A região da Lagoa concentra um dos maiores polos de geração de emprego e renda do Rio de Janeiro, segundo um estudo inédito da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Os dados revelam que os seis bairros que compõem a Gerência Executiva Local (GEL Lagoa) abrigam 10,9 mil empresas, mais de 100 mil trabalhadores formais e movimentam uma massa salarial anual de R$ 6,6 bilhões, reforçando o peso econômico da região na capital.
Conhecida anteriormente como Região Administrativa da Lagoa, a GEL Lagoa abrange os bairros da Zona Sul do Rio que estão no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas: Gávea, Ipanema, Jardim Botânico, Lagoa, Leblon e São Conrado.
Um dos motores econômicos do Rio
O levantamento aponta que o território reúne 100,5 mil empregos com carteira assinada e registra um rendimento médio de R$ 5,5 mil, acima da média do município. A economia local é impulsionada principalmente pelos setores de serviços, comércio, alimentação e saúde.
Outro destaque do estudo é a concentração da atividade empresarial. Ipanema e Leblon concentram mais de 70% das empresas da região, enquanto a Gávea responde por cerca de 15% dos empregos formais, apesar de ter uma população menor em relação aos demais bairros.
O estudo foi solicitado pelo vereador Flávio Valle (PSD) à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Segundo o parlamentar, os números reforçam a importância de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da região.
“A Lagoa é um motor econômico da cidade e uma mina de ouro que precisa ser lapidada com responsabilidade. Desenvolvimento econômico só existe com preservação da nossa natureza. Se cuidarmos dessa região com planejamento e carinho, ela pode gerar ainda mais prosperidade e qualidade de vida para quem vive e trabalha aqui”, afirmou.
Entre as iniciativas defendidas por Valle para a região está o projeto de naturalização da Lagoa, desenvolvido em parceria com o biólogo Mário Moscatelli, que busca conciliar recuperação ambiental e desenvolvimento urbano sustentável.
Segundo o vereador, a preservação da biodiversidade é um fator estratégico para manter o potencial econômico do território.

