taquara, na Zona Sudoeste, moradores atearam fogo em lixo e bloquearam ruas.
Em Sepetiba, na Zona Oeste, manifestantes incendiaram objetos na Estrada de Sepetiba e chegaram a depredar um ônibus, que ficou atravessado na pista.
Com informações do Jornal “O Globo”.

