Pacientes que precisam retirar medicamentos na Riofarmes, farmácia estadual de medicamentos especiais, têm enfrentado dificuldades na unidade da Praça Onze, no Centro do Rio de Janeiro. Usuários relatam longas filas, demora no atendimento e falhas no sistema, que, em alguns casos, impedem a entrega dos remédios mesmo após horas de espera.
Segundo os relatos, as interrupções no atendimento ocorrem por causa da lentidão ou de falhas no sistema de controle de estoque. Quando isso acontece, pacientes são orientados a voltar em outra data para tentar retirar a medicação.
Apesar dos relatos sobre o atendimento ser frequentemente interrompido sob a justificativa de que o sistema está fora do ar, o portal oficial de consulta de medicamentos da secretaria de estado de Saúde informa que a base de dados é atualizada diariamente e disponibiliza a situação dos estoques das unidades da Riofarmes.
Até a última atualização desta reportagem, o sistema listava 207 medicamentos e produtos, dos quais 184 apareciam com estoque disponível e 23 estavam zerados. Outros dez itens apresentavam estoque reduzido, com quantidade entre 1 e 19 unidades de comprimidos ou soluções, indicando que a plataforma permanece alimentada com informações sobre a disponibilidade dos medicamentos.

A situação afeta principalmente usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), entre eles idosos e pessoas com doenças crônicas que dependem de medicamentos de uso contínuo. Para esse público, a necessidade de realizar sucessivas viagens representa custos extras, desgaste físico e o risco de interrupção do tratamento.
A Riofarmes é responsável pelo cadastro dos pacientes, pela dispensação de medicamentos de alto custo e pelo controle dos estoques das unidades da Praça XI, em Nova Iguaçu e em Duque de Caxias. O órgão também coordena a reposição dos medicamentos em conjunto com a logística da secretaria de estado de Saúde (SES-RJ).

