Um dos alvos da operação que enviou agentes da Polícia Federal ao apartamento de Cláudio Castro nesta terça (26) já é investigado de longa data pela corporação. Antes de ser citado nas investigações envolvendo o Rioprevidência, o empresário Ricardo Siqueira foi um dos mil alvos da Operação Lava Jato, em meados da década passada. Ele foi um dos delatores da ação.
O empresário respondia, no âmbito da Lava Jato, por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele é acusado de envolvimento com um esquema de supostos desvios em fundos de pensão e fechou acordo com o Ministério Público Federal (MPF) em 2018 para colaborar por meio de delação premiada.
Siqueira pode ter recebido comissão de 0,6% sobre investimentos do Rioprevidência
Na investigação do Rioprevidência, a Polícia Federal descreve Ricardo Siqueira como um articulador político e operacional do suposto esquema que captou cerca de R$ 3 bilhões em aportes do Rioprevidência para o Banco Master.
As investigações apontam que, para viabilizar as operações e camuflar as vantagens indevidas, o empresário teria se utilizado da empresa Mídias Promotora Ltda. A apuração indica que o empresário recebeu uma comissão de 0,6% sobre os valores aplicados pelo fundo de previdência no banco.
Empresário pediu devolução de R$ 10 milhões da Lava Jato
Na Lava Jato, Siqueira esteve entre os muitos delatores que acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) após o fim da operação para pedir a suspensão de sanções financeiras. Ele solicitou ao Tribunal a devolução de R$ 10 milhões referentes à multa de sua delação. O montante corresponde à primeira parcela de uma multa compensatória de R$ 33 milhões, acordada em sua delação de 2018. A defesa de Siqueira sustenta que o acordo de colaboração só deve ser considerado plenamente eficaz após o trânsito em julgado de uma condenação, o que ainda não aconteceu no caso dele.

