Em razão dos débitos contraídos pela SuperVia, que administrou os trens no Rio por mais de 27 anos, cresce o risco de interrupção da prestação de serviços por fornecedores considerados essenciais para o funcionamento do sistema ferroviário. O valor, estimado em R$ 15 milhões, fez com que o presidente da Comissão de Transportes da Alerj, deputado Dionísio Lins (PP), encaminhasse um pedido de informações à permissionária Trens-RJ — que herdou as dívidas.
No documento, o parlamentar solicita uma série de esclarecimentos, como as responsabilidades que cabem à operadora e ao governo estadual, além do planejamento para a quitação dos débitos.
Além disso, solicitou a relação das 14 estações consideradas áreas de risco pela empresa e quais ações serão implementadas para coibir assaltos. A segurança nas estações e plataformas é responsabilidade do governo estadual.
Segundo contrato homologado em fevereiro pela 6ª Vara Empresarial, firmado entre o governo estadual e o consórcio Nova Via Mobilidade (que utiliza a marca Trens-RJ), a permissionária não é responsável pelo passivo da SuperVia. As dívidas foram contraídas em maio de 2026, mês em que a concessionária operou o sistema até o dia 29.
A Trens-RJ, por sua vez, passou a operar o serviço a partir do dia 30 do mesmo mês.
Com informações do Jornal “O Globo”.

