Em meio ao debate sobre o papel — e o armamento — das guardas municipais na segurança pública, a cidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos, decidiu ampliar o arsenal da corporação, mas sem recorrer às armas convencionais. As equipes vão receber equipamentos de menor potencial letal, que poderão ser utilizados pelos agentes após treinamento específico.
O armamento, que inclui pistolas e lançadores que utilizam projéteis de impacto e munições com agente químico, foram desenvolvidos para auxiliar na contenção de ocorrências com menor potencial de dano. Os equipamentos, ainda que sejam novidade na segurança pública municipal no Brasil, já são utilizados em cidades como Nova York, nos Estados Unidos, e Córdoba, na Argentina.
Entre os recursos disponíveis estão projéteis de impacto controlado, produzidos em polímero e destinados a interromper agressões e auxiliar em situações específicas de resgate. O arsenal também conta com munições de carga química, capazes de liberar uma nuvem de agente lacrimogêneo e pimenta, provocando efeitos temporários que facilitam a contenção de suspeitos e a atuação dos agentes em campo.

Agentes passam por capacitação com novo armamento
Os guardas municipais irão passar por um processo de capacitação, visto que os equipamentos possuem um pó químico e, por isso, exigem treinamento específico para garantir o uso correto e dentro dos protocolos de segurança.
A primeira fase terá duração de três dias, voltada ao aprendizado sobre o funcionamento do armamento. Depois, será realizada uma preparação de aproximadamente 15 dias.
Ainda que sejam equipamentos classificados como de menor potencial letal, o treinamento dos agentes é fundamental para garantir uma utilização responsável, proporcional e segura durante as ocorrências.

