Monique Medeiros afirmou nesta terça-feira (02), durante seu interrogatório no julgamento do caso Henry Borel, que acredita que Jairinho tenha sido o responsável pela morte da criança. “Hoje eu creio que foi o Jairo”, disse a ré, que relatou episódios de agressão supostamente cometidos pelo ex-vereador contra a criança desde o início do relacionamento do casal.
“Pelo modus operandi dele, pelos filhos delas, eu acredito que pode ter sido ele”, continuou, citando outras acusações de ex-namoradas de Jairinho de violências contra crianças.
Durante o depoimento, ela disse ainda que acredita ter sido dopada pelo ex-vereador para que ele conseguisse conversar com uma amante.
“Jairo sempre me dava comprimidos à noite, vi ele macerando um comprimido na minha taça de vinho. Ele fazia questão de fazer eu dormir para eu não ver que ele tinha uma outra pessoa”, disse ela. Ao falar do primeiro dia de aula do filho, Monique começou a chorar, o que se repetiu em vários momentos do interrogatório.
Monique relatou como estava o filho quando o viu naquela madrugada
No interrogatório desta terça, Monique voltou a dizer que confiava no ex-vereador, com quem se relacionava à época, e que não tinha conhecimento, àquela altura, de relatos de violência que mais tarde seriam atribuídos a ele por ex-companheiras e testemunhas.
De acordo com Monique Medeiros, na noite da morte de Henry, ele estava “com a barriga para cima e o pé gelado, e olhando para o nada”. Ela afirma que Jairinho repetia que Henry não estava conseguindo respirar direito.
A criança foi levada para o hospital Barra D’or, e Monique relatou as manobras de reanimação cardíaca feitas para tentar salvar a criança. Apesar disso, o óbito foi declarado às 5h30.
“Ficaram duas horas e meia fazendo a massagem cardíaca. Não tinha nenhum sinal, nenhuma marca então para mim só podia ser uma queda de cama”, afirmou a ré, que disse acreditar, naquele momento, que a morte só poderia ser explicada por um acidente doméstico.
Cinco anos depois, ela mudou de percepção e agora diz que acredita que Jairinho matou a criança.
Monique chama babá de Henry Borel de mentirosa
Ainda no interrogatório, que começou por volta das 10h30, Monique disse que a babá de Henry mentiu ao dizer que foi ordenada por ela a apagar mensagens em que alertava sobre possíveis agressões à criança no dia 12 de fevereiro de 2021.
“Eu tenho prova de que eu não mandei ela apagar as mensagens. Ela (Thayná) é uma grande mentirosa. Por que eu mandaria apagar os prints se eu tinha os prints do meu telefone? Isso nunca aconteceu”, ressaltou Monique.
Segundo ela, a pessoa responsável por mandar apagar as mensagens teria sido Thalita, irmã de Jairinho. Monique comentou ainda que várias pessoas da família de Thayná trabalhavam para a família do ex-deputado Coronel Jairo, pai do então vereador.
Com informações do G1.

